Puigdemont faz pacto para retornar ao poder | Notícias internacionais e análises | DW | 10.01.2018
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Mundo

Puigdemont faz pacto para retornar ao poder

Ex-presidente da Catalunha firma acordo para tentar assumir novamente governo regional. Entre opções cogitadas, está sua posse por teleconferência desde Bruxelas, onde está foragido da Justiça espanhola.

Carles Puigdemont, ex-presidente da Catalunha

Carles Puigdemont, ex-presidente da Catalunha, quer assumir novamente o cargo por teleconferência

Os dois maiores partidos separatistas da Catalunha chegaram a um acordo para tentar levar novamente o ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, à chefia do governo da região, informaram nesta quarta-feira (10/01), fontes das duas legendas.

O acordo aconteceu na noite de terça-feira em uma reunião em Bruxelas entre Marta Rovira, dirigente da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), e o próprio Puigdemont, em nome da coalizão Juntos pela Catalunha (JxCat).

Puigdemont se encontra na capital belga, foragido da Justiça da Espanha, que o investiga por vários supostos crimes relacionados com o processo de independência da Catalunha.

Os partidos separatistas cogitam a possibilidade de que Puigdemont assuma a presidência catalã à distância, anunciando seu programa de governo por videoconferência ou através de um outro deputado que o represente.

A intenção de Puigdemont é retornar à Espanha – onde é alvo de um mandado de prisão – após tomar posse.

A primeira sessão do novo Parlamento catalão está marcada para a próxima quarta-feira. Depois, os partidos teriam até dia 31 de janeiro para debater sobre a posse do novo chefe de governo regional. 

Nas eleições regionais antecipadas de 21 de dezembro, o JxCat se firmou como maior força separatista no Parlamento, elegendo 34 deputados. O ERC conseguiu 32 do total de 135 assentos. O outro partido independentista, a Candidatura de Unidade Popular (CUP), conseguiu quatro cadeiras. Juntas, as agremiações detêm maioria absoluta de 70 deputados. Entretanto, cinco deputados separatistas estão na Bélgica, incluindo Puigdemont, e três outros estão presos na Espanha.

Há dúvidas sobre se seria possível que Puigdemont retorne a Espanha sem que seja preso. Além disso, o novo Parlamento pode ser constituído sem a presença de todos os deputados, mas eles têm que votar pessoalmente para eleger o novo chefe de governo regional. Uma ideia entre os separatistas é tentar mudar as regras do Parlamento, para possibilitar a participação parlamentar à distância.

Os partidos fiéis ao governo espanhol querem impedir uma formação de governo à distância."Ninguém pode se tornar chefe governo da Catalunha estando na Bélgica”, disse a presidente na Catalunha do partido Ciudadanos, Ines Arrimadas.

MD/efe/afp/rtr

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