Panamá adotará normas fiscais internacionais | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 15.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Panamá adotará normas fiscais internacionais

Após vazamento dos "Panama Papers", país aceita adotar modelo que unifica a troca de informações tributárias e financeiras entre nações. G5 propõe lista negra de paraísos fiscais que se recusarem a compartilhar dados.

O Panamá concordou em seguir as normas internacionais de compartilhamento de informações fiscais, segundo afirmou José Ángel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nesta quinta-feira (14/04).

A mudança ocorre após a divulgação dos "Panama Papers" – escândalo mundial sobre o uso de empresas offshore para esconder dinheiro –, que destacaram o fracasso do país em cooperar com os esforços internacionais para combater a evasão fiscal mundo afora.

"Recebemos a informação de que o Panamá veio a público com uma declaração dizendo que se juntaria aos padrões comuns de entrega de informação", disse Gurría, acrescentando que essa "boa notícia" seria o "lado positivo" de todo esse escândalo.

Assistir ao vídeo 01:27
Ao vivo agora
01:27 min

Entenda por que é difícil acabar com as empresas-fantasma

Até então, segundo o secretário-geral da OCDE, o Panamá vinha resistindo em integrar o chamado Padrão Comum de Relatório (CRS, na sigla em inglês). O modelo foi desenvolvido pela organização a fim de normatizar a troca de informações tributárias e financeiras entre países. Até o ano que vem, espera-se que 90 países já estejam adotando essas normas comuns.

"O caminho do Panamá em direção à transparência financeira é irreversível", afirmou Isabel De Saint Malo, vice-presidente e ministra do Exterior do país. "Com esse fim, nós apoiamos ativamente e de bom grado o diálogo diplomático e uma reforma interna para enfrentar esse desafio global."

A decisão do Panamá ocorreu no mesmo dia em que as cinco maiores economias da Europa clamaram por uma repressão aos paraísos fiscais.

"Os recentes vazamentos extensivos mostram a importância crucial da luta contra a evasão fiscal, o planejamento tributário agressivo e a lavagem de dinheiro", afirmaram Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha em declaração conjunta.

O G5 também propôs a criação de uma lista negra de paraísos fiscais – como o Panamá – que se recusarem a compartilhar dados e informações financeiras de empresas.

EK/afp/dpa/rtr

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados