Partidos de oposição em Israel formam coalizão para tirar Netanyahu do poder | Notícias internacionais e análises | DW | 02.06.2021

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Oriente Médio

Partidos de oposição em Israel formam coalizão para tirar Netanyahu do poder

Após 12 anos no governo, primeiro-ministro pode ser forçado a deixar o governo envolto em acusações de corrupção. Acordo abrange oito legendas de orientações políticas diversas.

Jair Lapid

Yair Lapid, líder da oposição, tinha até a meia-noite desta quarta para fechar acordo

Uma coalizão improvável de diversos partidos de oposição em Israel chegou a um acordo nesta quarta-feira (02/06) para formar um novo governo, que pode destravar um longo período de impasse político no país e forçar o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a deixar o poder após 12 anos no comando do país.

Yair Lapid, de centro e líder da oposição, e Naftali Bennett, um ultranacionalista de direita, anunciaram o acordo depois de conseguirem montar um governo de coalizão com partidos de diversas orientações políticas.

Lapid reuniu o apoio de oito partidos poucas horas antes do prazo que ele tinha para buscar um acordo expirar, à meia-noite desta quarta. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, havia solicitado no início de maio que Lapid tentasse formar um novo governo.

Netanyahu, de 71 anos, vem tendo dificuldade para formar uma coalizão para se manter no poder após as eleições gerais de 23 de março, e enfrenta a erosão de sua imagem, arranhada por escândalos de corrupção.

Coalizão heterogênea

Além dos partidos Yesh Atid (Há um Futuro), de Lapid, e do Yamina (À Direita), de Bennett, o acordo envolve os partidos Yisrael Beiteinu (Israel Nossa Casa, secular), o Kahol Lavan (Azul e Branco, de centro), o HaAvoda (Trabalhista), o social-democrata Meretz (Vigor), o New Hope (Nova Esperança, de direita) e o Ra'am (Lista dos Árabes Unidos).

A negociação envolve diversos pontos conflituosos, como as leis de construção para moradias para famílias muçulmanas e o reconhecimento de vilas de beduínos no deserto, considerados essenciais para o Ra'am.

Além disso, enquanto os partidos Meretz, HaAvoda e Ra'am são favoráveis à criação de um Estado palestino, o Yamina é contra.

A discussão também inclui posições ligadas ao Judiciário e uma rotatividade no cargo de primeiro-ministro. Nos dois primeiros anos, Bennet seria o primeiro-ministro, para então ser sucedido por Lapid, que no período inicial seria o Ministro das Relações Exteriores.

O que ocorre agora?

Lapid já informou o presidente Rivlin que tem apoio da maioria do parlamento para formar seu gabinete, e o novo governo pode ser submetido a um voto de confiança até a próxima quarta-feira e assumir o poder em seguida, a menos que o líder do Yesh Atid peça mais tempo para negociar pontos ainda conflituosos entre os partidos. Se isso ocorrer, o voto de confiança seria adiado em mais uma semana.

Netanyahu, o primeiro-ministro que ficou no poder pelo maior tempo na história de Israel, provavelmente tentará atrair alguns parlamentares para seu lado. Se a nova coalizão não se desfizer antes de o novo gabinete assumir, o período de Netanyahu no poder terá chegado ao fim.

bl (AP, AFP, Reuters, ots)