Merkel e Pompeo adotam tom conciliador em Berlim | Notícias internacionais e análises | DW | 08.11.2019
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Mundo

Merkel e Pompeo adotam tom conciliador em Berlim

Apesar de tensões, chanceler federal e secretário americano enfatizam amizade entre países durante encontro. Merkel afirma que Alemanha "nunca esquecerá" o papel dos EUA na Reunificação alemã.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, cumprimenta a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel

Mike Pompeo à Angela Merkel: "Quero que todos saibam que continuaremos trabalhando juntos"

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, adotaram nesta sexta-feira (08/11) um tom conciliador durante um encontro em Berlim e enfatizaram a "amizade íntima" entre os dois países. Na visita à capital alemã, Pompeo também criticou o autoritarismo na Rússia e na China.

Durante uma coletiva de imprensa conjunta, Merkel afirmou, na véspera das celebrações do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, que a Alemanha "nunca esquecerá" o papel que os Estados Unidos desempenharam na Reunificação alemã e o fato de os dois países "terem se tornado amigos íntimos".

Pompeo adotou a mesma linha e afirmou que, apesar dos desafios atuais no mundo, Washington valoriza seus laços estreitos com Berlim. "Quero que todos saibam que continuaremos trabalhando juntos nessas questões", disse o secretário de Estado.

As declarações foram feitas antes da reunião entre o secretário americano e a chanceler federal alemã. Na pauta do encontro, estão os conflitos no Afeganistão, Síria, Ucrânia e Líbia. Merkel e Pompeo também devem abordar o projeto de gasoduto Nord Gas 2, de cooperação alemã e russa. A iniciativa é fortemente criticada pelos Estados Unidos, que alegam que ela pode levar a uma dependência energética de Moscou.

As relações entre EUA e Alemanha andam estremecidas desde a imposição de tarifas punitivas por Washington contra a União Europeia (UE), em retaliação aos subsídios ilegais concedidos à empresa aeroespacial europeia Airbus.

Durante um discurso feito próximo ao portão de Brandemburgo, Pompeo manteve o tom de suas recentes críticas à China. Ele afirmou que o país asiático reprimiu pessoas com táticas que seriam "terrivelmente familiares" para os habitantes da antiga Alemanha Oriental.

Pompeo também apontou a Rússia como um país que "invade seus vizinhos e mata oponentes políticos". Ele então pediu por unidade entre os países ocidentais diante da ameaça representada por "nações não livres" e pleiteou que "devemos permanecer juntos como aliados".

Na quinta-feira, Pequim havia reagido à recente retórica de Pompeo, que criticou o projeto chinês de infraestrutura Nova Rota da Seda e as violações de direitos na região de Xinjiang, classificando os comentários do secretário de Estado dos EUA de "extremamente perigosos".

Desavenças transatlânticas

Em Berlim, Pompeo também debateu questões de segurança e relações transatlânticas com a ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer. O encontro ocorreu um dia depois que Kramp-Karrenbauer pediu que a Alemanha desempenhasse um papel militar mais ativo no mundo.

Desde a Segunda Guerra, a Alemanha seguiu e manteve uma política de contenção militar em reação ao expansionismo agressivo da era nazista.

Mas Kramp-Karrenbauer tem apoiado as demandas americanas de que a Alemanha aumente seus gastos militares. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem frequentemente acusado Berlim de não fazer o suficiente como membro da Otan. 

No final do dia, Pompeo visitou ainda a embaixada dos EUA em Berlim, onde inaugurou uma estátua do ex-presidente americano Ronald Reagan. O monumento está localizado perto do local em que Reagan realizou seu famoso discurso em 1987, quando pediu ao então líder soviético Mikhail Gorbachev para "derrubar este muro".

PV/dpa/ap

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