Justiça ordena prisão de ex-chefe de campanha de Trump | Notícias internacionais e análises | DW | 15.06.2018
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Estados Unidos

Justiça ordena prisão de ex-chefe de campanha de Trump

Juíza dos EUA decide que Paul Manafort, acusado de uma série de crimes, deve aguardar julgamento sob custódia. Ele é o primeiro ex-membro da equipe republicana a ser preso no âmbito do inquérito sobre a ingerência russa.

Paul Manafort

Paul Manafort dirigiu a campanha presidencial de Donald Trump durante cinco meses

Uma juíza federal dos Estados Unidos ordenou nesta sexta-feira (15/06) a prisão imediata de Paul Manafort, ex-chefe da campanha de Donald Trump à presidência americana, uma semana depois de ele ter sido denunciado pelo procurador especial Robert Mueller por obstrução de Justiça.

Manafort é uma das figuras centrais das investigações de Mueller sobre a influência da Rússia nas eleições presidenciais americanas de 2016, além de possíveis ligações entre a campanha de Trump e o governo em Moscou. O empresário e operador político é o primeiro ex-integrante da equipe eleitoral do republicano a ser preso.

Além da mais recente denúncia por obstrução de Justiça, Manafort enfrenta uma série de outras acusações, no Distrito de Columbia e no estado da Virgínia, que incluem conspiração contra os Estados Unidos, fraude fiscal e lavagem de dinheiro.

Nem todas as denúncias são diretamente relacionadas à campanha republicana. Algumas correspondem a trabalhos exercidos por Manafort a políticos pró-Rússia na Ucrânia entre 2004 e 2014, incluindo o então presidente ucraniano Viktor Yanukovytch, deposto em 2014.

Ao longo dos últimos meses, Manafort, de 69 anos, vinha aguardando julgamento em prisão domiciliar em sua residência em Alexandria, na Virgínia, nos arredores de Washington, e usava um dispositivo de monitoramento eletrônico.

Na semana passada, contudo, Mueller trouxe à tona novas acusações contra o empresário, dessa vez por obstrução de Justiça, alegando que, durante a prisão domiciliar, ele teria agido para manipular testemunhas de seu caso ao entrar em contato com elas e tentar articular seus depoimentos.

Na ocasião, os promotores defenderam que não havia outra forma de garantir que Manafort cumprisse com as ordens se não fosse aguardando seu julgamento na prisão.

Nesta sexta-feira, a juíza Amy Berman Jackson, do Distrito de Columbia, decidiu acatar a medida, afirmando que o ex-chefe de campanha "abusou da confiança depositada nele" e tratou o processo judicial como "apenas mais um exercício de marketing".

A decisão foi tomada durante uma audiência num tribunal federal em Washington, com a presença de Manafort. Ao ser levado sob custódia por agentes de segurança, o acusado deu um último aceno à sua esposa, segundo repórteres presentes no local. Ele não estava algemado.

Em mensagens no Twitter, Trump classificou a ordem de prisão de "muito injusta". "Que sentença dura para Paul Manafort, que representou Ronald Reagan, Bob Dole e muitos outros políticos e campanhas importantes", declarou o presidente, que, anteriormente, tentou se distanciar de seu ex-assessor.

Em conversa com jornalistas, Trump minimizou a influência de Manafort em sua campanha, afirmando ter trabalhado com ele "por um período muito curto de tempo". "Ele trabalhou para mim durante 49 dias, ou algo assim?", indagou o presidente.

Na verdade, o empresário dirigiu a campanha eleitoral do republicano por cinco meses, além de ter continuado como assessor de Trump durante o período de transição presidencial.

O FBI investiga Manafort pelo menos desde 2014. Em julho do ano passado, agentes da polícia federal fizeram buscas em sua casa, onde apreenderam documentos e outros materiais. A ação fez parte das investigações sobre a interferência russa nas eleições.

Pelas acusações que enfrenta no Distrito de Columbia, Manafort pode ser condenado a até 20 anos de prisão. Na Virgínia, por sua vez, as condenações podem chegar a 270 anos, o que significa que ele pode passar o resto da vida na cadeia caso seja declarado culpado.

EK/afp/dpa/lusa/rtr/ots

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