Netanyahu fecha acordo para formar governo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.05.2015
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Mundo

Netanyahu fecha acordo para formar governo

Poucas horas antes de expirar prazo, primeiro-ministro de Israel convence partido ultranacionalista a integrar coalizão e consegue maioria no Parlamento pela menor margem possível.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou nesta quarta-feira (06/05) a um acordo com o partido nacionalista Lar Judaico para a formação da coalizão de governo de Israel.

O acordo com Naftali Bennett, líder do Lar Judaico, veio apenas duas horas antes do prazo fixado pelo presidente Reuven Rivlin. Ele dará ao Likud, de Netanyahu, a margem mínima para governar.

Juntos, o Likud, os ultraortodoxos do Shas e do Judaísmo Unido da Torá, e o Lar Judaico, de extrema-direita, alcançam uma maioria de 61 dos 120 assentos no Knesset, o Parlamento israelense.

As negociações de coalizão com o Lar Judaico se complicaram depois de Bennett ter exigido cargos ministeriais para seus membros, incluindo o Ministério da Justiça, que Netanyahu queria manter sob o domínio de seu partido.

O Ministério da Justiça provou ser um assunto sensível, em parte porque o candidato de Bennett, Ayelet Shaked, foi responsável por propor um projeto de lei no ano passado que reduziria os poderes da Suprema Corte.

O projeto de lei foi proposto após a Suprema Corte ter derrubado uma lei que permitia o Estado prender requerentes de asilo africanos sem julgamento.

O Lar Judaico, um partido pró-assentamentos judaicos, era a única alternativa para Netanyahu, depois que o líder da legenda anti-árabe Yisrael Beiteinu ("Israel é nosso lar") e atual ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman ter recusado participar da coalizão do Likud.

O primeiro-ministro de Israel anunciou a antecipação de eleições depois que ele admitiu, em dezembro, que seu governo é incapaz de funcionar de forma estável por causa do alto número de partidos envolvidos na coalizão. O Likud, no entanto, conseguiu ganhar apenas 30 assentos no Knesset, obrigando Netanyahu a voltar a negociar com outras partes.

PV/dpa/rtr

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