Melania Trump lembra vítimas da covid-19 na convenção republicana | Notícias internacionais e análises | DW | 26.08.2020

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Eleições nos EUA

Melania Trump lembra vítimas da covid-19 na convenção republicana

Em contraste com o marido e a maioria dos oradores do evento que oficializa indicação de Trump à reeleição, primeira-dama ameniza o tom, expressa compaixão aos afetados pela pandemia e faz apelo contra injustiça racial.

Melania Trump durante discurso

Melania: "Donald não descansará até que tenha feito todo o possível por todos os afetados por esta terrível pandemia"

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, foi a voz da compaixão pelas vítimas da covid-19 e do racismo ao discursar para pedir a reeleição de seu marido, o presidente Donald Trump, durante o segundo dia da Convenção Nacional Republicana.

Falando dos jardins da Casa Branca nesta terça-feira (25/08), com Trump na primeira fila em meio a um público cuja maioria não estava de máscara e onde não havia distanciamento social, a ex-modelo eslovena reconheceu o impacto do "inimigo invisível", que já tirou a vida de mais de 178 mil pessoas nos EUA e colocou o país numa recessão aguda.

"Sei que muitas pessoas estão ansiosas e algumas se sentem impotentes. Quero que saibam que não estão sós", garantiu a primeira-dama.

Críticos acusam o presidente americano de falta de empatia com os afetados pela covid-19. Na convenção republicana, no entanto, a gestão de Trump na pandemia foi repetidamente elogiada. Discursos e vídeos o retrataram como um determinado gerenciador de crises.

Também Melania se esforçou para defender o marido, apresentando Trump como um político que "não só fala, consegue resultados" e que "não perdeu nem perderá o foco" nas pessoas, apesar das "manchetes negativas ou falsas" dos meios de comunicação e os "ataques" da oposição.

"Donald não descansará até que tenha feito todo o possível por todos os afetados por esta terrível pandemia", assegurou a primeira-dama, cuja fala na convenção partidária de 2016 foi acusada de plagiar passagens inteiras do discurso de Michelle Obama em 2008.

A menção à tragédia do coronavírus que abala os EUA contrastou com o tom agressivo que domina o conclave partidário, repleto de alertas contra o caos e a violência que, para os republicanos, surgiriam com a vitória do "socialismo" e da "esquerda radical" representados pelo candidato presidencial democrata, Joe Biden.

A primeira-dama também abordou os protestos contra a violência policial e o racismo, que foram desencadeados pela morte do afro-americano George Floyd em uma operação policial no final de maio. "Precisamos lembrar que somos todos uma comunidade composta de muitas raças, religiões e etnias", disse.

Num dos poucos momentos emocionantes da noite, Trump mostrou um vídeo no qual assinava o perdão a Jon Ponder, um ex-assaltante de bancos condenado, que fundou uma organização para ajudar ex-prisioneiros a se reintegrarem na sociedade. "Vivemos numa nação de segundas oportunidades", afirmou Ponder ao lado de Trump, que sublinhou, por sua vez, que "a vida de Jon é um belo testemunho do poder da redenção".

A convenção ficou igualmente marcada por um incidente: Mary Ann Mendoza, uma mulher do Arizona, cujo filho, um polícial, foi morto em 2014 num acidente de carro envolvendo um imigrante ilegal, foi retirada do programa minutos antes do início do evento. Mendoza tinha direcionado os seus seguidores no Twitter para uma série de mensagens antissemitas e conspiratórias.

Além disso, os republicanos tentaram passar uma imagem de inclusão com as presenças e discursos do procurador-geral de Kentucky, Daniel Cameron, e da governadora da Flórida, Jeanette Núñez. Cameron foi o primeiro afro-americano a ocupar um cargo estadual no Kentucky. Núñez foi a primeira latina governadora na Flórida. Outro momento da noite foi uma cerimônia de naturalização de cinco imigrantes, encabeçada por Trump na Casa Branca.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, discursou durante uma viagem oficial a Israel, o que já motivou críticas. Ele rompeu com décadas de tradição em que os secretários de Estado evitaram se envolver na política doméstica.

Entre os elogios à atuação de Trump na política externa, Pompeo elencou o que foi alcançado pelo atual presidente nos casos do Irã e da Coreia do Norte, por exemplo, mas sublinhou sobretudo a forma como o governo americano tem lidado com a China, tanto na responsabilização de Pequim quanto à pandemia, como no desenvolvimento da guerra comercial.

A convenção republicana, agendada para durar quatro dias, começou nesta segunda-feira. Centenas de delegados viajaram para participar do evento em Charlotte, na Carolina do Norte, mas devido à pandemia, os discursos da programação noturna não estão sendo realizados no local. O presidente Trump faz na Casa Branca, nesta quinta-feira, seu discurso aceitando formalmente a indicação para concorrer à reeleição.

MD/dpa/afp/lusa

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