Procuradoria investiga ataque em Paris como terrorismo | Notícias internacionais e análises | DW | 04.10.2019
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Europa

Procuradoria investiga ataque em Paris como terrorismo

Agressor, que se converteu ao islamismo há pouco mais de um ano, matou quatro policiais na sede do comando da polícia capital francesa. Autoridades antiterrorismo assumem o caso.

Região do comando da polícia de Paris foi isolada após o ataque

Ataque ocorreu na sede do comando da polícia de Paris

Um dia depois do ataque, a Procuradoria Antiterrorismo da França assumiu nesta sexta-feira (04/10) a investigação do assassinato a facadas de quatro policiais em Paris, que agora está sendo tratado como um possível ato de terrorismo.

Os homicídios foram cometidos por um funcionário do departamento de informática da polícia de Paris, que atacou com uma faca vários colegas de trabalho, matando quatro deles e ferindo outro, antes de ser morto por um agente. O ataque ocorreu na sede do comando da polícia de Paris.

"Levando em conta os elementos coletados nesta fase das investigações, a Procuradoria Antiterrorista assumiu a investigação aberta após os fatos ocorridos ontem na sede da polícia de Paris", disse uma fonte do órgão especializado. Não foram reveladas as evidências que levaram as autoridades investigar o caso como terrorismo.

Antes da mudança, o Ministério Público era a autoridade responsável pela investigação. As autoridades antiterroristas descreveram o caso como "assassinato e tentativa de assassinato com fins terroristas sobre pessoas depositárias da autoridade pública" e "associação criminosa terrorista".

O autor do ataque, identificado pela imprensa francesa como Mickael H., trabalhava desde 2003 na polícia e nunca apresentou problemas de comportamento ou deu "qualquer sinal de alerta", segundo o ministro do Interior da França, Christophe Castaner. Ele teria se convertido ao islamismo há um ano e meio.

A residência de Mickael foi alvo de uma operação de busca e apreensão, e a esposa dele foi levada pelas forças de segurança para prestar depoimento. Ela teria dito que seu marido na noite anterior ao ataque teve visões e fez declarações incoerentes.

De acordo com o secretário regional do sindicato Alliance Police Nationale, Loïc Travers, o agressor lançou o ataque no próprio setor onde trabalhava, na área de informática da diretoria de inteligência da polícia. Depois, continuou a agressão em outras dependências da sede até que ele foi abatido no hall de entrada da sede. 

O ataque ocorre no dia seguinte a um protesto que reuniu milhares de policiais em Paris, uma mobilização sem precedentes em quase 20 anos, em meio à inquietação da instituição com o aumento de suicídios e uma iminente reforma previdenciária.

Segundo organizações sindicais, 26 mil pessoas participaram dessa mobilização. Existem quase 150 mil policiais na França.

CN/efe/ap/lusa

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