Putin anuncia aprovação de mais uma vacina contra covid-19 | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 14.10.2020

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Coronavírus

Putin anuncia aprovação de mais uma vacina contra covid-19

É a segunda vacina russa que recebe aprovação regulatória antes da conclusão de testes de larga escala de fase 3. Produto foi desenvolvido por antigo laboratório soviético na Sibéria. 

Vladimir Putin

Putin já havia anunciado uma vacina em agosto, que também pulou etapas antes da aprovação

A Rússia anunciou nesta quarta-feira (14/10) que concedeu aprovação regulatória para uma segunda vacina contra covid-19. O anúncio foi feito pelo próprio presidente Vladimir Putin, numa reunião de governo.

Putin parabenizou cientistas por aprovarem a nova vacina, que foi desenvolvida pelo Instituto Vector, da Sibéria, e passou pelos testes de estágio inicial em humanos no mês passado. Ela foi batizada de EpiVacCorona.

Na época soviética (1922-1991), o Instituto Vector mantinha laços próximos com o programa ultrassecreto de armas biológicas do antigo regime comunista. O Vector já havia anunciado, na semana passada, que havia completado os primeiros testes em 100 voluntários e afirmado que, depois de um período de 23 dias de monitoramento, nenhum dos voluntários manifestou efeitos colaterais graves.

"Precisamos aumentar a produção da primeira e da segunda vacina", disse Putin em comentários transmitidos pela televisão estatal. "Continuamos a cooperar com nossos parceiros estrangeiros e divulgaremos nossa vacina no exterior."

Russland Impfstoff Coronavirus Vector-Institut

Ampolas da EpiVacCorona, a nova vacina russa

Essa é a segunda vacina russa contra a covid-19 que recebe aprovação regulatória sem seguir o protocolo de testes previsto para esse tipo de pesquisa.

Em agosto, a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra covid-19. A aprovação foi concedida antes antes mesmo de testes em larga escala de fase 3 terem sido finalizados. A pressa na aprovação e a falta de transparência nos dados levantou dúvidas sobre a eficácia e segurança da vacina entre cientistas do Ocidente.

Cerca de 400 pacientes de alto risco a receberam, de acordo com o Ministério da Saúde russo. A vacina, batizada de Sputnik 5, em homenagem ao primeiro satélite do mundo, lançado pela União Soviética, ainda não está em circulação geral.

Uma terceira vacina, desenvolvida pelo Centro Científico Federal Chumakov, de Moscou, pode ser registrada até dezembro, segundo autoridades russas. Os ensaios clínicos de fase 2 começam em 19 de outubro.

Desde o início da pandemia, a Rússia já registrou 1.332.824 infecções, o quarto maior número de casos no mundo, só atrás dos de Estados Unidos, Índia e Brasil. As autoridades russas contabilizaram cerca de 23 mil mortes em decorrência da covid-19.

JPS/rtr/ots

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