Juventude alemã consome menos drogas leves | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 12.02.2012
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Alemanha

Juventude alemã consome menos drogas leves

Um estudo do governo em Berlim revelou que cigarro, maconha e álcool são consumidos com menos frequência por jovens alemães. No entanto, não há razões para diminuir a gravidade do problema.

Que quantidade de drogas é consumida realmente pela juventude alemã? Essa foi a pergunta da Central Federal de Educação sobre a Saúde (BZgA, na sigla em alemão) em seu atual estudo "A tendência do consumo de drogas por jovens na República Federal da Alemanha 2011". Especificamente, o estudo aborda o consumo de nicotina, álcool e maconha. Cinco mil adolescentes e adultos jovens entre 12 e 25 anos relataram a respeito da relação com essas drogas.

Tendência de não fumar, declínio da cannabis

Peter Lang, da BZgA

Peter Lang, da BZgA

Peter Lang, da Central Federal de Educação sobre a Saúde, está particularmente satisfeito com o fato de a tendência de haver cada vez menos fumantes não ter se modificado. "O número de adolescentes entre 12 e 17 anos que nunca fumaram aumentou, desde 2001, de 40% para 71%", diz ele. Em 2001, 28% dos jovens dessa faixa etária eram fumantes, hoje são somente 12%. Também o consumo de maconha caiu entre os jovens de 12 a 17 anos.

Lang atribui essa evolução positiva ao trabalho educacional da BZgA – com oferta direcionada na internet, folhetos e eventos nas escolas. Ele explica que a legislação também contribuiu para o declínio do tabagismo, através de medidas como a expansão da proibição de fumar, o aumento do preço dos cigarros e a existência de distribuidores automáticos de cigarros, que só funcionam com cartões de débito.

Álcool: o problema dos jovens

Consumo de álcool entre adolescentes continua preocupante

Consumo de álcool entre adolescentes continua preocupante

O consumo de álcool entre os adolescentes de 12 a 17 anos diminuiu ligeiramente. O grupo entre 18 e 25 anos, no entanto, ingere bebidas alcoólicas regularmente. Para ensinar as crianças como lidar responsavelmente com vinho, cerveja e bebidas com alto teor alcoólico, a BZgA aposta nos pais e nas escolas. Nestas, a Central Federal oferece seminários participativos e discussões. "São abordados a propaganda, o risco do consumo de álcool, vivências no cotidiano familiar e na vida social. São medidas de apoio aos jovens", diz Lang.

Especialmente aqueles que já se tornaram viciados em álcool precisam de apoio, explica o professor Rainer Thomasius, diretor do Centro Alemão de Questões Ligadas ao Vício na Infância e na Adolescência (DZSKJ, na sigla em alemão). "Temos um grupo de 7% a 8% dos adolescentes entre 14 e 18 anos, que consome álcool de maneira arriscada".

As crianças e os jovens têm boas chances quando são tratados contra o vício, uma vez que este ainda não se desenvolveu durante décadas, como é o caso dos adultos alcoólatras, diz Thomasius.

Vício dos pais, sofrimento das crianças

Rainer Thomasius, diretor da DZSKJ

Rainer Thomasius, diretor da DZSKJ

Drogas também podem ser prejudiciais para crianças e adolescentes, mesmo quando eles não as consomam. Filhos de pais viciados sofrem especialmente com isso. Eles costumam assumir o papel dos pais, quando estes não estão em condições de assumir suas responsabilidades paternas e maternas. "Isso desperta temores e causa desorientação", descreve Anna Bunning. A pedagoga é gestora do projeto KidKit, uma oferta na internet direcionada a filhos de viciados.

Neste site, crianças e jovens podem receber aconselhamento online ou se comunicar através das salas de bate-papo. Muitas vezes, eles ouvem falar pela primeira vez que dividem o mesmo destino com outras crianças. Isso já é uma grande ajuda, diz Bunning, porque essas crianças são muitas vezes bastante solitárias.

Internet como vício

Internet também pode viciar

Internet também pode viciar

Apesar da evolução positiva documentada no estudo da BZgA, os serviços de prevenção e aconselhamento continuarão a se ocupar da conduta das crianças e adolescentes frente às drogas. Pois, além das substâncias que causam dependência, como álcool, nicotina e cannabis, cada vez mais o uso patológico da internet assume um papel na questão do vício.

Recentemente, a Central Federal disponibilizou um site, diz Peter Lang, no qual jovens podem ser esclarecidos sobre o uso abusivo da internet. "Eles mesmos podem avaliar se estão lidando com a web de forma sensata ou se estão negligenciando seus contatos sociais."

Autora: Beatriz Beuthner
Revisão: Soraia Vilela

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