Manifestantes saem às ruas um ano após violência em Charlottesville | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 12.08.2018
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Estados Unidos

Manifestantes saem às ruas um ano após violência em Charlottesville

Em 12 de agosto do ano passado, centenas de supremacistas brancos se reuniram na cidade americana, desencadeando conflitos com manifestantes contrários e causando uma morte. Ativistas e estudantes pedem fim do racismo.

Charlottesville reage, diz faixa carregada por manifestantes

"Charlottesville reage", diz faixa carregada por manifestantes

Centenas de ativistas e estudantes saíram às ruas de Charlottesville, nos Estados Unidos, neste sábado (11/08), em manifestação contra o racismo e a supremacia branca, um ano depois de uma marcha de extrema direita resultar no atropelamento e morte de uma mulher.

"Dizemos basta ao racismo. O apoio aos movimentos supremacistas brancos continua. Temos de continuar nos reunindo e lutando contra esse flagelo", disse uma das estudantes organizadores da manifestação, na Universidade da Virgínia, que transcorreu pacificamente.

Em 12 de agosto de 2017, centenas de supremacistas brancos – incluindo neonazistas, skinheads e membros do Ku Klux Klan – se reuniram em Charlottesville para protestar contra a decisão da cidade de remover uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque.

Os manifestantes de direita, do grupo "Unite the Right", marcharam com tochas na mão pelo campus da Universidade da Virgínia, gritando mensagens antissemitas e agredindo manifestantes contrários.

Heather Heyer, de 32 anos, morreu atropelada por um carro conduzido por um simpatizante de extrema direita, e 19 pessoas ficaram feridas. O número de mortos subiu para três quando um helicóptero da polícia que monitorava o evento caiu, matando dois militares.

A marcha deste sábado uniu sentimentos de esperança, luto, raiva e memória em Charlottesville. Muitos estudantes disseram estar desapontados com o fato de a resposta policial neste ano ser muito maior que a do ano passado.

"Por que vocês estão usando equipamentos antimotim? Não vemos motim algum aqui", gritaram ativistas contra policiais que formaram um cordão.

Kibiriti Majuto, representante da União dos Estudantes da Universidade da Virgínia, disse que os alunos foram obrigados a se deslocar para outra parte do campus porque não queriam ficar cercados no local onde haviam planejado a manifestação.

Majuto afirmou que a polícia não estava do lado dos ativistas no ano passado, quando supremacistas brancos cercaram manifestantes contrários numa rotatória. "Policiais e [Ku Klux] Klan andam de mãos dadas", disse.

Os eventos em memória da violência de um ano atrás incluíram uma "manhã de reflexão e renovação" na universidade, com música, poesia e um discurso do presidente da Universidade da Virgínia, James Ryan, que pediu desculpas pela falta de ação da instituição em meio à violência de 2017.

Ryan lembrou como um grupo de estudantes e moradores enfrentou supremacistas brancos perto de uma estátua de Thomas Jefferson no campus, falando em "um momento notável de coragem".

Uma investigação independente liderada por um procurador federal sobre a violência do ano passado apontou que o caos foi resultado de uma resposta passiva das forças de segurança e falta de preparo e coordenação entre as polícias estadual e municipal.

Neste primeiro aniversário dos acontecimentos, o mesmo grupo "Unite the Right" planeja uma nova concentração para este domingo em Washington, após não ter recebido autorização para realizá-lo em Charlottesville.

Reação de Trump

O presidente americano, Donald Trump, se manifestou no Twitter sobre o ocorrido em Charlottesville há um ano.

"Os tumultos em Charlottesville há um ano resultaram em morte e divisão sem sentido. Precisamos nos unir como nação. Condeno todos os tipos de racismo e atos de violência. Paz para todos os americanos", escreveu.

Após a violência do ano passado, Trump foi alvo de críticas ao incialmente condenar "o ódio e o fanatismo" e qualificar de "terrível" o incidente, mas não citar expressamente os supremacistas brancos que tinham convocado a marcha.

Neste sábado, filha do presidente Ivanka Trumo também condenou a violência em Charlottesville via Twitter. "Enquantos os americanos são abençoados por viver numa nação que protege a liberdade, a liberdade de expressão e a diversidade de opinião, não há lugar oara supremacia branca, racismo e neonazismo no nosso grande país."

LPF/rtr/ap/lusa/efe

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