Odebrecht faz acordo milionário com o Panamá | Notícias internacionais e análises | DW | 01.08.2017
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Mundo

Odebrecht faz acordo milionário com o Panamá

Investigada por esquema de corrupção e suborno, empreiteira se compromete a pagar multa de 220 milhões de dólares ao país e colaborar com inquérito.

Sede da Odebrecht em São Paulo

Sede da Odebrecht em São Paulo

O Ministério Público do Panamá anunciou nesta terça-feira (01/08) ter assinado um acordo com a empreiteira brasileira Odebrecht para o pagamento de uma multa no valor de 220 milhões de dólares. A empresa é alvo de investigação no país sobre um esquema de corrupção e subornos.

Segundo a procuradora-geral do Panamá, Kenia Porcell,  o "acordo de colaboração eficaz", como é denominado no Panamá, foi assinado em 26 de julho e inclui ainda a obrigação da construtora de fornecer todas as informações que seus dirigentes, funcionários e terceirizados possuem sobre o país.

Do valor total da multa, 100 milhões de dólares são devido ao uso do sistema bancário panamenho para a lavagem de dinheiro.

O acordo com a Odebrecht permitirá aos investigadores saber quem são os panamenhos que faziam parte do esquema de corrupção. No âmbito de uma investigação internacional por corrupção em vários países, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou em dezembro que a empreiteira brasileira teria pagado 59 milhões de dólares em subornos a funcionários panamenhos.

Os supostos pagamentos foram realizados entre 2010 e 2014, portanto durante o governo Ricardo Martinelli, presidente do país de 2009 a 2014 e que vive um exílio voluntário em Miami, EUA. O Panamá pediu sua extradição para inquérito por alegações de corrupção.

O Ministério Público anunciou ainda que estão sendo investigadas todas as obras da empreiteira brasileira no país desde 2004.

No Panamá, a Odebrecht está envolvida em grandes projetos de infraestrutura, como a ampliação do aeroporto de Tocumen, a construção da linha 2 do metrô na capital e a restauração da cidade de Colón.

Em dezembro, o governo panamenho proibiu também a Odebrecht de participar de novas licitações de obras públicas no país até que a construtora brasileira devolva o dinheiro desviado.

CN/efe/ots

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