Ministro do STF nega habeas corpus a Lula | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 10.02.2018
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Ministro do STF nega habeas corpus a Lula

Edson Fachin submete decisão final sobre pedido do ex-presidente ao plenário do Supremo Tribunal Federal. Julgamento pode alterar jurisprudência sobre prisão após condenação em segunda instância.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Lula teve sua condenação confirmada em segunda instância em janeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou nesta sexta-feira (09/02) um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação tentava impedir uma eventual prisão do petista após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

Fachin negou o pedido em caráter liminar e enviou o mérito para ser decidido no plenário do STF. Ao negar o habeas corpus, o ministro entendeu que o caso de Lula não pode ser analisado por ele antes de uma decisão definitiva da Corte.

Leia também: "Caso de Lula pode fazer STF rever prisão após 2ª instância"

A defesa de Lula argumentava que a prisão não pode ser executada antes da conclusão de todas as fases de recurso, nas quais se pode determinar a inocência do condenado, ainda que a condenação tenha sido ratificada em segunda instância.

Os advogados tentam derrubar no STF a decisão do ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido da habeas corpus pedido após o julgamento do ex-presidente. 

No final de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que envolve um tríplex no Guarujá (SP). A pena, de nove anos e seis meses de prisão, ainda foi aumentada para 12 anos e um mês.

Apesar da confirmação da condenação em segunda instância, o ex-presidente ainda tem direito a recurso no TRF-4, mas apenas para esclarecer pontos da sentença.

Se o recurso nessa corte for rejeitado, a sentença de prisão pode ser executada – no julgamento, os desembargadores votaram para que a pena comece a ser cumprida depois que os recursos apresentados pela defesa ao TRF-4 forem analisados.

Prisão em segunda instância

A defesa de Lula tenta evitar a prisão do ex-presidente por meio de uma liminar. Com a decisão de Fachin, caberá ao plenário do STF avaliar a questão. Esse julgamento poderá, porém, mudar a jurisprudência da Corte sobre a prisão após condenação em segunda instância.

Em 2016, em dois julgamentos sobre a questão, o STF entendeu que a sentença pode ser executada após a segunda instância, mesmo quando existem possibilidades de recursos em tribunais superiores.

O cenário atual sobre o tema é de impasse na Corte. A ministra Rosa Weber, que foi contra a prisão em segunda instância, sinalizou recentemente que pretende mudar seu entendimento. Ainda não há data para o julgamento, que será marcado pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que espera que a ação seja pautada o mais breve possível. "A decisão proferida hoje pelo Ministro Edson Fachin dará ao Plenário do Supremo Tribunal Federal a oportunidade de aplicar a Constituição Federal, especialmente no que se refere à garantia da presunção de inocência até decisão final da qual não caiba mais recurso”, destacou o texto.

CN/lusa/abr/ots

----------------

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App

Leia mais