Nova estratégia americana para o Afeganistão conta com apoio europeu | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.12.2009
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Mundo

Nova estratégia americana para o Afeganistão conta com apoio europeu

Merkel elogia discurso de Obama anunciando reforço de mais 30 mil soldados no Afeganistão e retirada de tropas a médio prazo. Berlim, entretanto, só decide no próximo ano se enviará mais soldados à região.

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Obama quer mais empenho europeu no Afeganistão

Apesar do anúncio de que o presidente americano, Barack Obama, aumentará as tropas no Afeganistão, Berlim só tomará uma decisão sobre uma eventual mudança no engajamento militar alemão no país no próximo ano.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou que a discussão sobre um possível aumento de tropas alemãs não seria apropriada neste momento. Entretanto, ele assegurou que a Alemanha está disposta a assumir mais responsabilidade em âmbitos como infraestrutura civil e instrução da polícia afegã.

Fundamental um prazo de retirada

A chanceler Angela Merkel saudou o discurso de Obama, especialmente sua previsão para a retirada de tropas. O porta-voz da premiê alemã, Ulrich Wilhelm, afirmou que é “correto e importante” o prazo fixado por Washington para uma retirada do Afeganistão a partir de 2011.

A chanceler alemã já havia afirmado, na terça-feira, que a Alemanha só decidirá sobre seu futuro contingente de soldados na região após a próxima conferência internacional sobre o Afeganistão, a ser realizada em janeiro em Londres. Segundo relatos da imprensa, Washington deseja que os alemães contribuam com mais 2 mil soldados e intensifiquem sua participação em missões no sul e no leste do Afeganistão.

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Decisão sobre possível aumento de tropas alemãs só deve sair em janeiro

Obama anunciou que, na primeira metade de 2010, aumentará em 30 mil o contingente de soldados no Afeganistão, para quase 100 mil homens. Ele assegurou em seu discurso, proferido nesta quarta-feira (2/12) na Academia Militar de West Point, que as tropas começarão a retornar aos EUA “em 18 meses”, sem, entretanto, citar uma data concreta para a retirada definitiva.

Ganhador do Nobel da Paz de 2009, ele deixou claro que continuará com a missão militar no Afeganistão. Disse que seu objetivo é que a guerra tenha um “final de sucesso”, ressaltando que a segurança dos EUA depende disso.

Obama lembrou que a situação no Afeganistão piorou nos últimos anos, que os talibãs cobram mais empenho militar e que a rede Al Qaeda se refugia agora na fronteira com o Paquistão, região que, segundo ele, merece atenção especial.

Europa dividida

O líder americano pediu que o governo em Cabul se empenhe mais pela estabilização política e pela punição da corrupção no país. “Está claro que os afegãos devem assumir a responsabilidade por sua segurança, e os Estados Unidos não tem interesse em lutar uma guerra sem fim no Afeganistão”, disse o Obama.

Washington quer que os aliados europeus contribuam com mais 7 mil soldados. Enquanto França e Alemanha reagiram reticentes ao apelo por um maior contingente europeu no Afeganistão, o Reino Unido e a Polônia saudaram, assim como o Canadá, os planos para um aumento de tropas rápido e se disseram dispostos a contribuir com mais homens.

A Polônia quer elevar seu contingente, enviando mais 600 soldados. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, anunciou em Bruxelas que os parceiros europeus dos EUA enviariam ao todo pelo menos mais 5 mil soldados ao Afeganistão.

MD/afp/rtrl
Revisão: Simone Lopes

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