Promotoria de Nova York processa Fundação Trump por conduta ilegal | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.06.2018
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Estados Unidos

Promotoria de Nova York processa Fundação Trump por conduta ilegal

Presidente americano e três de seus filhos são acusados de usar organização beneficente para fins privados. Ação pede que fundação seja fechada e Trump proibido de atuar em instituições de caridade por dez anos.

Donald Trump

Trump chama processo de "ridículo" e diz que não vai tentar buscar acordo sobre a questão

A promotoria do estado americano de Nova York entrou com um processo nesta quinta-feira (14/06) contra a Fundação Trump e seus diretores – o presidente Donald Trump e seus filhos Eric, Ivanka e Donald Trump Jr. –, por violarem leis estaduais e federais sobre oganizações sem fins lucrativos.

Segundo a ação, Trump e sua família utilizaram a fundação beneficente de forma ilegal para fins de benefício próprio, inclusive durante a campanha do republicano à presidência da República em 2016.

"A Fundação Trump funcionava como uma espécie de talão de cheques para pagar as despesas de Trump e de suas empresas através de organizações sem fins lucrativos", afirmou a procuradora-geral do estado de Nova York, Barbara Underwood.

O processo solicita o fechamento da Fundação Trump, a restituição de 2,8 milhões de dólares e a proibição ao presidente, por dez anos, e a seus três filhos, por um ano, de assumirem papéis de liderança em instituições beneficentes no estado de Nova York.

O presidente e seus filhos Donald Trump Jr., Eric e Ivanka

O presidente e seus filhos Donald Trump Jr., Eric e Ivanka

Eric, Ivanka e Trump Jr. ingressaram no conselho da fundação em 2006, embora a irmã tenha deixado o posto em 2017 para trabalhar como assessora do pai na Casa Branca.

A ação derivou de uma investigação promovida pela promotoria durante quase dois anos. Segundo Underwood, as apurações revelaram que o presidente usou ativos da fundação para pagar seus advogados, promover seus hotéis e empresas e comprar artigos pessoais.

O processo menciona ainda "uma extensa articulação política ilegal" promovida pela fundação em torno da campanha presidencial do republicano, além da prática "repetida e intencional" de transações entre empresas do mesmo grupo, a fim de beneficiar interesses pessoais, comerciais e políticos de Trump.

Entre as transações que o processo descreve como ilegais está um pagamento de 10 mil dólares à Fundação Unicorn Children, por um retrato de Trump que foi arrematado em um leilão de arrecadação de fundos em 2014. Segundo o jornal Washington Post, a obra acabaria decorando uma parede do resort Trump National Doral, em Miami.

"O senhor Trump dirigiu a fundação a seu bel-prazer, em vez de seguir a lei", afirma o processo, apresentada no dia em que o presidente completa 72 anos. "Não é assim que fundações privadas deveriam funcionar", completou a procuradora-geral de Nova York em comunicado.

A ação destaca ainda que a Fundação Trump não possui funcionários, nunca emitiu um protocolo necessário para desembolsar fundos e seu conselho de diretores, que "existe apenas no nome", não se reúne desde 1999.

Trump e fundação reagem à ação

Em uma série de mensagens no Twitter, o presidente americano rechaçou o processo, antecipando que não tentará fazer um acordo para solucionar o caso. Ele disse ainda que a ação é "ridícula" e foi orquestrada pelos "desprezíveis democratas de Nova York".

Em comunicado, a Fundação Trump também criticou o processo, descrevendo-o como uma medida que derivou do "pior da política". O texto acusa a procuradora-geral Underwood de manter como "refém por ganho político" a quantia de 1,7 milhão de dólares em fundos da fundação.

A organização alegou ainda que, desde sua fundação em 1987, já desembolsou mais de 19 milhões de dólares para "causas de caridade válidas", tendo o próprio Trump contribuído com mais de 8 milhões de dólares. Além disso, a fundação já havia anunciado sua intenção de fechar as portas em 2016, acrescentou o comunicado.

EK/afp/dpa/efe/lusa/rtr

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