Polícia do Rio indicia sete por estupro coletivo | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 18.06.2016
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Brasil

Polícia do Rio indicia sete por estupro coletivo

Apesar de declarar conclusão do inquérito, autoridades continuarão buscando possíveis envolvidos no abuso sexual e na divulgação de imagens de adolescente. "Caso fez sociedade pensar na cultura do estupro", diz delegada.

Protestos contra violência contra a mulher em São Paulo

Protestos contra violência contra a mulher em São Paulo

Sete pessoas foram indiciadas no caso de uma adolescente que sofreu estupro coletivo no mês passado, divulgou a Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (17/06). A delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, pediu à Justiça a prisão preventiva dos indiciados e encaminhou o caso ao Ministério Público.

As investigações continuarão a buscar possíveis participantes do crime, ocorrido no último dia 21 de maio no Morro do Barão, na zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso causou comoção e debate após serem divulgadas nas redes sociais imagens da adolescente de 16 nos sangrando, nua e violentada.

O inquérito foi concluído com o indiciamento de Raí de Souza e Raphael Duarte Belo pelos crimes de estupro de vulnerável e produção e divulgação de material pornográfico com menor de idade; um menor de idade, por ato análogo aos mesmos crimes; Moisés Camilo de Lucena e Sérgio Luiz da Silva, por estupro de vulnerável; e Michel Brasil e Marcelo Miranda, pela divulgação das imagens.

No celular de Raí de Souza, de 22 anos, foram encontradas imagens e conversas em que os investigados combinavam os depoimentos, segundo Bento.

A delegada disse esperar que os indiciados recebam "penas exemplares". "Que sirva de exemplo para a comunidade que a mulher não é uma coisa, e que deve ser respeitada", disse Bento. "Acredito que [o caso] fez a sociedade pensar no conceito de estupro e na cultura do estupro, que pretende colocar a culpa na vítima ou despenalizar o agressor, absolvendo como doente ou psicopata."

LPF/abr/efe

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