Na Suécia, Dilma diz não acreditar em ruptura institucional | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.10.2015
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Brasil

Na Suécia, Dilma diz não acreditar em ruptura institucional

Questionada sobre possível impeachment e a instabilidade política, presidente afirma que crise não compromete acordos bilaterais. "Brasil continua sendo uma opção segura e atraente para investimentos", garante.

A presidente Dilma Rousseff disse não acreditar num "processo de ruptura institucional" no Brasil ao ser questionada, nesta segunda-feira (19/10), na Suécia, sobre um possível processo de impeachment contra ela e as consequências da instabilidade política no país. Dilma está na Suécia em visita oficial para ampliar parcerias comerciais e em outras áreas.

"Quanto às questões políticas, te asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional. Somos uma democracia e temos tanto um Legislativo como também um Judiciário e um Executivo independentes e que funcionam com autonomia, mas também com harmonia. Não acreditamos que haja nenhum risco de crise mais acentuado", respondeu a presidente em declaração à imprensa ao lado do primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.

Na avaliação de Dilma, as dificuldades econômicas que o Brasil atravessa também não representam entraves para o negócio entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa sueca Saab, que fabrica os aviões Gripen. A presidente garantiu que o Brasil honrará os compromissos no contrato de compra de 36 caças. O acordo foi assinado em 2014 no valor, na época, de 5,4 bilhões de dólares. Os caças Gripen devem ser entregues entre 2019 e 2024.

A presidente lembrou que a Europa e os Estados Unidos passaram por uma crise econômica profunda em 2008 e 2009 e nem por isso contratos foram quebrados na época. "Houve um processo de recuperação e todos os contratos existentes foram mantidos. Não vejo nenhuma razão para que isso não ocorra com o Brasil, que tem uma economia estruturalmente sólida", comparou.

Segundo a presidente, o Brasil não tem "bolhas de crédito" nem "problemas monetários" que levem o país a um aprofundamento das dificuldades. "Acredito que a crise do Brasil é uma crise conjuntural e está sendo enfrentada", garantiu Dilma.

Além disso, a presidente assegurou a um grupo de empresários brasileiros e suecos que o governo está trabalhando para retomar o equilíbrio fiscal e que o Brasil continua sendo uma "opção segura e atraente para investimentos", destacando as áreas de saúde e tecnologia com potencial de ampliação da parceria bilateral.

"O Brasil continua a ser uma opção segura e atraente para investimentos. Somos um país que oferece grandes oportunidades e possui ambiente de negócios sofisticado e seguro. Nossa economia tem fundamentos sólidos e estamos trabalhando de maneira decidida para fortalecer sua saúde fiscal, retomando o equilíbrio, reduzindo a inflação, consolidando a estabilidade macroeconômica, para aumentar a confiança e garantir a retomada do crescimento", disse.

Aos empresários, a presidente lembrou que o intercâmbio entre Brasil e Suécia cresceu 45% em dez anos e disse que é possível ampliar as parcerias. Segundo Dilma, a compra dos aviões-caças suecos Gripen, do Grupo Saab, pela FAB, reforça a aproximação entre as duas economias e pode servir de modelo para negócios em outras áreas.

"Nós queremos aproveitar todo o potencial dessa parceria. Queremos inclusive reproduzi-la em outros setores em nossa relação econômica com o incentivo à inovação, à produção industrial e à capacitação de recursos humanos", afirmou a presidente.

Além da visita à fábrica da Saab, em Linköping, a agenda de Dilma na Suécia nesta segunda-feira incluiu um almoço na prefeitura de Estocolmo e visitas ao Instituto Real de Tecnologia e à sede da Ericson. Da Suécia, Dilma embarca para a Finlândia, onde segue com a missão de ampliar parcerias comerciais.

PV/ab/ot

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