ONU emite alerta sobre racismo nos EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 23.08.2017
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estados unidos

ONU emite alerta sobre racismo nos EUA

Comitê das Nações Unidas pede que políticos e autoridades condenem incondicionalmente discurso de ódio racial. Raramente usada, advertência formal chama atenção para possível conflito civil.

Em 12 de agosto, supremacistas brancos entraram em confronto com manifestantes antirracismo em Charlottesville, na Virgínia

Em 12 de agosto, supremacistas brancos e manifestantes antirracismo foram às ruas de Charlottesville

Um comitê da ONU encarregado de combater o racismo emitiu, nesta quarta-feira (23/08), uma advertência sobre a situação nos Estados Unidos, uma medida raramente usada para sinalizar o surgimento de um possível conflito civil.

O Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial disse que invocou seu "procedimento de advertência precoce e ação urgente" devido à proliferação de manifestações racistas nos EUA. O comitê apontou em particular os tumultos em Charlottesville, no estado da Virgínia, onde uma mulher foi morta em 12 de agosto depois que um supremacista branco jogou seu veículo contra um grupo de manifestantes antirracismo.

O órgão, parte do gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pode emitir um aviso formal para ajudar a evitar que "problemas existentes se transformem num conflito" ou "impedir a retomada de um conflito que ocorreu anteriormente", de acordo com sua página oficial na internet.

O presidente americano, Donald Trump, foi amplamente criticado por sua reação aos confrontos em Charlottesville, depois que ele atribuiu responsabilidades "aos dois lados" pela violência.

Sem mencionar Trump, o comitê da ONU instou Washington, "assim como os políticos e os responsáveis públicos, a rejeitarem e condenarem inequivocamente e incondicionalmente os discursos racistas de ódio".

"Estamos alarmados com as manifestações racistas, com slogans, cantos e saudações de nacionalistas brancos, neonazistas e do Ku Klux Klan, que promovam a supremacia branca e incitam à discriminação racial e ao ódio", sublinhou a presidente do comitê, Anastasia Crickley.

O comitê monitora o cumprimento da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, que os Estados Unidos ratificaram em 1994. A advertência aos EUA foi o sétimo alerta do tipo emitido nos últimos dez anos. Os outros tiveram como alvo sobretudo países envolvidos em conflitos étnicos e religiosos, entre eles Burundi, Nigéria, Iraque e Costa do Marfim.

PV/lusa/afp/dpa

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