Milhares marcham em Barcelona por independência da Catalunha | Notícias internacionais e análises | DW | 11.03.2018
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Espanha

Milhares marcham em Barcelona por independência da Catalunha

Manifestação tenta pressionar partidos independentistas para que cheguem a acordo para constituir governo e retomem processo de separação da Espanha. Região vive impasse desde eleição de dezembro.

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Polícia calculou em 45 mil o número de pessoas que participaram do protesto em Barcelona

Cerca de 45 mil pessoas, segundo cálculos da polícia local, participaram neste domingo (11/03), em Barcelona, de uma manifestação pela independência da Catalunha organizada pela associação independentista Assembleia Nacional Catalã (ANC).

O objetivo da mobilização, que teve o lema "República, agora", era pressionar os partidos independentistas para que consigam chegar a um acordo que permita constituir um governo catalão que avance para a independência da região.

Os manifestantes levavam bandeiras da Catalunha e usavam cachecóis amarelos para reivindicar a libertação dos dirigentes separatistas que estão detidos após o referendo sobre a independência da Catalunha, realizado em 1º de outubro de 2017.

Naquele dia, o governo regional catalão – então liderado por Carles Puigdemont – e os partidos no Parlamento regional que o apoiavam declararam unilateralmente a independência da região. Na sequência, o governo central em Madri suspendeu a autonomia da Catalunha, dissolveu o Parlamento, afastou o governo regional (Generalitat), assumiu a gestão interina da região e convocou eleições regionais antecipadas para 21 de dezembro.

Protestmarsch für die katalanische Unabhängigkeit in Barcelona

Lema dos manifestantes em Barcelona era "República, agora"

"Presos políticos, liberdade" e "Nem um passo atrás" foram algumas das palavras de ordem ouvidas neste domingo em Barcelona, assim como frases a favor da união das forças independentistas.

Essa união está estagnada devido às divergências entre a ANC, o partido Junts Per Catalunya – cuja figura mais representativa é Puigdemont, que está em Bruxelas – e o partido Esquerda Republicana, que tem um de seus líderes, Oriol Junqueras, detido.

O impasse em torno da posse do presidente da Generalitat permanece, pois, após Puigdemont se negar a viajar para a Espanha (onde tem uma ordem de prisão decretada), foi proposto como candidato o líder da ANC, Jordi Sánchez, deputado regional que cumpre prisão preventiva, acusado de insurreição. A Justiça não o libera para a posse. Diante disso, o governo central em Madri continua a fazer a gestão interina da Catalunha.

AS/efe/lusa

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