Mueller conclui investigação sobre ingerência russa | Notícias internacionais e análises | DW | 23.03.2019
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Estados Unidos

Mueller conclui investigação sobre ingerência russa

Depois de quase dois anos, procurador especial entrega relatório final sobre suposta interferência de Moscou nas eleições americanas de 2016. Conclusões não são divulgadas, apesar de apelos para torná-las públicas.

Robert Mueller

Segundo fontes, Mueller não apresentou novas acusações

Depois de quase dois anos, o procurador especial, Robert Mueller, entregou nesta sexta-feira (22/03) o relatório final das investigações sobre a suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais americanas de 2016. O documento está agora nas mãos do procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr.

Desde maio de 2017, Mueller investigava os supostos laços entre a Rússia e a equipe de campanha do então candidato pelo Partido Republicano e agora presidente dos EUA, Donald Trump, avaliando inclusive a possibilidade de que o mandatário possa ter obstruído a Justiça. Até agora, o procurador especial acusou 34 pessoas, entre elas seis ex-assessores do governante.

As conclusões sobre a investigação não foram divulgadas. Cabe a Barr decidir se tornará público o relatório. O procurador-geral disse que está revisando o documento e que espera poder informar o Congresso americano "sobre as principais conclusões" ainda neste fim de semana.

"Estou comprometido com a maior transparência possível, e lhes manterei informados a respeito do estado da minha revisão", declarou Barr, que está há um mês no cargo, em comunicado endereçado aos parlamentares.

A Casa Branca disse que "não recebeu o relatório do procurador especial, nem foi informada" sobre seu conteúdo. "Os próximos passos dependem do procurador-geral Barr, e esperaremos que o processo siga seu curso", afirmou a porta-voz de Trump, Sarah Sanders.

Na semana passada, a Câmara dos Representantes aprovou de maneira unânime a divulgação ao público do relatório de Mueller, e o próprio Trump, apesar de ter declarado em várias ocasiões ser contrário às investigações, qualificando-as como uma "caça às bruxas", afirmou na quarta-feira que não se importa que o conteúdo do documento seja revelado.

Ainda confidencial, não é possível saber se o relatório respondeu às principais perguntas da investigação: se a campanha de Trump conspirou com Moscou para influenciar o resultado das eleições a seu favor e se Trump posteriormente tentou obstruir o inquérito sobre o caso, inclusive demitindo o diretor do FBI.

Em seu decorrer, a investigação resultou em acusações contra o ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, e o braço direito dele, Rick Gates; e contra um ex-assessor do então candidato republicano, George Papadopoulos. Também foram acusados o ex-advogado de Trump, Michael Cohen; o primeiro assessor de Segurança Nacional na Casa Branca do atual presidente, Michael Flynn; além do estrategista político Roger Stone.

Dos 34 acusados, 26 são de nacionalidade russa. Mueller também acusou três companhias da Rússia por irregularidade, entre elas a Internet Research Agency, que teria promovido "uma guerra informativa" nas redes sociais para dividir a sociedade americana.

Segundo a imprensa americana, uma fonte familiarizada com o caso disse que Mueller não apresentou novas acusações no relatório.

Após a confirmação da conclusão do inquérito, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, pediram que o relatório seja divulgado na íntegra sem o conhecimento prévio de Trump. "Os americanos têm o direito de saber a verdade", disseram os democratas numa declaração conjunta.

A conclusão da investigação não elimina o perigo legal para Trump. O presidente enfrenta ainda duas investigações do Departamento de Justiça em Nova York, uma na qual é acusado de tentar comprar durante a campanha o silêncio de duas ex-amantes e outra sobre violações no financiamento da campanha.

CN/efe/ap/afp

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