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Navios relatam ataques após Irã bloquear Estreito de Ormuz

Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 18 de abril de 2026

Teerã acusa Washington de violar acordo para reabertura da via marítima ao manter o bloqueio naval a portos iranianos. Relatos indicam que forças iranianas atacaram navios no estreito. Acompanhe o conflito.

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Lancha se aproxima de um petroleiro no Estreito de Ormuz
Lancha se aproxima de um petroleiro no Estreito de OrmuzFoto: Asghar Besharati/AP Photo/dpa/picture alliance
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O que você precisa saber

  • Israel e Líbano acertam cessar-fogo, após pressão dos EUA
  • Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz depois de abrir via no dia anterior

  • Embarcações comerciais relatam ataques de barcos iranianos em Ormuz

  • Irã critica "exigências maximalistas" dos EUA e diz que não está pronto para negociar

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio: 

Pular a seção Irã critica "exigências maximalistas" dos EUA e diz que não está pronto para negociar
18 de abril de 2026

Irã critica "exigências maximalistas" dos EUA e diz que não está pronto para negociar

O Irã ainda não está pronto para realizar uma nova rodada de negociações presenciais com autoridades americanas, afirmou neste sábado (14/04) um alto funcionário do governo iraniano, citando a recusa de Washington em abandonar o que chamou de exigências "maximalistas" em questões fundamentais.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o vice-ministro iraniano do Exterior, Saeed Khatibzadeh, afirmou que seu país não entregará seu urânio enriquecido aos Estados Unidos, rejeitando as alegações feitas pelo presidente americano Donald Trump.

“Posso afirmar que nenhum material enriquecido será enviado aos Estados Unidos”, disse Khatibzadeh. "Isso é inaceitável e posso garantir que, embora estejamos prontos para abordar quaisquer preocupações que tenhamos, não aceitaremos demandas que são inviáveis."

Nesta sexta-feira, Trump disse que os EUA entrarão no Irã e "recolherão toda a poeira nuclear", referindo-se aos 440 quilos de urânio enriquecido que se acredita estarem enterrados sob instalações nucleares gravemente danificadas pelos ataques militares americanos do ano passado.

Khatibzadeh disse que houve muitas trocas de mensagens entre as partes, mas acusou os EUA de se manterem firmes em exigências que o Irã considera excessivas.

"Ainda não chegamos ao ponto de avançar para uma reunião de fato, porque há questões em que os americanos ainda não abandonaram sua posição maximalista", disse Khatibzadeh. O Irã buscava a finalização de um "acordo-quadro" antes de prosseguir para uma reunião presencial, acrescentou.

O vice-ministro pediu a Washington que abordasse as preocupações do Irã, incluindo as sanções impostas ao país. "O outro lado também deve entender e abordar nossas principais preocupações, que são as sanções unilaterais ilegais que os americanos impuseram aos iranianos e esse terrorismo econômico que tem como alvo o povo iraniano para sufocá-lo e levá-lo a se revoltar contra a estrutura política dentro do Irã", disse Khatibzadeh.

rc (AP)

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Pular a seção Navios relatam ataques por barcos iranianos em Ormuz
Publicado 18 de abril de 2026Última atualização 18 de abril de 2026

Navios relatam ataques por barcos iranianos em Ormuz

Lancha no mar, com parte da bandeira iraniana em primeiro plano
Lancha de Guarda Revolucionária em imagem de arquivoFoto: Rouzbeh Fouladi/MEI/SIPA/picture alliance

Duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou o capitão da embarcação, segundo o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido (UKMTO), uma agência de segurança britânica.

O capitão do petroleiro relatou que o incidente ocorreu a cerca de 20 milhas náuticas (aproximadamente 37 quilômetros) a nordeste de Omã, de acordo com uma notificação do UKMTO.

As lanchas iranianas se aproximaram sem que nenhuma irregularidade fosse detectada por rádio e, em seguida, abriram fogo contra o navio, mas tanto o petroleiro quanto sua tripulação estão ilesos.

O UKMTO acrescentou que as autoridades estão investigando o incidente.

Poucas horas depois o UKMTO relatou um segundo ataque a um navio perto do Estreito de Ormuz. Segundo o Centro de Operações, um projétil não identificado atingiu um navio porta-contêineres a 46 quilômetros  a nordeste de Omã, danificando alguns dos contêineres.

Minutos depois, a UKMTO relatou um terceiro incidente a 5,5 quilômetros a leste de Omã. "O comandante de um navio de cruzeiro relatou ter visto um borrifo na água próximo ao navio", informou.

rc/md (EFE, Reuters)

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Pular a seção Trump diz que Irã não pode chantagear os EUA
18 de abril de 2026

Trump diz que Irã não pode chantagear os EUA

O presidente americano afirmou neste sábado que o Irã não tem o que é preciso para pressionar o seu governo com a ameaça de um novo fechamento do Estreito de Ormuz e garantiu que tem mantido "conversas positivas" com Teerã.

"[Os líderes iranianos] queriam voltar a fechar o estreito, como têm feito há anos, mas eles não podem nos chantagear", disse Trump durante um evento na Casa Branca, no qual não respondeu às perguntas da imprensa sobre o conflito.

Trump disse que "muitos navios estão se dirigindo ao Texas" e Louisiana, numa aparente alusão à chegada de petroleiros à costa dos Estados Unidos, embora não tenha adiantado mais pormenores.

"Estamos tendo conversas muito positivas [com o Irã]. Está tudo correndo muito bem. Tornaram-se um pouco arrogantes, como têm feito há 47 anos (...) Veremos, mas teremos informações no final do dia. Estamos a falar com eles e, como sabem, estamos adotando uma postura firme", afirmou. 

Trump insistiu que o Irã já não tem "uma Marinha, não tem Força Aérea, não tem líderes" e esclareceu que o que conseguiram no país persa poderia ser chamado de "uma mudança de regime forçada".

O presidente americano afirmou esta sexta-feira que vai manter o bloqueio da costa iraniana, apesar do anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial e cuja passagem foi interrompida por Teerã em retaliação pela guerra iniciada pelos EUA e Israel. 

Em resposta, as forças armadas iranianas declararam neste sábado que manteriam o "controle rigoroso" sobre o estratégico Estreito de Ormuz. 

md (Lusa, AFP)

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Pular a seção Papa diz "não ter interesse" em discutir com Trump sobre guerra no Irã
18 de abril de 2026

Papa diz "não ter interesse" em discutir com Trump sobre guerra no Irã

Papa Leão 14 fala segurando microfone
Papa Leão 14 durante conversa com jornalistas no aviãoFoto: Luca Zennaro/AFP

O papa Leão 14 disse neste sábado que "não é do meu interesse" debater com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã, mas que continuaria pregando a mensagem do Evangelho sobre a paz.

Leão falou com repórteres a bordo do avião papal que voava de Camarões para Angola como parte de sua viagem de 11 dias pela África.

Ele abordou a espiral de críticas de Trump à sua mensagem de paz, que dominaram os noticiários desta semana. Mas o papa americano também procurou esclarecer os fatos, insistindo que sua pregação não é direcionada a Trump, mas reflete a mensagem mais ampla do Evangelho sobre a paz.

"Houve uma certa narrativa que não foi precisa em todos os seus aspectos, mas por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez alguns comentários sobre mim", disse ele.

"Muito do que foi escrito desde então tem sido mais comentário sobre comentário, tentando interpretar o que foi dito." 

Trump lançou as críticas em sua plataforma de mídia social Truth Social na noite de 12 de abril, quando criticou a pregação de Leo sobre a paz em meio à guerra, que começou com ataques conjuntos EUA-Israel em 28 de fevereiro e foi seguida pela retaliação do Irã.

Trump acusou Leo de ser leniente com o crime, conivente com a esquerda e disse que o primeiro pontífice americano devia sua eleição a Trump.

Leo tem feito apelos consistentes pela paz e pelo diálogo e denunciou o uso de justificativas religiosas para a guerra. Especificamente, ele chamou a ameaça de Trump de aniquilar a civilização iraniana de "verdadeiramente inaceitável".

O Vaticano enfatizou que, quando Leo prega sobre a paz, ele se refere a todas as guerras que assolam o planeta, não apenas ao conflito com o Irã. A Igreja Ortodoxa Russa, por exemplo, justificou a invasão da Ucrânia por Moscou como uma "guerra santa".

Falando a repórteres no sábado, Leo se referiu especificamente às suas declarações feitas no início da semana em uma reunião de paz em Bamenda, Camarões. A cidade é o epicentro de um conflito separatista que assola a região oeste, de maioria anglo-saxônica, do país há quase uma década.

Leo disse que seus comentários, nos quais criticou duramente o "punhado de tiranos" que devastavam a Terra com guerras e exploração, foram escritos duas semanas antes, muito antes das críticas de Trump começarem.
"E, no entanto, como se vê, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, o que não me interessa de forma alguma", disse ele.

Olhando para o futuro, porém, ele disse que continuaria pregando o Evangelho. "Venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar com, celebrar com, encorajar e acompanhar todos os católicos da África", disse o pontífice.

md (AP, ots)

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Pular a seção Israel continuou ataques no sul do Líbano, apesar de cessar-fogo
18 de abril de 2026

Israel continuou ataques no sul do Líbano, apesar de cessar-fogo

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram neste sábado ter realizado ataques "em várias ocasiões" no sul do Líbano desde o início do cessar-fogo, justificando-os como consequência de supostas "violações" do acordo em vigor por parte do grupo xiita libanês Hezbollah.

Em comunicado, as FDI argumentaram que combatentes se aproximaram das tropas posicionadas no sul do país vizinho a partir do norte da "linha amarela", a zona controlada militarmente por Israel, representando "uma ameaça imediata".

Foi então que a Força Aérea Israelense abriu fogo contra eles, detalha o comunicado, que não especifica em que dia ocorreram esses ataques desde a trégua iniciada no último dia 16. 

De acordo com o texto, que alega que as ações tomadas em "legítima defesa e para neutralizar ameaças imediatas" não são restringidas pelo atual cessar-fogo, as FDI também bombardearam infraestruturas na região.

Esta mensagem surge depois de, na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que Washington proibiu Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo.

md (EFE, ots)

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Pular a seção Macron anuncia morte de soldado francês da ONU no Líbano
18 de abril de 2026

Macron anuncia morte de soldado francês da ONU no Líbano

Um soldado francês que servia na força de paz da ONU no Líbano (Unifil) foi morto e outros três ficaram feridos em um ataque no sul do Líbano no sábado, ataque que a França atribuiu ao Hezbollah, disse o presidente francês, Emmanuel Macron.

"Tudo aponta para o Hezbollah como autor deste ataque. A França exige que as autoridades libanesas prendam imediatamente os responsáveis ​​e os responsabilizem, juntamente com a Unifil", disse Macron em uma mensagem nas redes sociais.

A ministra francesa da Defesa, Catherine Vautrin, disse que o soldado foi emboscado enquanto participava de uma missão da Unifil para limpar uma rota e acusou "um grupo armado" de atirar nele "à queima-roupa".

md (AFP, EFE)

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Pular a seção EUA prorrogam suspensão da maioria das sanções contra petróleo russo
Publicado 18 de abril de 2026Última atualização 18 de abril de 2026

EUA prorrogam suspensão da maioria das sanções contra petróleo russo

Washington prorrogou a suspensão da maioria das sanções contra a indústria petrolífera russa.

A decisão do Departamento do Tesouro americano, em vigor a partir deste sábado e até 16 de maio, diz respeito a todas as operações relacionadas com o embarque e a entrega de petróleo proveniente da Rússia, e aplica-se igualmente à chamada "frota fantasma russa" – embarcações clandestinas que permitem a Moscou exportar petróleo e contornar as sanções ocidentais. 

As transações com Irã, Coreia do Norte, Cuba, assim como com as regiões ucranianas ocupadas, incluindo a Crimeia, continuam proibidas. 

O governo americano já tinha suspendido temporariamente as sanções relativas ao petróleo russo armazenado no mar, com o objetivo de atenuar a subida vertiginosa dos preços do petróleo. A decisão foi criticada por governos europeus, argumentando que beneficiaria a guerra da Rússia na Ucrânia.

Mas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu na quarta-feira que esta suspensão não seria prolongada para além do período inicial. "Não renovaremos a licença relativa ao petróleo russo", afirmou numa conferência de imprensa. 

Os EUA impõem sanções sobre os recursos petrolíferos da Rússia e do Irã, visando esgotar as receitas das autoridades desses países. O objetivo é punir Moscou pela invasão da Ucrânia e o Irã pelo programa nuclear e financiamento de grupos armados como o Hezbollah libanês. 

Mas Washington implementou em março uma isenção temporária para que o petróleo destes países pudesse ser vendido, a fim de moderar a subida vertiginosa dos preços na sequência da guerra no Irã.

md (Lusa, AFP) 

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Pular a seção Irã abre parcialmente seu espaço aéreo
18 de abril de 2026

Irã abre parcialmente seu espaço aéreo

O Irã anunciou neste sábado a reabertura parcial de seu espaço aéreo, que estava fechado há sete semanas devido à guerra com os Estados Unidos e Israel, permitindo a passagem de voos internacionais pela região leste do país.

"O espaço aéreo do país e vários aeroportos foram reabertos a partir das 7h da manhã, horário local (0h30 em Brasília)", informou a Autoridade de Aviação Civil do Irã, segundo a agência de notícias Tasnim. A agência informou que as operações serão retomadas gradualmente e que voos internacionais estão autorizados a transitar pelo espaço aéreo iraniano em rotas localizadas no leste do país.

De acordo com a Autoridade de Aviação Civil, a reabertura foi decidida após uma avaliação das condições de segurança realizada pelo comitê de coordenação civil-militar.

A autoridade também observou que a retomada completa das operações dependerá da prontidão técnica e operacional dos setores civil e militar responsáveis ​​pela gestão aeroportuária.

Mais de três horas depois, no entanto, os sites de rastreamento de voos ainda não mostravam nenhum voo internacional sobrevoando o Irã, e vários estavam evitando seu espaço aéreo fazendo longos desvios.

md (EFE, AFP)

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Pular a seção Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz devido ao bloqueio dos EUA
18 de abril de 2026

Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz devido ao bloqueio dos EUA

O Irã afirmou neste sábado que reimpôs o "controle rigoroso" sobre o Estreito de Ormuz, acusando os EUA de violar o acordo para a reabertura da via navegável estratégica.

"O controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior, e esta via navegável estratégica está sob estrita gestão e controle das Forças Armadas", anunciou o tenente-coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.

Em um comunicado divulgado pela televisão estatal, o quartel-general afirmou que Washington quebrou uma promessa ao manter o bloqueio naval aos navios que navegam de e para os portos iranianos.

Até que os Estados Unidos restabeleçam a liberdade de movimento para todas as embarcações que visitam o Irã, "a situação no Estreito de Ormuz permanecerá estritamente controlada", diz o comunicado.

 md (EFE, ots)

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Pular a seção Trump afirma que proibiu Israel de continuar a bombardear o Líbano: "Já basta!"
17 de abril de 2026

Trump afirma que proibiu Israel de continuar a bombardear o Líbano: "Já basta!"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17/04) que Washington proibiu Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo de dez dias anunciado na quinta-feira. 

"Israel não bombardeará mais o Líbano. Os Estados Unidos os proíbem. Já basta!", escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social. 

O mandatário americano anunciou ontem uma trégua de dez dias entre Líbano e Israel após "excelentes" conversas telefônicas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, a quem poderia receber "nos próximos quatro ou cinco dias" para negociações na Casa Branca. 

Segundo um memorando publicado pelo Departamento de Estado, este cessar-fogo é "um gesto de boa vontade" por parte de Israel e está destinado a possibilitar negociações "rumo a um acordo permanente de segurança e paz" entre as duas nações, inimigas há décadas. 

Apesar disso, ambas as partes concordaram, segundo Washington, que Israel conserva "seu direito de adotar todas as medidas necessárias em legítima defesa, a qualquer momento", enquanto durar a pausa nas hostilidades. 

No entanto, o Estado judeu se comprometeu, como parte do pacto temporário, a não realizar "operações militares ofensivas contra alvos libaneses, incluindo alvos civis, militares e outros alvos estatais, no território do Líbano, por terra, ar e mar". 

A partir da entrada em vigor do cessar-fogo, iniciado ontem, o Líbano adotará "medidas significativas" para impedir que "o Hezbollah e todos os demais grupos armados não estatais e rebeldes" em território libanês lancem ataques "de qualquer tipo contra alvos israelenses", refere o documento. 

A tensão entre Israel e Líbano ameaçava desestabilizar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que terminará no próximo dia 22, enquanto se espera a retomada das negociações de paz no Paquistão. 

jps (EFE)
 

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Pular a seção Preço do petróleo despenca 10%
17 de abril de 2026

Preço do petróleo despenca 10%

Ormuz
Foto: Stelios Misinas/REUTERS

Os preços do petróleo caíram mais de 10% na sexta-feira (17/04), e as ações americanas dispararam rumo a mais um recorde depois que o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz está novamente aberto para petroleiros comerciais que transportam petróleo do Golfo Pérsico para clientes em todo o mundo.

O S&P 500 subiu 1,3%, com Wall Street fechando a terceira semana consecutiva de grandes ganhos, sua maior sequência desde o Halloween. Um fluxo mais livre de petróleo aliviaria a pressão sobre os preços não apenas da gasolina, mas também de alimentos e todos os tipos de outros produtos transportados por veículos.

O índice Dow Jones Industrial Average subiu brevemente quase 1.070 pontos e registrava alta de 978 pontos, ou 2%, às 11h45, horário do leste dos EUA, enquanto o índice Nasdaq Composite subia 1,6%.

O mercado de ações dos EUA subiu mais de 12% desde que atingiu o fundo do poço no final de março, com a esperança de que os Estados Unidos e o Irã possam evitar o pior cenário para a economia global, apesar da guerra. A reabertura do Estreito de Ormuz na sexta-feira, que pode ser apenas temporária, é o sinal mais claro de otimismo até agora, e o presidente Donald Trump disse na noite de quinta-feira que a guerra "deve terminar em breve".

JPS (AP)
 

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Pular a seção Líbano intensifica posições de Forças Armadas no sul para garantir retorno de civis
17 de abril de 2026

Líbano intensifica posições de Forças Armadas no sul para garantir retorno de civis

Militar libanês observando comboio de tropas de força de paz da ONU
Militar libanês observando comboio de tropas de força de paz da ONUFoto: Karamallah Daher/REUTERS

As Forças Armadas do Líbano anunciaram nesta sexta-feira (17/04) que estão reforçando seu posicionamento ao sul do rio Litani para facilitar o retorno dos moradores às suas casas, mantendo as operações em todo o país para garantir a segurança dos cidadãos após a implementação do cessar-fogo com Israel. 

De acordo com um comunicado do comando militar, "as Forças Armadas estão trabalhando para facilitar o retorno dos moradores às suas casas, reforçando seu posicionamento no setor sul do rio Litani", enquanto realiza outras tarefas, incluindo "o estabelecimento de postos de controle temporários, a desobstrução de estradas e obstáculos e a realização de detonações controladas de munições não detonadas". 

Como parte dos esforços, uma unidade do Exército libanês reabriu a estrada Dbayn-Marjayoun, que havia sido bloqueada após um ataque de Israel, enquanto outra unidade reabriu a ponte costeira Qasmiyeh-Tiro, e reparos estão em andamento em diversas outras pontes. 

O comando das Forças Armadas do país reiterou a importância da cooperação dos cidadãos com as instruções das unidades militares destacadas e de evitarem as estradas bloqueadas pelos militares, uma vez que elas dão acesso a vilarejos onde as forças de ocupação israelenses permanecem posicionadas. 

O presidente libanês, Josef Aoun, afirmou, em reunião com membros do Parlamento em Beirute, que as Forças Armadas terão um "papel fundamental" após a saída dos militares de Israel, enfatizou a necessidade de consolidar o cessar-fogo e destacou a importância das negociações com Israel, que descreveu como "delicadas e cruciais". 

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país proibiu Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo de 10 dias anunciado na quinta-feira, com o qual o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria concordado após conversar com ele. 

Contudo, Netanyahu afirmou hoje que Israel mantém seus objetivos na frente norte, particularmente o "desmantelamento" do grupo xiita libanês Hezbollah, e advertiu que a campanha não terminou. 

O cessar-fogo entrou em vigor mais de seis semanas após o início de uma intensa ofensiva aérea de Israel contra o Líbano, que, junto com uma operação terrestre para tomar toda a faixa de fronteira, deixou pelo menos 2.196 mortos, 7.185 feridos e mais de um milhão de deslocados.

jps (EFE)

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Pular a seção Netanyahu diz que cessar-fogo com o Líbano foi a pedido de Trump
17 de abril de 2026

Netanyahu diz que cessar-fogo com o Líbano foi a pedido de Trump

Netanyahu e Trump durante encontro em fevereiro de 2026
Netanyahu e Trump durante encontro em fevereiroFoto: Avi Ohayon/GPO/Xinhua/picture alliance

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta sexta-feira (17/04) que aceitou o cessar-fogo temporário vigente com o Líbano a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

"A pedido do meu amigo, o presidente Trump, com quem transformamos o Oriente Médio e alcançamos grandes avanços, concordamos com um cessar-fogo temporário no Líbano", afirmou Netanyahu em uma mensagem de vídeo publicada por seu gabinete. 

"A pedido dele, foi-nos oferecida a oportunidade de promover uma solução política e militar conjunta com o governo libanês", acrescentou. 

Apesar de aceitar a interrupção das hostilidades, Netanyahu ressaltou que Israel mantém seus objetivos na frente norte, em particular o "desmantelamento" do grupo xiita libanês Hezbollah, e alertou que a campanha não foi concluída. 

Estas declarações ocorrem após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ter afirmado que o Exército continuará ocupando territórios no sul do Líbano e não descartou retomar os ataques após a trégua caso não se consiga o desarmamento do Hezbollah. 

Em tom semelhante, Netanyahu assegurou ontem que o Exército israelense manterá sua presença e controle no sul do Líbano para evitar que o Hezbollah possa lançar mísseis antitanque. 

"Uma zona de segurança de dez quilômetros de profundidade, muito mais forte, muito mais potente, muito mais controlável e muito mais sólida do que a que tínhamos antes. É aqui que estamos e não iremos embora", declarou Netanyahu na mensagem após o cessar-fogo. A ocupação dessas zonas forçaram a saída de milhares de libaneses dessas áreas, em meio a ordens de expulsão emitidas pelos israelenses.

Trump anunciou na quinta-feira uma interrupção das hostilidades entre o Líbano e Israel que se prolongará por dez dias, depois de ter ocorrido em Washington, nesta semana, o primeiro encontro direto em décadas entre representantes de ambos os países. 

A medida entrou em vigor mais de seis semanas após o início de uma intensa ofensiva aérea israelense contra o Líbano que, somada a uma invasão terrestre para tomar toda a faixa fronteiriça, deixou pelo menos 2.196 mortos, 7.185 feridos e mais de um milhão de deslocados. 

jps (EFE)

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Pular a seção Trump diz que, apesar de abertura de Ormuz, bloqueio naval ao Irã continua
17 de abril de 2026

Trump diz que, apesar de abertura de Ormuz, bloqueio naval ao Irã continua

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que o Estreito de Ormuz foi reaberto, embora Trump tenha dito que o bloqueio americano aos portos iranianos permanece em vigor.

Pouco depois do anúncio de Araghchi, Trump confirmou que o Irã havia declarado que o estreito está "totalmente aberto e pronto para a passagem irrestrita", em uma publicação no Truth Social.

Em uma publicação subsequente, Trump disse que o bloqueio naval americano aos portos iranianos, implementado em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, "permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída".

Ele acrescentou que espera uma resolução "muito rapidamente, visto que a maioria dos pontos já foi negociada".

A navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, uma via navegável estreita entre o Irã e Omã, vital para o comércio global de petróleo, praticamente parou depois que o Irã ameaçou atacar navios em resposta à guerra entre os EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

md (DPA, ots)

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Pular a seção Irã diz que Estreito de Ormuz está "totalmente aberto" durante o cessar-fogo
17 de abril de 2026

Irã diz que Estreito de Ormuz está "totalmente aberto" durante o cessar-fogo

Cargueiro no mar
Cargueiro perto do Estreito de OrmuzFoto: Stringer/REUTERS

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz permanece totalmente aberta durante o restante do cessar-fogo no Oriente Médio, que agora inclui não apenas o Irã, os Estados Unidos e Israel, mas também o Líbano.

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã", disse Araghchi em uma publicação na plataforma X.

O preço do petróleo caiu 10% após o anúncio.

md (EFE, AFP)

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