Líder do ″Estado Islâmico″ na Alemanha é condenado a 10 anos de prisão | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.02.2021

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Alemanha

Líder do "Estado Islâmico" na Alemanha é condenado a 10 anos de prisão

O iraquiano Abu Walaa era imã numa mesquita considerada centro da cena islamista no país europeu e é acusado de recrutar jovens para a organização terrorista.

Abu Walaa durante o julgamento no tribunal de Celle

Abu Walaa chegou à Alemanha em 2001 e era conhecido das autoridades alemãs desde 2015

Um iraquiano de 37 anos apontado como chefe na Alemanha da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) foi condenado a dez anos e meio de prisão, nesta quarta-feira (24/02), sob a acusação de terrorismo.

O iraquiano, conhecido como Abu Walaa, é apontado como o principal aliciador do "Estado Islâmico" na Alemanha. O tribunal da cidade de Celle o condenou por recrutar jovens para a organização, radicalizá-los e depois ajudá-los a viajar para os territórios então ocupados pela milícia no Iraque e na Síria.

Segundo os juízes, Walaa era o principal representante do "Estado Islâmico" na Alemanha e tinha autorização para agir em nome da organização. Ele atuava como imã numa mesquita que era um epicentro da cena islamista alemã.

Walaa foi detido em novembro de 2016. A mesquita em que atuava, em Hildesheim, na Baixa Saxônia, foi fechada em março de 2017, e o julgamento começou em setembro do mesmo ano.

O iraquiano chegou à Alemanha em 2001, como requerente de refúgio. Ele era conhecido das autoridades alemãs desde 2015.

Segundo a acusação, ele recrutou ao menos oito pessoas, principalmente jovens, entre eles dois irmãos gêmeos que cometeram um atentado suicida no Iraque, em 2015, que deixou vários mortos.

Outras três pessoas que também faziam parte da cena islamista alemã foram condenadas a penas que variam de quatro a oito anos de prisão. Uma delas conviveu com o tunesino Anis Amri, autor do atentado com um caminhão num mercado de Natal de Berlim, em dezembro de 2016.

Walaa era conhecido dos frequentadores da mesquita em Hildesheim e também tinha uma grande presença nas redes sociais. Seus seguidores podiam entrar em contato direto com ele pelo aplicativo Telegram. Ele tinha até mesmo um app próprio, além de um canal no YouTube e uma página no Facebook.

as/lf (DPA, AFP, DW)

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