Longa de ficção ″Underdogs″ estréia em penitenciária de Berlim | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 24.07.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Cultura

Longa de ficção "Underdogs" estréia em penitenciária de Berlim

Longa de ficção do diretor Jan Hinrik Drevs estréia em Berlim para platéia de detentos na penitenciária de Moabit. No filme, cães são usados para sensibilizar e ressocializar criminosos que se encontram na prisão.

default

Prell (Ingo Naujoks), Mosk (Thomas Sarbacher) e 'Döner' (Kida Ramadan) em cena de 'Underdogs'

Num salão onde, no dia-a-dia, os detentos cuidam da limpeza de sacolas, foi exibido o longa Underdogs, que narra como o contato com os animais pode influenciar o comportamento de homens que pagam pena por terem cometido crimes graves.

Na sessão organizada na penitenciária berlinense de Moabit, aproximadamente 50 detentos puderam assistir ao filme do diretor alemão Jan Hinrik Drevs, que entra em cartaz em todo o país nesta quinta-feira (24/07).

Risos e aplausos

Como numa estréia "do lado de fora", houve no fim da exibição aplausos, gritos e assobios em tom de elogio. Durante a sessão, ecoavam as risadas quando algum detalhe peculiar ao quotidiano de uma penitenciária era narrado na tela, como o transporte de bebidas alcoólicas através de um barbante, da janela de uma cela a outra, noutro andar do prédio.

Filmszene Underdogs Wüste Filmproduktion

Mosk (Thomas Sarbacher) em conversa com a diretora da penitenciária Gloria Cornelius (Clelia Sarto) e com o adestrador de cães Wache (Hark Bohm)

Diante da reação positiva, o diretor Drevs lembra que o filme foi pensado, feito e agora está sendo exibido dentro da prisão. O roteiro narra a forma como o protagonista Mosk, interpretado pelo ator Thomas Sarbacher, recebe um filhote de labrador, a ser treinado para guiar cegos.

De início, o detento, obrigado a abrigar o cão em sua cela, rejeita a idéia e chama o animal apenas de "cão". Com o tempo, Mosk vai se sensibilizando e dá o nome de Grappa ao cachorro.

Sensibilidade sem uso de clichês

Drevs teve a idéia do roteiro quando trabalhava num documentário nos Estados Unidos e, durante uma visita a uma penitenciária, soube que ali eram usados cães a fim de ressocializar os detentos. O diretor disse que ignora a existência de projetos semelhantes na Alemanha.

No fim da exibição, funcionários da penintenciária agradeceram a Drevs e sua equipe pelo "filme sensível", que não se deixa aprisionar "pelo sensacionalismo e por clichês" acerca do dia-a-dia na prisão.

Leia mais