Serviços têm queda recorde em março, em prenúncio de abril dramático | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 12.05.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Economia

Serviços têm queda recorde em março, em prenúncio de abril dramático

Responsável por dois terços do PIB brasileiro, setor já mostra efeitos da pandemia sobre a economia e tem pior retração desde o início da série histórica do IBGE.

Brasilien Symbolbild | Restaurant (Agência Brasil/Tomaz Silva/ )

Segmento que engloba restaurantes foi o que mais sofreu queda em março.

O volume de serviços prestados em março no Brasil recuou 6,9% em comparação a fevereiro, já considerando o ajuste sazonal. É a pior queda da série histórica, que começa em 2011, conforme divulgou nesta terça-feira o IBGE. Na comparação com março de 2019, o volume de serviços recuou 2,7%, interrompendo uma sequência de seis taxas positivas.

O encolhimento já reflete o fechamento de diversos estabelecimentos a partir de meados de março como parte das medidas de combate à pandemia de covid-19, e fez o volume ser pior que o observado em maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. 

Por ser um setor que não recupera o que perdeu – um serviço não prestado hoje, não será compensado à frente, como pode ocorrer com um bem durável, por exemplo – e representar dois terços da composição do PIB do país, a queda no volume tende a ter um efeito impactante na crise que o Brasil já enfrenta. 

Entre os segmentos, a maior queda foi em serviços prestados às famílias – que inclui restaurantes, hotelaria e cabeleireiros –, com recuo de 33,4% em comparação com o ano passado e de 31,4% ante fevereiro. Embora não seja um segmento com peso na pesquisa do IBGE, é um dos que mais contam na composição do PIB, segundo a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) Luana Miranda.

Na avaliação da economista, é possível vislumbrar um abril dramático diante dos dados de março, com uma possível queda de dois dígitos nas comparações anual e mensal, prenunciando um recuo maior no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. O Ibre previa uma queda de 5% nos serviços em relação ao ano passado. “Achei que o transporte terrestre seria pior em março, mas acho que impacto vai vir em abril”, diz.  

Pela característica do setor de transportes, que trabalha com contratos, o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Goncalves de Lima, acredita que a queda mais dramática ainda está por vir. No entanto, ele acredita que há perspectiva positiva para tudo que se relaciona a home office – como serviços de informação e telecomunicações – e serviços financeiros.

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter

Leia mais