Obama defende perdão a Chelsea Manning | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 18.01.2017
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Estados Unidos

Obama defende perdão a Chelsea Manning

Em sua última coletiva como presidente, Obama diz ter plena consciência de que justiça foi feita no caso da ex-militar que vazou documentos confidenciais e mostra preocupação com conflito entre Israel e palestinos.

Obama dá adeus em sua última coletiva como presidente dos EUA

Obama dá adeus em sua última coletiva como presidente dos EUA

Em sua última entrevista coletiva como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama defendeu nesta quarta-feira (18/01) a decisão de comutar a pena da ex-soldado Chelsea Manning, que em 2010 vazou um número recorde de documentos confidenciais ao portal Wikileaks e foi condenada a 35 anos de prisão.

Obama disse que a decisão de comutar a pena de Manning tem embasamento, pois a ex-militar foi julgada, assumiu a responsabilidade do seu crime, e a sentença que recebeu era desproporcional a outras condenações por vazamento de dados. A fonte do Wikileaks está presa há sete anos.

"Chelsea Manning cumpriu uma dura sentença.Tenho plena consciência de que a justiça foi feita", destacou. Obama comutou nesta terça-feira a pena de 209 presos, entre eles a ex-militar, e concedeu o perdão a outros 64. Manning será solta em 17 de maio.

Ao ser questionado se a decisão tem alguma relação com o anúncio feito por Julian Assange na semana passada, por mensagem no Twitter, de que aceitaria sua extradição aos EUA se Obama garantisse clemência a Manning, o presidente disse que não presta muita atenção nas postagens do fundador do Wikileaks. O presidente destacou que esta proposta não foi considerada no caso de Manning.

Oficialmente, os EUA nunca apresentaram pedido de extradição de Assange, que está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012. Os americanos também nunca fizeram qualquer acusação formal.

O único pedido de extradição enfrentado por Assange vem da Suécia, onde ele foi acusado de abuso sexual – foi esse pedido que levou o Assange a se refugiar na embaixada. O fundador do Wikileaks nega as acusações e já declarou temer que uma extradição para a Suécia acabe facilitando um pedido similar que venha a ser apresentado pelos americanos.

Israel e Palestina

Em sua última coletiva, Obama declarou ainda estar profundamente preocupado com o conflito entre Israel e Palestina. "Estou preocupado porque considero que o status quo é insustentável, que ele é perigoso para Israel, mau para os palestinos, mau para a região e mau para a segurança dos EUA."

O presidente defendeu ainda a decisão americana de não bloquear uma resolução da ONU que condenou a construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos, ressaltando que uma solução de dois Estados é a única opção para a paz na região.

Sobre a pretensão de seu sucessor, Donald Trump, de mudar a embaixada americana para Jerusalém, Obama alertou o republicano contra "movimentos unilaterais súbitos" que podem ser explosivos e ter consequências políticas.

CN/rtr/efe

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