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Trump diz não querer estender cessar-fogo com o Irã

Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 21 de abril de 2026

Presidente dos EUA afirma que não quer estender a trégua, que expira nesta quarta-feira, porque espera que se chegue a um acordo no Paquistão. Acompanhe o conflito.

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Donald Trump
Trump afirmou ter esperança de chegar a um acordo de paz com o IrãFoto: Alex Brandon/AP Photo/dpa/picture alliance
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O que você precisa saber

  • Irã denuncia ataque dos EUA contra navio perto de Ormuz como violação de cessar-fogo

  • Embarcações comerciais relatam ataques de barcos iranianos em Ormuz

  • Irã critica "exigências maximalistas" dos EUA e diz que não está pronto para negociar

  • Trump diz que enviou delegação ao Paquistão para negociar com Irã

  • A um dia do fim da trégua, Trump diz que não quer estender cessar-fogo com Irã

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio: 

Pular a seção Israel prende dois soldados que danificaram estátua cristã
21 de abril de 2026

Israel prende dois soldados que danificaram estátua cristã

Soldado destrói estátua de Cristo
O Exército de Israel confirmou a autenticidade das imagensFoto: Social Media/REUTERS

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram nesta terça-feira que dois soldados que danificaram uma estátua de Jesus Cristo crucificado no sul do Líbano foram afastados de funções de combate e cumprirão 30 dias de detenção militar.

Segundo os militares israelenses, uma investigação constatou que, durante uma atividade das FDI na área da vila cristã de Debel, no sul do Líbano, um soldado danificou um símbolo religioso cristão enquanto outro fotografava o ato. Imagens do militar golpeando a estátua com um martelo circularam nas redes sociais.

"Seis outros soldados estavam presentes no local e não agiram para impedir o incidente nem o relataram. A investigação determinou que a conduta desviou-se completamente das ordens e dos valores das FDI", afirmou o Exército.

Os militares que apenas observaram o ato foram "convocados para discussões de esclarecimento".

"As FDI expressam profundo pesar pelo incidente e enfatizam que suas operações no Líbano são direcionadas exclusivamente contra a organização terrorista Hezbollah e outros grupos terroristas, e não contra civis libaneses", acrescentou o Exército em comunicado.

As FDI disseram que irão auxiliar a comunidade local na restauração do crucifixo em seu local original. Cerca de um terço da população do Líbano é cristã.

Um cessar-fogo de 10 dias entrou em vigor no Líbano na sexta-feira, com o objetivo de interromper os combates entre Israel e a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, que voltaram a eclodir após o início da guerra com o Irã. O governo libanês e suas forças não estão envolvidos no conflito.

gq (DPA, AP)

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Pular a seção UE avalia comprar combustível de aviação dos EUA
21 de abril de 2026

UE avalia comprar combustível de aviação dos EUA

O comissário europeu para os Transportes, Apostolos Tzitzikostas, afirmou nesta terça-feira (21/04) que a União Europeia avalia importar um tipo de combustível americano de aviação que atualmente não é aprovado pelo bloco, o do tipo Jet A, para reduzir a dependência de importações do Oriente Médio.

As declarações foram feitas após uma videoconferência de ministros dos Transportes da UE, um dia antes de a Comissão Europeia apresentar um pacote mais amplo de medidas nas áreas de energia e transporte.

O pacote trará orientações sobre como lidar com slots aeroportuários, práticas de anti-tanqueamento, direitos dos passageiros e obrigações de serviço público ,caso haja escassez de combustível de aviação em decorrência da guerra com o Irã.

Tzitzikostas disse que no momento não há falta de combustível, mas que um bloqueio contínuo do Estreito de Hormuz teria consequências "catastróficas". Segundo ele, o bloco avalia ainda tornar compulsório o compartilhamento de reservas de combustíveis entre os países. 

A Agência Internacional de Energia e diversas companhias aéreas alertaram que o combustível de aviação provavelmente ficará escasso na Europa dentro de algumas semanas.

O chefe climático da ONU, Simon Stiell, avalia que a guerra no Irã pressionará os preços dos combustíveis fósseis por anos. "Uma estagflação movida a combustíveis fósseis agora assombra as economias, elevando preços, derrubando o crescimento, empurrando orçamentos ainda mais para o atoleiro da dívida e reduzindo as opções e a autonomia das políticas governamentais", disse ele em Berlim.

gq (AP, DW)

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Pular a seção EUA dizem ter interceptado petroleiro ligado ao Irã no Indo-Pacífico
21 de abril de 2026

EUA dizem ter interceptado petroleiro ligado ao Irã no Indo-Pacífico

Forças dos Estados Unidos interceptaram e abordaram um petroleiro sancionado e ligado ao Irã na região do Indo-Pacífico, anunciou o Departamento de Defesa americano nesta terça-feira, em mais uma ação para pressionar Teerã. 

"Durante a noite, forças americanas realizaram, sem incidentes, um exercício de direito de visita, interdição marítima e abordagem do M/T Tifani, um petroleiro sancionado e sem bandeira, dentro da zona de responsabilidade do Indopacom (Comando Indo-Pacífico)", anunciou o Pentágono em um comunicado. 

Junto com o comunicado, o comando militar divulgou vídeos e fotografias da operação de interceptação, mostrando tropas americanas abordando a embarcação. 

“Como já deixamos claro, continuaremos a realizar esforços globais de aplicação da lei marítima para desmantelar redes ilícitas e interceptar embarcações sancionadas que fornecem apoio material ao Irã, onde quer que operem”, acrescentou o Departamento de Defesa. 

O Pentágono reiterou que “as águas internacionais não constituem um refúgio para embarcações sancionadas” e advertiu que continuará “negando a agentes ilícitos e suas embarcações a liberdade de manobra no domínio marítimo”. 

Os EUA aumentaram a pressão e buscam cortar o financiamento ao Irã, cuja economia é fortemente dependente do petróleo, durante o cessar-fogo na guerra iniciada junto com Israel em 28 de fevereiro. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um bloqueio total do litoral do Irã após uma primeira rodada de negociações terminar sem resultados em Islamabad, capital do Paquistão, e depois que o Irã bloqueou a passagem pelo Estreito de Ormuz, via navegável estratégica por onde passa 20% do petróleo bruto mundial. 

Trump anunciou no domingo que a Marinha americana apreendeu um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou cruzar o bloqueio naval. Como resultado, o navio foi parado após ser alvejado, com a bala perfurando "um buraco na casa de máquinas". 

No total, os EUA interceptaram ao menos 27 navios desde o início do bloqueio naval da costa do Irã, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Comando Central (Centcom) americano. 

Mais de 10 mil militares americanos, 12 navios e 100 aeronaves estão patrulhando as águas próximas ao Irã para garantir que nenhuma embarcação entre ou saia dos portos iranianos, de acordo com o Centcom. 

md (EFE, ots)

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Pular a seção Trump diz não querer estender cessar-fogo com o Irã e aposta em acordo
Publicado 21 de abril de 2026Última atualização 21 de abril de 2026

Trump diz não querer estender cessar-fogo com o Irã e aposta em acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que não quer estender o cessar-fogo com o Irã, que expira nesta quarta-feira, porque espera que se chegue a um acordo nas negociações no Paquistão. 

"Não quero fazer isso. Não temos tanto tempo", respondeu ao ser questionado em uma entrevista por telefone à emissora CNBC sobre a possibilidade de prorrogar a trégua. 

"O Irã pode se colocar em uma posição muito sólida se chegarem a um acordo. Podem transformar seu país em uma nação forte de novo, uma nação maravilhosa de novo", acrescentou. 

O republicano ressaltou que o Irã tem "um povo incrível", mas lamentou que seus líderes estejam "sedentos de sangue", motivo pelo qual pediu que usem "a razão e o bom senso". 

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, tem viagem prevista nesta terça a Islamabad para uma segunda rodada de negociações com as autoridades iranianas, embora Teerã ainda não tenha confirmado oficialmente participação. 

Vance, que liderou as negociações de 11 de abril que terminaram sem acordo, voltará a estar acompanhado do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro de Trump. 

md (EFE, ots)

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Pular a seção Guerra no Irã leva mundo à pior crise energética da história, diz entidade
21 de abril de 2026

Guerra no Irã leva mundo à pior crise energética da história, diz entidade

O mundo enfrenta sua pior crise energética da história como resultado da guerra conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, afirmou nesta terça‑feira (21/04) o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Faith Birol.
"Esta é realmente a maior crise da história", disse Fatih Birol em entrevista à rádio France Inter.

"A crise já é enorme, se você combinar os efeitos da crise do petróleo e da crise do gás com a Rússia", acrescentou, dizendo que a situação foi agravada pela escassez de outras commodities, como os fertilizantes.

Segundo Birol, a falta desses insumos levará a uma inflação mais alta e prejudicará o crescimento econômico de países em desenvolvimento.

Além dos danos a instalações energéticas, a guerra no Irã levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, a rota marítima pela qual passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo,

O conflito se soma aos efeitos da invasão russa da Ucrânia, que já havia reduzido drasticamente o fornecimento de gás para a Europa.

Os efeitos também se distribuem em toda a cadeia produtiva, que sofrem com o aumento dospreços de frete e a falta de outros insumos

No início deste mês, Birol disse que considera a situação atual nos mercados globais de energia pior do que as crises petrolíferas de 1973, 1979 e 2022 somadas.

gq (OTS, DW)

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Pular a seção Impasse entre EUA e Irã cresce às vésperas do fim da trégua
20 de abril de 2026

Impasse entre EUA e Irã cresce às vésperas do fim da trégua

Navios cargueiros no Golfo
Bloqueio de portos iranianos e ataque a navio comercial colocam negociações em riscoFoto: AFP

O Irã ainda não decidiu se participará de conversas com os Estados Unidos no Paquistão para chegar a um acordo de paz às vésperas do fim do cessar-fogo. 

Segundo um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters nesta segunda‑feira (20/04), o país "avalia positivamente" reabrir as negociações com Washington, mas nenhuma decisão final foi tomada. Oficialmente, Teerã mantém a postura de que não tem planos para retomar o diálogo enquanto os EUA mantêm o bloqueio aos portos iranianos.

O cessar-fogo também ficou ameaçado depois que Washington apreendeu um navio cargueiro iraniano, levando Teerã a prometer uma retaliação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse nesta segunda-feira que Washington "insiste em posições irracionais e irrealistas" e demonstrou "não estar sério" sobre o processo diplomático.

Os EUA esperavam iniciar as negociações no Paquistão antes da próxima quarta-feira, quando o prazo da trégua se encerra. Amplas medidas de segurança para receber os negociadores foram implementadas em Islamabad.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu vice-presidente, JD Vance, estaria a caminho do Paquistão, ainda que o Irã não tenha confirmado presença. À Reuters, um oficial do Paquistão disse estar confiante que as conversas ocorrerão. 

"Recebemos um sinal positivo do Irã. A situação é fluida, mas estamos tentando garantir que eles estejam aqui quando iniciarmos as conversas amanhã ou no dia seguinte", afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de prorrogação do cessar-fogo, Trump disse não ter tomado uma decisão, mas confirmou que o bloqueio aos portos vai permanecer, apesar do apelo iraniano.

Trump também disse neste domingo que os EUA destruiriam todas as pontes e usinas de energia do Irã caso o país rejeitasse seus termos, repetindo suas ameaças mais recentes. No dia seguinte, foi em direção oposta e declarou que um novo acordo com o Irã "garantiria paz, segurança e estabilidade não apenas para Israel e o Oriente Médio, mas também para a Europa, os Estados Unidos e o resto do mundo".

Os preços do petróleo subiram cerca de 5% nesta segunda-feira, diante do temor de um colapso do cessar-fogo. O tráfego no Estreito de Ormuz segue praticamente parado.

Disparo contra cargueiro põe trégua em risco

O Exército dos EUA afirmou ter disparado contra um cargueiro com bandeira iraniana que seguia para o porto de Bandar Abbas no domingo, após um impasse de seis horas, desativando seus motores. O Comando Central divulgou imagens de fuzileiros descendo de helicópteros por cordas até a embarcação.

Segundo fontes de segurança marítima, o navio provavelmente transportava itens de uso duplo, ou seja, materiais que Washington considera passíveis de emprego militar.

O Exército iraniano afirmou que o navio vinha da China e acusou os EUA de "pirataria armada", segundo a mídia estatal. Disse ainda estar pronto para confrontar as forças americanas diante da “agressão flagrante”, mas que a presença de familiares de tripulantes a bordo limitava sua resposta.

gq (Reuters, ots)

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Pular a seção Em declaração conjunta, Lula e Merz criticam bloqueio de Ormuz
20 de abril de 2026

Em declaração conjunta, Lula e Merz criticam bloqueio de Ormuz

O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiram uma crítica conjunta sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (20/04).

Em uma declaração comum, os dois países disseram compartilhar "profunda preocupação com os conflitos em curso no Oriente Médio, incluindo o impacto sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz". As nações também "encorajam fortemente avanços rumo a uma solução negociada substancial para o Irã".

Lula está na Alemanha para participar da Feira Industrial de Hannover, da qual o Brasil é o país parceiro. A nota foi obtida pela agência de notícias Reuters.

Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã no fim de fevereiro, bloqueios contínuos têm dificultado a navegação no Golfo, afetando não apenas o comércio global de combustíveis, mas também outras cadeias internacionais de suprimento, como o agronegócio brasileiro.

gq (Reuters)

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Pular a seção Iraque reabre passagem inativa há 12 anos para escoar petróleo pela Síria
20 de abril de 2026

Iraque reabre passagem inativa há 12 anos para escoar petróleo pela Síria

Iraque reabriu nesta segunda-feira (20/04) a passagem de Rabia, na fronteira com a Síria, inativa há mais de uma década.

A travessia passará a ser utilizada para acelerar as exportações terrestres de óleo combustível através do território sírio, em meio às interrupções no transporte marítimo no Golfo. A rota para o tráfego comercial estava interrompida desde 2014, quando o conflito decorrente da guerra civil síria se intensificou. 

O Iraque enfrenta dificuldades para escoar seus estoques de óleo combustível após o fechamento do Estreito de Ormuz. O país anteriormente exportava a maior parte do produto por meio do porto de Khor al-Zubair, no Golfo.

A estatal de petróleo iraquiana, Somo, agora recorre às rotas terrestres apesar dos custos mais elevados. Até então, porém, apenas a passagem de al-Waleed, na fronteira oeste do país, estava em operação, o que vinha gerando congestionamentos.

gq (AFP, Reuters)

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Pular a seção UE ampliará sanções ao Irã por bloqueio do Estreito de Ormuz
20 de abril de 2026

UE ampliará sanções ao Irã por bloqueio do Estreito de Ormuz

A União Europeia chegou a um acordo para ampliar os critérios de suas sanções contra o Irã para incluir também responsáveis por bloquear o Estreito de Ormuz, em grande parte fechado há quase dois meses.

Teerã fechou o estreito após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, interrompendo cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

Mais de uma dúzia de petroleiros atravessaram a passagem marítima após uma breve reabertura na sexta-feira. Mas o contínuo bloqueio americano aos portos do Irã e o ataque a um navio comercial iraniano nas águas do Mar de Omã retomaram a tensão entre os dois países e a restrição de navegação na região.

"Houve um acordo político entre os embaixadores de que, de fato, mudaríamos os critérios do regime de sanções contra o Irã para que também possamos incluir pessoas e entidades responsáveis por obstruir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", disse um diplomata do bloco europeu à agência de notícias Reuters.

Uma segunda fonte informou que o Serviço Europeu de Ação Externa (Seae) precisará de algumas semanas para preparar as novas inclusões na lista de sanções. O órgão é responsável por incluir pessoas e empresas nas sanções, enquanto a Comissão Europeia cuida das restrições setoriais.

Em janeiro, a UE designou a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) como organização terrorista e, em março, incluiu autoridades iranianas na lista por violações de direitos humanos.

gq (Reuters)

https://p.dw.com/p/5CXVg
Pular a seção Irã denuncia ataque dos EUA contra navio perto de Ormuz como violação de cessar-fogo
20 de abril de 2026

Irã denuncia ataque dos EUA contra navio perto de Ormuz como violação de cessar-fogo

O Exército do Irã acusou os Estados Unidos de atacarem um navio iraniano próximo ao Estreito de Ormuz e afirmou que o ataque representa uma violação do cessar-fogo entre Teerã e Washington.

O porta-voz do Quartel-General Central de Jatam al Anbiya emitiu um comunicado na madrugada desta segunda-feira (20/04) para relatar que os EUA "atacaram um navio comercial do Irã nas águas do mar de Omã", "violando o cessar-fogo e cometendo um ato de pirataria marinha".

Na mensagem, divulgada pela agência de notícias iraniana Tasnim, o porta-voz explica que o Exército americano disparou contra o navio para inutilizar seu sistema de navegação e que soldados americanos subiram na embarcação.  "Após o ataque dos EUA, as forças iranianas também atacaram navios militares americanos com drones", acrescentou o comunicado, sem fornecer maiores detalhes.

O Exército de Teerã informou ainda que a embarcação é um porta-contêineres que viajava da China em direção ao Irã.

Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha americana atacou e apreendeu um navio de carga de bandeira iraniana que tentou atravessar o bloqueio naval do Estreito de Ormuz.

Posteriormente, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações do Exército no Oriente Médio, detalhou em comunicado que foram realizados "repetidos alertas" durante seis horas, após os quais um destróier americano ordenou a evacuação da casa de máquinas do cargueiro e efetuou vários disparos para inabilitar sua propulsão.

O Estreito de Ormuz, artéria fundamental por onde transita 20% do petróleo mundial, segue bloqueado no momento em que se completam 50 dias do início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã.

O Irã retomou no sábado o "controle estrito" de Ormuz, apenas um dia depois de ter anunciado sua reabertura. Em paralelo ao bloqueio iraniano, os Estados Unidos implementam um cerco naval direcionado especificamente contra Teerã para impedir a exportação e importação de suprimentos.

cn (EFE, AFP)

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Pular a seção Vance lidera delegação dos EUA que vai ao Paquistão negociar com Irã
19 de abril de 2026

Vance lidera delegação dos EUA que vai ao Paquistão negociar com Irã

 JD Vance
O vice-presidente dos EUA, JD VanceFoto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo/picture alliance

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, participará da segunda rodada de negociações de paz com o Irã em Islamabad, onde já liderou uma primeira reunião com negociadores iranianos que terminou sem resultados, confirmou a Casa Branca neste domingo.

Um funcionário do governo republicano também afirmou que Vance viajará ao Paquistão acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.

md (EFE, ots)

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Pular a seção Presidente do Irã defende programa nuclear e acusa Trump de querer privar direitos de seu país
19 de abril de 2026

Presidente do Irã defende programa nuclear e acusa Trump de querer privar direitos de seu país

Massud Pezeshkian
"Quem é ele para privar um povo de seus direitos?", afirmou Pezeshkian, em referência a TrumpFoto: Anadolu Agency/IMAGO

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defendeu neste domingo o direito de seu país de desenvolver seu programa nuclear e afirmou que os Estados Unidos não podem privar o Irã de seus direitos, em alusão ao enriquecimento de urânio, um dos pontos de atrito nas negociações de paz.

"O fato de o presidente dos Estados Unidos  [Donald Trump] dizer que o Irã não deve exercer seus direitos nucleares, mas não explicar por quê, levanta uma questão fundamental: quem é ele para privar um povo de seus direitos?", afirmou Pezeshkian durante uma visita ao Ministério do Esporte e da Juventude iraniano.

O mandatário reivindicou um tratamento baseado na "equidade e na justiça" para todas as nações e insistiu que o acesso aos direitos fundamentais, incluindo os tecnológicos e nucleares, não deve depender de pressões políticas.

Pezeshkian ressaltou que o Irã não aceitará medidas que violem sua soberania e que age dentro do que considera um marco legítimo no âmbito internacional. Além disso, negou que seu país busque uma escalada bélica e defendeu que sua política se baseia no pacifismo.

"Não se deve transmitir a ideia de que o Irã busca a guerra. Somos defensores da paz e o que fazemos é uma defesa legítima", afirmou.

Nos últimos dias, Trump insistiu que o Irã não pode continuar com seu programa nuclear e chegou a indicar que os EUA entrariam no Irã para extrair o urânio altamente enriquecido em conjunto com a república islâmica, o que Teerã rejeitou.

Mesmo assim, o presidente americano reiterou que o acordo com o Irã está próximo, advertindo ao mesmo tempo que, se não for alcançado antes de quarta-feira, quando expira a trégua de duas semanas, poderá haver novos bombardeios contra a república islâmica.

md (EFE, AFP)

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Pular a seção Trump anuncia envio de delegação ao Paquistão na segunda-feira para negociar com Irã
19 de abril de 2026

Trump anuncia envio de delegação ao Paquistão na segunda-feira para negociar com Irã

Donald Trump
Trump afirmou estar oferecendo ao Irã um "acordo razoável"Foto: CNP/ADM/Capital Pictures/picture alliance

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste domingo que uma delegação americana estará no Paquistão na segunda-feira para retomar as negociações com o Irã, ameaçando destruir a infraestrutura do país caso as conversas fracassem.

Inicialmente não houve confirmação se Teerã também enviará negociadores ou confirmação oficial do Paquistão sobre uma nova rodada de conversações.

Em uma mensagem na sua rede Truth Social, Trump também acusou Teerã de violar o cessar-fogo de duas semanas, iniciado em 8 de abril, ao lançar ataques no sábado no Estreito de Ormuz.

O presidente americano afirmou que estava oferecendo ao Irã um "acordo razoável" e que, caso Teerã o rejeitar, "os Estados Unidos destruirão todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã".

"Eles cederão rápido, cederão facilmente, e se não aceitarem o ACORDO, terei a honra de fazer o que precisa ser feito, o que outros presidentes deveriam ter feito com o Irã nos últimos 47 anos", disse ele.

O Estreito de Ormuz, por onde passava quase um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, permaneceu fechado no domingo.

Teerã declarou no sábado que estava fechando o estreito ao tráfego marítimo novamente, após ter anunciado sua reabertura na sexta-feira, o que gerou euforia nos mercados globais.

Em meio à trégua após a falta de acordo nas negociações de alto nível no Paquistão, em 11 e 12 de abril, o Irã afirmou que não reabriria a crucial rota comercial marítima até que os Estados Unidos encerrassem o bloqueio aos portos iranianos.

Trump tuitou no domingo: "O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz - uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!"

Pelo menos três embarcações comerciais que tentavam cruzar o estreito foram alvejadas no sábado.

md (AFP, ots)

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Pular a seção Petroleiros têm que dar meia-volta em Ormuz
19 de abril de 2026

Petroleiros têm que dar meia-volta em Ormuz

O Irã obrigou dois petroleiros a retornarem no domingo, enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, após emitir advertências, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo contínuo dos EUA aos portos iranianos.

"Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a retornar esta manhã, após advertências das Forças Armadas Iranianas", informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana.

A agência informou que as embarcações navegavam sob as bandeiras de Botsuana e Angola e pretendiam atravessar essa via estratégica, mas, após a "intervenção oportuna" das Forças Armadas Iranianas, "foram obrigadas a mudar de rumo e se retirar".

Isso ocorre depois que o Irã declarou, no sábado, que está reimpondo "controle rigoroso" sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

A medida foi uma resposta ao bloqueio americano aos portos iranianos, apenas um dia depois de Teerã anunciar a reabertura do estreito, após um fechamento de 49 dias desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Horas depois, duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, segundo o capitão da embarcação, conforme relatado pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

O capitão do petroleiro relatou que o incidente ocorreu a cerca de 20 milhas náuticas (aproximadamente 37 quilômetros) a nordeste de Omã, onde as lanchas iranianas se aproximaram sem que nenhuma comunicação por rádio fosse detectada e, em seguida, abriram fogo. Ele afirmou que o navio e sua tripulação estavam em segurança.

md (EFE, AFP)

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Pular a seção "Acordo de paz ainda está longe", diz Irã
19 de abril de 2026

"Acordo de paz ainda está longe", diz Irã

Estreito de Ormuz permanece fechado neste domingo (19/04) em meio ao impasse entre o Irã e os Estados Unidos, com o poderoso presidente do Parlamento iraniano sinalizando que um acordo final de paz ainda está "longe”, apesar de avanços nas negociações.

Enquanto os esforços de mediação continuavam após negociações de alto nível no Paquistão que não resultaram em acordo, o Irã afirmou que não reabrirá a crucial rota marítima de comércio até que os Estados Unidos encerrem o bloqueio aos portos iranianos.Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, disse em um discurso televisionado na noite de sábado que houve "progresso” com Washington, "mas ainda existem muitas lacunas e alguns pontos fundamentais permanecem".

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