Renzi renuncia, e Mattarella inicia consultas com partidos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 07.12.2016
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Itália

Renzi renuncia, e Mattarella inicia consultas com partidos

Primeiro-ministro da Itália oficializa sua renúncia perante presidente após derrota em referendo constitucional. Oposição pede eleições antecipadas, mas Mattarella inicia consultas para formar novo governo.

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, renunciou oficialmente ao cargo nesta quarta-feira (07/12), durante encontro com o presidente Sergio Mattarella no Palácio do Quirinal, em Roma. A renúncia é motivada pela derrota do premiê no referendo deste domingo sobre uma reforma constitucional, a qual ele considerava crucial para seu governo.

Na segunda-feira, Mattarella havia solicitado a Renzi que permanecesse no cargo até a aprovação do orçamento de 2017 pelo Senado. "Lei orçamentária aprovada. Às 19h, formalizo minha renúncia. Obrigado a todos e viva a Itália", afirmou Renzi, em mensagem publicada em sua conta oficial no Twitter antes do encontro.

Nesta quarta-feira, Mattarella pediu a Renzi que permaneça interinamente no cargo de primeiro-ministro até que um novo governo seja formado. O Palácio do Quirinal divulgou que o presidente iniciará as consultas com os partidos políticos no final da tarde desta quinta-feira. Elas deverão duras 48 horas.

Pessoas ligadas ao presidente dizem que ele prefere formar um novo governo em vez convocar eleições antecipadas por acreditar que o resultado destas tornará ainda mais difícil a formação de uma coalizão de governo. Entre os nomes mais cotados para o cargo de primeiro-ministro estão o atual ministro da Economia, Pier Carlo Padoan, e o presidente do Senado, Pietro Grasso.

Partidos populistas, como o Movimento Cinco Estrelas, do comediante Beppe Grillo, e a Liga Norte defendem novas eleições e descartam participar de qualquer acordo com o partido de Renzi, o Partido Democrático (PD). Já o Forza Italia, de Silvio Berlusconi, disse que pretende ficar na oposição. As próximas eleições estão marcadas para 2018.

MD/ap/rtr/afp/efe/dpa

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