Merkel adverte contra estádios cheios na Eurocopa | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 22.06.2021

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Esporte

Merkel adverte contra estádios cheios na Eurocopa

Preocupada com avanço da variante Delta, chanceler federal alemã pede que a Uefa seja responsável e não permita jogos lotados no Reino Unido. Baviera oferece a Allianz Arena como alternativa para as semifinais e final.

Torcedores dinamarqueses no estádio Parken, em Copenhague, no duelo contra a Rússia, pela Eurocopa 2021

Cerca de 24 mil torcedores acompanharam o duelo entre Dinamarca e Rússia no estádio Parken, em Copenhangue

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, advertiu contra estádios lotados nos jogos da Eurocopa no Reino Unido e alertou a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) a tomar decisões responsáveis. A preocupação de Merkel está atrelada ao aumento exponencial de casos de infecção pela variante Delta do coronavírus em solo britânico.

"Não acho que seria bom se os estádios lá [no Reino Unido] estiverem lotados", disse Merkel nesta terça-feira (22/06), após uma reunião em Berlim com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "Espero que a Uefa aja com responsabilidade."

A variante Delta do coronavírus está em franca ascensão no Reino Unido. Por causa da mutação previamente descoberta na Índia, o número de novas infecções no Reino Unido tem aumentado significativamente, apesar de uma taxa de vacinação relativamente alta.

Consequentemente, a Alemanha classificou o Reino Unido como região de alto risco por variante do coronavírus. Isso significa que os viajantes oriundos do Reino Unido precisam ficar em quarentena por 14 dias ao chegarem à Alemanha. No entanto, para a Eurocopa, o governo federal alemão modificou ligeiramente as regras de entrada no país – a quarentena obrigatória não se aplica às equipes e suas comissões e nem aos jornalistas em trânsito com as seleções.

O apelo de Merkel está primariamente direcionado à Uefa. A chanceler federal alemã enalteceu os esforços do governo britânico na aplicação das medidas sanitárias e aproveitou a oportunidade para lamentar que na União Europeia (UE) "ainda não tenha sido possível ter um comportamento completamente uniforme dos Estados-membros no que diz respeito às regulamentações de viagens".

Merkel afirmou que poderia ter sido evitada uma situação como a de Portugal, onde foi reinstituído um confinamento parcial em Lisboa no fim de semana. "É por isso que temos que trabalhar mais duro", exigiu Merkel. A União Europeia fez progressos consideráveis nos últimos meses, "mas ainda não ao ponto onde gostaria que estivéssemos".

Uefa mantém jogos em Londres

Há dias ronda o debate sobre se as semifinais e a final da Eurocopa deveriam ser mantidas em Londres ou alocadas a uma sede alternativa. O Estádio de Wembley receberá duas partidas das oitavas de final: no sábado, o já definido confronto entre Itália e Áustria, e em 29 de junho, possivelmente com participação da seleção alemã. Seguem as semifinais em 6 e 7 de julho e a final em 11 de julho. Além disso, outra partida das oitavas de final está marcada para Glasgow, em 29 de junho.

A Uefa avaliou que não há motivos para excluir as sedes britânicas da Eurocopa e comunicou que está trabalhando em estreia colaboração com as autoridades inglesas. Por parte da Uefa, não há planos para retirar as duas semifinais e a final do Estádio de Wembley.

Governo da Baviera oferece Allianz Arena

Peter Liese, especialista em saúde da aliança conservadora denominada Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu, questionou a realização da final com dezenas de milhares de torcedores. "A propagação da variante Delta torna impossível a ida de 40 mil espectadores ao estádio em Londres na final. Talvez uma mudança seja inevitável", escreveu Liese em carta aberta à Uefa.

A presidente da Comissão para Esportes no Parlamento alemão, Dagmar Freitag, também não poupou críticas ao órgão gestor do futebol europeu. "A proteção da saúde claramente não desempenha um papel para a Uefa", disse a política social-democrata à agência de notícias Reuters.

E os líderes dos governos de Áustria e Itália também se pronunciaram de forma contundente. O chanceler federal austríaco, Sebastian Kurz, afirmou ser "preciso esclarecer como vamos basicamente lidar com a situação", enquanto o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, afirmou que vai "trabalhar para garantir que a final não ocorra num país onde o risco de infecção seja muito alto".

O governador do estado alemão da Baviera, Markus Söder, ofereceu a Allianz Arena, em Munique, como alternativa para os jogos agendados para Londres.

pv (dpa, rtr, afp)

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