Obama intensifica corrida por segundo mandato | Notícias internacionais e análises | DW | 02.09.2012
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Mundo

Obama intensifica corrida por segundo mandato

Nesta semana, presidente americano oficializa na convenção democrata sua nova candidatura à Casa Branca. Quatro anos após euforia do "yes, we can!", muitos eleitores se decepcionaram, e reeleição é uma dúvida.

Em 2008, a empolgação não tinha limites. Com o slogan "yes, we can!" (sim, nós podemos!), o então carismático candidato Barack Obama animou seus seguidores. Suas promessas eram "esperança e mudança". Na época, ele chegou a dizer: "sei que não tive muito tempo para me aprofundar nas estruturas de poder de Washington, mas estou lá tempo suficiente para saber que Washington precisa de mudanças".

Quatro anos mais tarde, o otimismo deu lugar ao desencanto. Obama agora precisa admitir que "ainda temos muito a fazer". Incansável, ele viaja de um estado a outro, trabalhando para obter um novo mandato. Iowa, onde ele surpreendeu, vencendo as prévias democratas e onde obteve mais votos que o republicano John McCain nas eleições presidenciais, é um estado em que Obama e seu novo adversário nas urnas, Mitt Romney, estão praticamente empatados.

Lição de humildade

Por isso, durante um evento de campanha em uma escola na pequena cidade de Marschalltown, naquele estado, Obama deu uma lição de humildade. "Em 2008, já disse que não sou perfeito – vocês podem perguntar para a Michelle [Obama] – e que eu não seria um presidente perfeito, não tem como".

Obama, de 51 anos, continuou seu discurso dizendo que continuaria lutando a cada dia pelos interesses dos eleitores, pois eles precisam "de mais escolas, mais professores contratados, mais soldados voltando para casa e mais estradas sendo construídas".

A lista de metas que o presidente ainda quer alcançar prossegue. A maior de suas promessas, porém, é levar o país a sair da crise econômica. Um índice de desemprego acima dos 8% é alarmante para os padrões norte-americanos. E a economia dos EUA ainda se recupera muito devagar, apesar dos bilhões de dólares distribuídos por Obama no começo de 2009 na forma de ajuda financeira pública.

Outras iniciativas, como a reforma das leis de imigração, permanecem no meio caminho ou foram apenas parcialmente implantadas, como a reforma de Wall Street.

Luta no Congresso

A reforma do sistema de saúde, sobre a qual o governo Obama se concentrou, começou a valer a partir de março de 2010. Mas a aprovação pelo Congresso norte-americano foi complicada, especialmente depois que os democratas surpreendentemente perderam, em janeiro de 2010, o assento do senador Ted Kennedy, falecido, para o republicano Scott Brown, e depois de o Partido Democrata perder, em novembro do mesmo ano, a maioria na Câmara de Representantes. Daí em diante, o presidente e o Congresso passaram por uma série de enfrentamentos que paralisaram o processo legislativo e que deixou o país à beira da insolvência financeira em 2011.

ARCHIV - US-Soldaten patroullieren mit ihren Militärfahrzeugen durch eine Straße von Herat in Afghanistan (Archivfoto vom 22.03.2005). US-Präsident Obama will angesichts leerer Staatskassen ein schlankeres Militär und richtet den Blick verstärkt nach Asien. «Wir schlagen nach einem Jahrzehnt der Kriege ein neues Kapitel auf», sagte Obama. Die Sicherheit der USA soll künftig durch weniger Bodentruppen gewährleistet werden. Der langfristige, von massiver Militärpräsenz begleitete Aufbau von Nationen wie dem Irak oder Afghanistan komme indes zu einem Ende. Foto: FARAHNAZ KARIMY (zu dpa 1355 vom 05.01.2012) +++(c) dpa - Bildfunk+++

Tropas americanas no Iraque: retorno de soldados e morte de Bin Laden são trunfos de Obama

A popularidade de Obama caiu. Segundo o instituto Gallup, cerca de 68% dos eleitores norte-americanos estavam satisfeitos com o presidente dos EUA quando ele assumiu o governo. Agora, este índice é de apenas 45%. Obama perde quando comparada a sua popularidade com a de seus dois antecessores no fim do primeiro mandato. Na época, o também democrata Bill Clinton tinha 52% de aprovação, e o republicano George W. Bush, 49%.

Isso, apesar de Obama ter mostrado serviço durante seu governo, tendo obtido outros sucessos além da reforma do sistema de saúde e da operação de salvamento da indústria automobilística norte-americana. Ele retirou todas as tropas dos EUA do Iraque, conforme havia prometido.

Avante!

Sem dúvida alguma, seu principal trunfo para essas eleições é a morte do terrorista Osama Bin Laden, inimigo número 1 dos Estados Unidos, fato que o presidente fez questão de ressaltar em pronunciamento nacional. "Pela primeira vez em duas décadas Osama Bin Laden não é mais uma ameaça para este país", lembrou, ao discursar diante do Congresso norte-americano.

A popularidade pessoal do presidente, no entanto, permanece alta. Segundo sondagem do Gallup, em junho deste ano, 81% dos entrevistados disseram achar Barack Obama simpático. Neste quesito, seu rival nas urnas, o republicano Mitt Romney, chega a apenas 64%. E é neste ponto que o ex-senador de Illinois quer tirar vantagem.

O Partido Democrata vai lançá-lo oficialmente na disputa pela reeleição na convenção, a ser realizada a partir desta terça-feira em Charlotte, no estado da Carolina do Norte. O evento, porém, não deve ter o mesmo brilho que a convenção de quatro anos atrás, em Denver, quando Obama foi lançado candidato à presidência pela primeira vez. E o slogan será menos carismático. Em vez de "esperança" e "mudança", a campanha agora vai apelar para um outro mote: "forward!" (avante!).

Autora: Christina Bergmann, de Washington (msb)
Revisão: Marcio Damasceno

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