Itália impõe vacinação obrigatória a todos os trabalhadores | Notícias internacionais e análises | DW | 16.09.2021

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Saúde

Itália impõe vacinação obrigatória a todos os trabalhadores

Quem não acatar medida para conter a covid-19 poderá ser suspenso e ficar sem receber salário, além de pagar multa. França adota mesma medida para o setor da saúde. Ambos os países exigem comprovação ou testes negativos.

Jovem é vacinado por profissional de Saúde em Baggiovara, Itália. Trabalhadores italianos que não cumprirem as novas regras terão de pagar multas de valores entre 600 e 1,5 mil euros

Trabalhadores italianos que não cumprirem novas regras terão de pagar multas de valores entre 600 e 1,5 mil euros

O governo da Itália aprovou nesta quinta-feira (16/09) uma das medidas anti-covid mais rígidas do planeta, ao obrigar os trabalhadores de todos os setores a comprovarem vacinação ou apresentarem teste negativo ou prova de que se recuperaram recentemente da doença para estarem aptos a trabalhar.

A nova regra, válida a partir de 15 de outubro, é o mais recente esforço do primeiro-ministro Mario Draghi para convencer a população a se vacinar, em um dos países mais duramente atingidos pela pandemia em toda a Europa.

Trabalhadores que não apresentarem as certificações exigidas ficarão suspensos ou não receberão pagamento, mas não podem ser demitidos. Os que não cumprirem as novas regras terão de pagar multas no valor de 600 a 1,5 mil euros. No caso dos empregadores, as punições serão de 400 a mil euros.

Este é o primeiro caso de obrigatoriedade total de vacinação, teste ou prova de recuperação para trabalhadores na Europa, e deve servir como um teste para os demais países do continente.

A Itália tem o segundo maior número de mortes no continente, atrás somente do Reino Unido, com mais de 130 mil óbitos desde o surgimento da doença. Em torno de 70% de sua população de 68 milhões recebeu ao menos uma dose da vacina.

Em março, a Itália já havia obrigado os profissionais de saúde a se vacinarem ou enfrentarem suspensões – medida que passou a valer na França também nesta quinta-feira. Até o momento, 728 médicos italianos já foram suspensos.

França impõe obrigatoriedade ao setor de saúde

Na França, em torno de 3 mil funcionários da saúde foram temporariamente suspensos por não cumprirem o prazo final para serem totalmente vacinados contra a covid-19, informou nesta quinta-feira o ministro francês da Saúde, Olivier Veran.

"Todos os que trabalham com pessoas vulneráveis em clínicas ou casas de repouso agora estão vacinados”, disse Veran após o final do prazo, que se encerrou nesta quarta-feira. Ele disse que houve apenas algumas dezenas de dispensas de funcionários da saúde que desafiaram por completo a exigência da vacinação.

Em torno de 2,7 milhões de pessoas na França devem ser vacinadas para que estejam aptas a trabalhar, principalmente no setor da saúde e nos serviços de emergência.

Os que receberam apenas uma dose dos imunizantes devem apresentar diariamente testes com resultados negativos até estarem totalmente vacinados. Os funcionários são até motivados a marcarem suas vacinações durante o horário de trabalho, para facilitar o processo.

rc (DPA, Reuters)

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