Queiroga anuncia dose de reforço para profissionais de saúde | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 25.09.2021

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Coronavírus

Queiroga anuncia dose de reforço para profissionais de saúde

Segundo o ministro, trabalhadores que tomaram segunda dose há pelo menos seis meses poderão receber nova aplicação da vacina contra a covid-19, de preferência a da Pfizer.

Profissional de saúde é vacinada aos pés do Cristo Redentor, no Rio, em 18 de janeiro

Profissionais de saúde estiveram entre os primeiros grupos a receber a vacina no país, ainda em janeiro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta sexta-feira (24/09) que os profissionais de saúde do país receberão uma dose de reforço da vacina contra a covid-19.

A decisão, anunciada por Queiroga nas redes sociais, foi tomada por gestores do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Segundo o ministro, a nova aplicação deverá ocorrer pelo menos seis meses após a imunização completa e preferencialmente com a vacina da Pfizer-BioNTech.

"Acabamos de aprovar a dose de reforço para profissionais de saúde, preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa. Essa já é a maior campanha de vacinação da história do Brasil", escreveu Queiroga.

Ao jornal O Globo, o Ministério da Saúde informou que estados e municípios que tiverem doses disponíveis já podem começar a aplicar o reforço nos profissionais de saúde.

A pasta já havia aprovado a chamada terceira dose para idosos acima de 70 anos e para imunossuprimidos (pessoas transplantadas, com câncer e outros tipos de doenças graves).

No caso dos idosos, eles devem ter tomado a segunda dose (ou a dose única da vacina da Johnson & Johnson) há mais de seis meses. Já os imunossuprimidos podem receber a dose de reforço 21 dias após a imunização completa.

Os profissionais de saúde estiveram entre os primeiros grupos prioritários a receber o imunizante contra a covid-19 no país, em janeiro, ao lado de idosos, indígenas em aldeias e pessoas com deficiência que residem em instituições.

Segundo dados de um consórcio de veículos de imprensa, mais de 40% da população brasileira está totalmente vacinada contra o coronavírus, enquanto 67,5% estão parcialmente imunizados.

Debate controverso

Estudos sugerem que a proteção das vacinas pode cair com o tempo, sobretudo diante de variantes mais contagiosas, como a delta, e a dose de reforço é uma medida atualmente discutida em nível mundial. Vários países, como Estados Unidos, Alemanha, França e Israel, já decidiram aplicar uma terceira dose dos imunizantes.

Segundo um relatório interno do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a variante delta é muito mais contagiosa, tem maior probabilidade de atravessar as proteções oferecidas pelas vacinas contra a covid-19 e é capaz de deixar os infectados mais gravemente doentes do que as outras versões conhecidas do vírus Sars-Cov-2.

Alguns especialistas, contudo, se opõem à aplicação de doses de reforço neste momento da pandemia. Eles defendem que as vacinas administradas atualmente no mundo são altamente eficazes contra casos graves de covid-19 e que, diante do fornecimento ainda limitado em alguns países, a prioridade deve ser inocular quem ainda não teve acesso à imunização.

Em artigo publicado na revista científica The Lancet em 13 de setembro, um grupo de especialistas de alto nível afirmou que um número maior de vidas pode ser salvo se os imunizantes "forem oferecidos a pessoas que estejam em risco maior de desenvolverem quadros graves da doença e que ainda não foram vacinadas".

A OMS apela desde o início de agosto por uma paralisação temporária de vacinações de reforço contra o coronavírus enquanto países mais pobres ainda esperam por doses de vacina.

ek (ots)

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