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Lufthansa cancela voos na Alemanha em meio à 4ª greve do ano

13 de abril de 2026

Paralisação de pilotos começou nesta segunda e está prevista para durar 48 horas, afetando voos de curta e longa distância. Empresa e categoria não conseguem chegar a acordo sobre planos de pensão.

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Aviões no pátio
Aviões da Lufthansa parados no pátio do aeroporto de Munique no primeiro dia da greve dos pilotos Foto: Matthias Schrader/AP Photo/picture alliance

Os pilotos da companhia aérea alemã Lufthansa iniciaram nesta segunda-feira (13/04) mais uma greve. E a quarta paralisação a atingir o grupo neste ano. Operações da Lufthansa Cargo e das subsidiárias Eurowings e CityLine também são afetadas pela greve, prevista para durar 48 horas.

O sindicato dos pilotos Vereinigung Cockpit (VC), que convocou a paralisação, informou que mais de 700 voos foram cancelados apenas nesta segunda.

Cerca de dois terços dos voos de curta distância e metade dos voos de longa distância dessas empresas devem sofrer com a paralisação nos dois dias, segundo afirmou um porta-voz da Lufthansa à agência de notícias AFP. No caso da Eurowings, a greve vai durar 24 horas e cancelar 40% dos voos.

Os terminais de Frankfurt e Munique serão os mais afetados. Por ora, os sites dos dois aeroportos indicam cancelamento do voo LH 500, que partiria nesta segunda de Frankfurt para o Rio de Janeiro às 22h15. O mesmo voo da terça-feira (14/03) foi postergado para as 8h de quarta (15/03).

O voo LH 501, do Rio de Janeiro para Frankfurt, com chegada prevista para as 8h35 de terça-feira, também foi cancelado. 

A página inicial do Aeroporto de Frankfurt, o mais movimentado da Alemanha, indicava nesta segunda que a maioria das partidas da Lufthansa dentro da Europa havia sido cancelada.

O de Munique, o segundo mais movimentado, parecia exibir apenas os voos ainda programados na janela de pesquisa de partidas. No entanto, incluía um aviso aos passageiros da Lufthansa e da Eurowings sobre "graves perturbações" relacionadas à greve, orientando-os a verificar com suas companhias aéreas se há notícias de cancelamentos.

A companhia informou que 75% das operações de todas as 14 empresas do grupo serão mantidas nesses dois dias. 

Negociações sobre pensão

O grupo alemão enfrenta dificuldades para negociar tanto com o sindicato dos pilotos, Vereinigung Cockpit (VC), como com o sindicato dos comissários de bordo UFO, que entrou em greve na semana passada.

A greve dos pilotos gira em torno de disputas salariais, incluindo o plano de pensão da empresa e a remuneração na subsidiária regional CityLine.

A companhia aérea criticou a decisão do sindicato de entrar em greve, poucos dias depois de anunciar um acordo para pilotos e funcionários de terra com o sindicato rival Verdi.

A empresa afirmou que a principal exigência do sindicato "de dobrar o excelente plano de pensão da empresa é absurda e impossível de ser atendida".

O VC, por sua vez, atribuiu grande parte da culpa à Lufthansa.

"O Vereinigung Cockpit se vê forçado a tomar essa medida, depois que o empregador não demonstrou nenhuma disposição reconhecível para uma solução em várias disputas salariais", disse o presidente do VC, Andreas Pinheiro.

"Apesar de termos nos abstido conscientemente de entrar em greve durante os feriados da Páscoa, ainda não surgiram ofertas que valham a pena levar a sério. Nesse período, não houve nenhuma reação nem sinais reconhecíveis de disposição para negociar por parte do empregador."

Nem todos os pilotos das companhias aéreas da Lufthansa são membros do VC, e a participação total na greve também não está garantida.

Voos para o Oriente Médio fora da greve

O VC afirmou que não entraria em greve nos voos autorizados para diversos destinos no Oriente Médio, dado o cenário de incertezas posto há mais de um mês pelo conflito no Irã, que se alastrou pela região.

Os voos da Lufthansa e da Lufthansa Cityline da Alemanha para o Azerbaijão, Bahrein, Egito, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iêmen estarão todos isentos da greve, de acordo com o VC.

"A Lufthansa está trabalhando intensamente para minimizar ao máximo o impacto sobre nossos passageiros. Estamos tentando que o maior número possível de voos seja operado por outras companhias aéreas do Grupo Lufthansa e por companhias aéreas parceiras", informou a Lufthansa em seu site.

A empresa também informou aos passageiros cujos voos foram totalmente cancelados que eles poderiam trocar suas passagens por bilhetes de trem da Deutsche Bahn, a empresa ferroviária alemã.

sf (EFE, dpa)