Juiz suspende atividades do Instituto Lula | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 09.05.2017
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Brasil

Juiz suspende atividades do Instituto Lula

Ao justificar suspensão, juiz federal argumenta que delitos podem ter sido "iniciados ou instigados" na sede da organização, em São Paulo. Decisão é divulgada um dia antes do ex-presidente prestar depoimento.

Instituto Lula foi alvo de busca da polícia em março de 2016

Instituto Lula foi alvo de busca da polícia em março de 2016

Um juiz substituto da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília ordenou a suspensão das atividades do Instituto Lula, alegando indícios de que delitos podem ter sido iniciados ou instigados na sede da organização, localizada em São Paulo.

A decisão foi tomada na última sexta-feira, porém, foi divulgada somente nesta terça-feira (09/05). Segundo o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, o próprio Lula mencionou que vários assuntos eram discutidos no instituto. O magistrado destacou que diversos depoimentos atribuem "a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal" no local.

"Há indícios abundantes de que [o Instituto Lula] se tratava de local com grande influência no cenário político do país, e que possíveis tratativas ali entabuladas fizeram eclodir várias linhas investigativas", completou o juiz, ao justificar a determinação para paralisar as atividades da organização.

O juiz determinou ainda que, além do presidente do Instituto Lula, a superintendência da Polícia Federal em São Paulo e a Junta Comercial paulista sejam comunicadas da medida cautelar.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o magistrado autorizou o pedido do Ministério Público Federal para colher documentos no local para uma ação judicial referente a um possível envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tentativa de obstruir a Lava Jato ao negociar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Ao G1, o assessor de imprensa do Instituto Lula, José Chrispiniano, disse que a organização ainda não havia sido notificada e, por isso, não iria comentar a decisão.

A decisão foi divulgada um dia antes de Lula prestar o primeiro depoimento para o juiz Sérgio Moro como réu em um processo da Operação Lava Jato. O ex-presidente é acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade do Guarujá, litoral de São Paulo, da empreiteira OAS como propina em troca de influência em contratos com a Petrobras.

Lula nega as acusações e diz que não é o proprietário do imóvel, que ainda está no nome da OAS.

CN/lusa/ots

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