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A perda do Moskva, que liderava a ofensiva naval russa, é um dos episódios mais negativos para as forças de Moscou na Ucrânia
A perda do Moskva, que liderava a ofensiva naval russa, é um dos episódios mais negativos para as forças de Moscou na UcrâniaFoto: AFP

Kremlin admite 27 desaparecidos no naufrágio do Moskva

23 de abril de 2022

Ministério da Defesa muda discurso e diz que um marinheiro morreu, mas ainda não admite que navio tenha sido atingido por mísseis ucranianos. Cruzador liderava frota no Mar Negro e teve papel central no cerco a Mariupol.

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O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira (22/04) que um marinheiro morreu e 27 ainda estão desaparecidos após o afundamento do cruzador de mísseis Moskva, na semana passada.

Esta é a primeira vez que as autoridades em Moscou se referem à tripulação do navio de guerra, depois de dias de tensões e apreensão das famílias dos marinheiros. O Kremlin, porém, ainda se recusa a admitir que o Moskva teria afundado após ter sido atingido por mísseis ucranianos.

A perda do navio, que liderava a ofensiva naval russa no Mar Negro e teve papel central no cerco a Mariupol, é um dos episódios mais negativos para as forças russas desde o início da invasão à Ucrânia.

"Como resultado do incêndio do dia 13 de abril, o cruzador de mísseis Moskva ficou gravemente danificado devido a detonação de munições", disse o Ministério da Defesa, em comunicado. "Um soldado morreu e 27 tripulantes estão desaparecidos."

Segundo o órgão, os outros 396 membros da tripulação foram retirados da embarcação. Inicialmente, as autoridades russas haviam afirmado que todos os tripulantes tinham sido resgatados.

Famílias exigem informações 

O Pentágono, em Washington, afirmou que o Moskva afundou depois de ter sido atingido por dois mísseis ucranianos.

Após o incidente, familiares dos marinheiros recorreram às redes sociais para exigir informações sobre seus entes queridos. Muitas famílias reclamaram que eles estavam desaparecidos e que não conseguiam localizá-los.

O Ministério da Defesa assegurou que fornece "toda assistência e apoio necessário às famílias do morto e dos desaparecidos", e que a "maioria absoluta" dos soldados resgatados expressou o desejo de continuar a servir em outros navios da frota do Mar Negro.

Ao ser perguntado sobre incidente com o Moskva, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse nesta sexta-feira que o Kremlin não está em posição de revelar detalhes sobre o ocorrido.

O portal independente de notícias Meduza, publicado em russo, informou que, segundo uma fonte próxima ao comando da frota do Mar Negro, 37 marinheiros teriam morrido no naufrágio. Em torno de 100 soldados estariam feridos, e o número de desaparecidos é desconhecido.

De acordo com a reportagem, haveria em torno de 500 pessoas a bordo no momento em que o Moskva foi atingido.

rc (AFP, DPA)

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