Na diplomação, Bolsonaro pede confiança a quem não votou nele | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 10.12.2018
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Brasil

Na diplomação, Bolsonaro pede confiança a quem não votou nele

Em discurso, futuro mandatário exalta redes sociais, afirma que "poder popular não precisa mais de intermediação" e agradece os votos recebidos. "Serei presidente de todos os brasileiros", afirma.

Jair Bolsonaro ao lado de Rosa Weber

"Somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível", disse Bolsonaro ao receber diploma

O presidente eleito Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, receberam na tarde desta segunda-feira (10/12) em cerimônia na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, seus respectivos diplomas eleitorais, documentos que os habilitam a tomar posse.

Após receber o diploma das mãos da presidente do TSE, a ministra Rosa Weber, Bolsonaro exaltou o papel da internet no pleito de outubro. "Vivenciamos um novo tempo. As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação", afirmou.

"As novas tecnologias permitiram uma nova relação entre os eleitores e seus representantes", disse o presidente eleito, que, sem contar com grandes recursos e um partido forte, focou sua campanha nas redes sociais.

Em discurso que durou cerca de dez minutos, Bolsonaro deixou de lado sua postura crítica ao processo eleitoral e à segurança das urnas eletrônicas e fez elogios ao TSE, apontando que os brasileiros escolheram seus novos governantes em eleições "livres e justas". "Somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível", afirmou.

O presidente eleito afirmou ainda que o Brasil precisa de uma "ruptura" com "práticas que historicamente retardaram" o progresso do país.

"Não mais a corrupção, não mais a violência, não mais as mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão do nosso destino a interesses alheio, não mais mediocridade complacente em detrimento do nosso desenvolvimento", afirmou.

"Tenho plena consciência dos desafios que se colocam diante de nós. Trabalharei com afinco para que, daqui a quatro anos, possamos olhar com orgulho para o caminho trilhado", disse.

Ele também agradeceu os mais de 57 milhões de votos recebidos no segundo turno e pediu a "confiança" dos eleitores que não votaram nele. "Agradeço aos mais de 57 milhões de brasileiros que me honraram com o seu voto. Aos que não me apoiaram, peço a confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país", disse.

"A partir de 1º de janeiro serei o presidente de todos, dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade, ou religião", afirmou. "Vamos resgatar o orgulho de ser brasileiro. O Brasil deve estar acima de tudo."

Bolsonaro foi eleito presidente no segundo turno da eleição presidencial, em 28 de outubro. Ele conquistou 55,13% dos votos e derrotou o petista Fernando Haddad (PT), que obteve 44,87% dos votos.

O primeiro diploma eleitoral foi expedido pelo TSE em 1946. O documento foi confeccionado para Eurico Gaspar Dutra, eleito presidente da República no ano anterior.

A sessão solene de diplomação deve ocorrer até o dia 19 de dezembro do ano da eleição, após a análise das prestações de contas dos candidatos eleitos. Na semana passada, Bolsonaro teve suas contas de campanha aprovadas pelo TSE, porém com "ressalvas”.

Conforme a prestação de contas, a campanha arrecadou R$ 4,3 milhões e gastou R$ 2,8 milhões.

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