Julgamento de impeachment de Trump no Senado começa em fevereiro | Notícias internacionais e análises | DW | 23.01.2021

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Estados Unidos

Julgamento de impeachment de Trump no Senado começa em fevereiro

Acordo entre democratas e republicanos prevê envio das acusações da Câmara ao Senado na segunda-feira, mas que apresentação dos argumentos iniciais comece apenas duas semanas depois.

Donald Trump discursa com bandeira dos EUA ao fundo

Trump é acusado de "incitar uma rebelião" pelo violento ataque ao Capitólio em 6 de janeiro

O segundo julgamento político do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump começará formalmente na segunda semana de fevereiro, informou na noite desta sexta-feira (22/11) o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, após um acordo com os republicanos.

Trump é acusado de "incitar uma rebelião" pelo violento ataque ao Capitólio em 6 de janeiro por centenas de seus apoiadores e que deixou cinco mortos, incluindo um policial.

"Todos queremos deixar para trás este horrível capítulo da história da nossa nação. Mas a concórdia e a unidade só virão com verdade e responsabilização, e é isso que este julgamento irá permitir", disse Schumer.

O acordo entre democratas e republicanos prevê que os artigos de destituição de Trump sejam enviados para o Senado na segunda-feira ao final do dia, e que na terça-feira tenham início os procedimentos iniciais. 

Tempo para defesa

Contudo, a apresentação dos argumentos iniciais ficou agendada apenas para a semana de 8 de fevereiro, permitindo que até lá o Senado se mantenha focado nas audiências, já em curso, de confirmação dos nomeados para o gabinete do novo presidente, o democrata Joe Biden, e na discussão sobre as medidas de emergência relacionadas com a pandemia de covid-19.

O período de duas semanas até início dos procedimentos foi proposto pelos republicanos, para que a equipe jurídica do ex-presidente tenha mais tempo para preparar a sua defesa. 

Embora o processo não possa mais resultar no impeachment de Trump, que completou seu mandato na última quarta-feira, os democratas estão confiantes que possibilitará a desqualificação do ex-presidente para ocupar um novo cargo político no futuro.

Schumer afirmou que ele e McConnell continuarão a negociar a duração e o formato do julgamento. "Mas não se enganem, o julgamento será realizado no Senado dos Estados Unidos, e haverá uma votação sobre condenar ou não o presidente", ressaltou o democrata. "Será um julgamento completo, será um julgamento justo", acrescentou.

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, também do Partido Democrata, disse em comunicado estar "atenta à equanimidade do processo" e enfatizou que Trump terá o mesmo tempo para preparar sua defesa que os congressistas que atuarão como "procuradores".

Apoio de republicanos no Senado

Embora agora os democratas controlem o Senado – com 48 cadeiras, o apoio de dois senadores independentes e o voto de minerva da vice-presidente, Kamala Harris –, eles ainda precisarão do apoio de pelo menos 17 republicanos para condenar Trump, já que são necessários dois terços dos votos. Na Câmara, dez republicanos votaram com os democratas, a favor do impeachment.

Entretanto, poucos senadores republicanos se mostraram publicamente favoráveis à destituição, apesar de terem se pronunciado criticamente em relação ao comportamento do ex-presidente antes e durante a invasão do Capitólio.

Lindsey Graham, um dos principais senadores republicanos e aliado de Trump, afirmou sexta-feira que os argumentos constitucionais contra a possibilidade de um ex-presidente ser destituído são "muito convincentes", algo que os democratas rejeitam. Graham também insinuou que a defesa de Trump afirmará que as suas declarações no comício que antecedeu a invasão do Capitólio não podem ser consideradas "incitamento" à violência.

Mitch McConnell, líder republicano no Senado, não disse qual seria o seu voto, mas descreveu as palavras de Trump antes da invasão como "provocação".

Primeiro presidente da história dos EUA a ser submetido a dois processos de impeachment, Trump saiu vitorioso do primeiro julgamento, no início de 2020, que teve no centro da polêmica suas pressões sobre o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski, para que investigasse possíveis esquemas de corrupção no país por parte de Hunter Biden, filho do então pré-candidato à Casa Branca, Joe Biden.

MD/efe/lusa/ap