Merkel defende cooperação com Turquia para reduzir ingresso de refugiados | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 17.02.2016
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Alemanha

Merkel defende cooperação com Turquia para reduzir ingresso de refugiados

Objetivo da União Europeia é reduzir de modo perceptível e duradouro o número de refugiados, afirma chanceler alemã. Para isso, ela defende a cooperação com a Turquia e a melhor proteção das fronteiras externas.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, pediu nesta quarta-feira (17/02) aos demais países da União Europeia (UE) maior cooperação para lidar com a crise migratória no continente.

"Nosso objetivo comum é reduzir de modo perceptível e duradouro o número de refugiados, também para poder continuar ajudando aqueles que precisam de proteção", afirmou a chanceler em pronunciamento perante o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) em Berlim.

Para isso, ela defendeu que a União Europeia trabalhe em conjunto com a Turquia, apesar de reconhecer que, no longo prazo, a redução só será possível com a melhora da situação nos países de origem. A chanceler também defendeu que as fronteiras externas da UE sejam melhor protegidas, principalmente as marítimas.

A crise dos refugados deverá ser o tema central da cúpula dos líderes da UE, marcada para começar esta quinta-feira, e na qual Merkel mais uma vez defenderá uma política migratória comum para os Estados-membros e uma redistribuição equilibrada dos refugiados entre os países do bloco. Essas posições encontram forte resistência entre os líderes de outros países, principalmente do Leste Europeu.

Ela afirmou que a reunião em Bruxelas não deverá abordar questões como contingentes de refugiados e disse que a UE se expõe ao ridículo ao levantar essa discussão se nem mesmo conseguiu levar adiante a proposta acordada anteriormente, de redistribuir 160 mil requerentes de asilo entre os países-membros.

Em vez disso deverá ser debatido se a UE tem avançado na sua proposta de cooperar com a Turquia para um amplo combate às causas da imigração e uma bem-sucedida proteção das fronteiras externas, a fim de avaliar se "vale a pena continuar por esse caminho", disse Merkel.

O outro caminho seria o fechamento de fronteiras, por exemplo entre a Macedônia e a Grécia, disse Merkel. Ela argumentou que essa opção tem consequências negativas para todos, tanto para os refugiados como para os países europeus. "Isolamento – essa não pode ser a resposta europeia, ao menos não na minha firme convicção." Ela disse que se empenhará para que o caminho da cooperação com a Turquia seja o que valha a pena ser seguido.

Reino Unido e Síria

A chanceler também se declarou otimista quanto às chances de um acordo com o Reino Unido, para evitar a saída do país da UE. "A Alemanha contribuirá para que seja possível atingir um resultado satisfatório a todos, se possível logo no início da cúpula."

"Estou convencida de que é do nosso interesse nacional que o Reino Unido se mantenha como membro ativo dentro de uma União Europeia forte e bem-sucedida", afirmou. Ela também disse que muitas exigências britânicas são legítimas e compreensíveis, por exemplo a eliminação de "incentivos equivocados" no sistema social.

A chanceler considera os britânicos aliados fundamentais da Alemanha na promoção da competitividade e do livre comércio e disse que "a Europa precisa do comprometimento das políticas externa e de segurança do Reino Unido para assegurar nossos valores e interesses em todo o mundo".

Sobre a questão da Síria, Merkel descreveu a situação humanitária no país como intolerável e reiterou o pedido pela criação de uma zona de exclusão aérea para proteger os civis de bombardeios.

RC/afp/ap

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