Milhares voltam a protestar contra estrangeiros em Chemnitz | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 01.09.2018
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Alemanha

Milhares voltam a protestar contra estrangeiros em Chemnitz

Cerca de 4.500 pessoas atenderam à convocação de grupos de direita no leste da Alemanha para se manifestar contra política de refugiados. Contramanifestantes reúnem 3.500 para denunciar xenofobia.

Deutschland | Rechte Demo in Chemnitz (picture-alliance/dpa/R. Hirschberger)

Manifestações contra política de refugiados foram convocadas pelos grupos Pro Chemnitz e Pegida, além do partido AfD

Cerca de 4.500 pessoas atenderam a uma nova convocação de grupos de direita e saíram neste sábado (01/09) às ruas de Chemnitz, no leste da Alemanha, em protesto contra a política de refugiados do governo alemão. Outras 3.500 pessoas organizaram um contraprotesto nas proximidades para denunciar a violência contra estrangeiros e a xenofobia no país.

Chemnitz, no estado da Saxônia, tem sido palco regular de protestos desde que um cidadão alemão foi morto a facadas no último fim de semana. O fato de dois suspeitos pelo crime serem estrangeiros – um sírio e um iraquiano – acirrou os ânimos na cidade e levou extremistas a perseguirem e atacarem pessoas que aparentavam ser estrangeiras durante os protestos.

Uma das manifestações de direita deste sábado foi convocada pelo grupo Pro Chemnitz. Outra concentração foi organizada pelo movimento anti-islâmico Pegida e pelo partido populista Alternativa para a Alemanha (AfD).

Depois de cerca de meia hora e de tensão, os organizadores do Pro Chemnitz ordenaram a dispersão do seu protesto. A marcha foi repetidamente bloqueada pelos contramanifestantes nos arredores do enorme busto de Karl Marx que fica no centro da cidade. Os 1.500 participantes se dirigiram então para as concentrações convocadas pelo Pegida e AfD.

Chemnitz Kundgebung des Bündnisses Chemnitz Nazifrei unter dem Motto «Herz statt Hetze» (Getty Images/S. Gallup)

Manifestantes contra a xenofobia reuniram 3.500 pessoas

Centenas de policiais acompanharam os protestos. Alguns policiais pediram por meio de alto-falantes que os participantes não se envolvessem em atos de violência. Como precaução, os policiais levaram veículos blindados e canhões d'água para dispersar manifestantes em caso de confronto.

Os manifestantes que atendaram as concentrações dos grupos de direita exibiram bandeiras e alemãs e cartazes com frases como "Merkel precisa ir embora” e "Nós somos o povo”, este último um antigo slogan dos manifestantes que protestavam contra o antigo governo da Alemanha Oriental em 1989.

Já os 3.500 contramanifestantes que se concentraram nos arredores da Igreja de São João, exibiram slogans como "Chemnitz livre de nazistas” e "Tenha coração e não hostilidade”.

Até o início desta noite, não havia registro de atos violentos contra estrangeiros como os registrados nos protestos anteriores, mas segundo jornais alemães, o clima na cidade continuava tenso. Os episódios de violência registrados no último domingo e segunda-feira provocou escândalo em vários setores da sociedade alemã.

Neste sábado, o ministro do interior da Alemanha, Horst Seehofer, disse que "compreende porque as pessoas estão frustradas com o homicídio brutal” que ocorreu na cidade, mas advertiu que "isso não é desculpa para a violência”.

Polizei Chemnitz Rechtsradikale Einsatz Demonstration Randale (picture alliance/AP Photo/J. Meyer)

A polícia recebeu reforços para acompanhar os protestos

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, também se posicionou sobre os protestos neste sábado, dia que marca os 79 anos do início da Segunda Guerra Mundial. "A Segunda Guerra começou há 79 anos. A Alemanha causou sofrimento incomensurável na Europa. Se as pessoas estão novamente marchando nas ruas fazendo saudações nazistas, nossa história passada nos força a defender a democracia de maneira resoluta”, disse.

A polícia da Saxônia, onde fica Chemnitz, recebeu reforços de outros estados para acompanhar os protestos, após ter sido criticada pelo baixo número de oficiais escalados para conter os cerca de 7 mil manifestantes – entre neonazistas e hooligans enraivecidos – nos atos de domingo e segunda-feira. Neste sábado, um jogo de futebol da segunda divisão foi cancelado na cidade após um pedido da polícia, que requisitou o contingente responsável pela segurança da partida para acompanhar as manifestações.

JPS/dpa/ots

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