Secretário de Estado representará EUA na posse de Bolsonaro | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 17.12.2018

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Brasil

Secretário de Estado representará EUA na posse de Bolsonaro

Sem presença de Trump, Mike Pompeo vai chefiar delegação americana. Líderes de Cuba e da Venezuela são desconvidados após solicitação da equipe do presidente eleito.

USA | Amerikanischer Außenminister Mike Pompeo in New York (Reuters/File Photo/D. Ornitz)

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Posse de Dilma em 2015 contou com presença do então vice-presidente Joe Biden.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, será o principal nome da delegação que representará o governo do país na posse de Jair Bolsonaro como novo presidente do Brasil, em 1º de janeiro.

Em comunicado, o escritório de imprensa da Casa Branca anunciou nesta segunda-feira (17/12) que a delegação será composta, além de Pompeo, pelo administrador da Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional (Usaid), Mark Green; o encarregado de negócios no Brasil, William Popp; e o diretor para assuntos de América Latina do Conselho de Segurança Nacional, Mauricio Claver-Carone.

Após a vitória nas eleições de outubro, de receber uma ligação de Donald Trump e uma visita de John Bolton, assessor de Segurança Nacional dos EUA, Bolsonaro chegou a afirmar que havia uma possibilidade de o presidente americano vir ao Brasil para a posse, o que não se concretizará de acordo com o comunicado da Casa Branca.

Durante a visita ao Rio, o assessor do presidente americano repassou o convite de Trump para que Bolsonaro vá aos EUA.

"A chegada de Bolsonaro é uma enorme mudança em relação ao passado", disse Bolton recentemente sobre a eleição no Brasil.

Trump foi um dos primeiros líderes mundiais a ligar para Bolsonaro depois após a vitória sobre Fernando Haddad (PT). Na conversa, o presidente americano disse que esperava uma maior aproximação entre os dois países, especialmente em assuntos comerciais e de cooperação militar.

Em janeiro de 2015, o então vice-presidente Joe Biden participou da cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff, que havia sido eleita para um segundo mandato. Em 2011, os EUA enviaram uma delegação liderada pela então secretária de Estado Hillary Clinton.

Venezuela e Cuba

Também nesta segunda-feira, o governo brasileiro confirmou a informação de que havia enviado convites para a posse a todos chefes de estado e de governo dos países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas. No entanto, os convites para os governos venezuelano e cubano foram posterirormente retirados a pedido da equipe de Bolsonaro.

No domingo (16/12), o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que o Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, não havia sido convidado para a posse de Bolsonaro. Segundo Araújo, "não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira”.

Isso acabou dando início a uma troca de versões. O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, informou que os líderes do seu país haviam sido convidados e divulgou uma cópia do convite recebido.

Diante da controvérsia, o Itamaraty divulgou nota esclarecendo que a equipe de Bolsonaro havia dado instruções para que fossem enviados convites para todos os países, mas que depois resolveu excluir os venezuelanos e os cubanos.

"Inicialmente recebeu a recomendação do Presidente eleito de que todos os chefes de Estado de Governo dos países com os quais temos relações diplomáticas devem ser convidados e assim foi feito", disse Ministério das Relações Exteriores.

"Num segundo momento, foi recebida a recomendação de que Cuba e Venezuela não sejam incluídos na lista, o que exigiu uma nova comunicação para esses dois Governos."

JPS/efe/ots

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