Israel se despede das máscaras ao ar livre | Notícias internacionais e análises | DW | 18.04.2021

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Coronavírus

Israel se despede das máscaras ao ar livre

Após um ano, máscaras deixam de ser obrigatórias em espaços abertos. País vacinou mais da metade da população com as duas doses do imunizante contra a covid-19 e viu despencar número de contágios e hospitalizações.

Mulher sorri enquanto faz selfie com uma criança no colo

"Estar sem máscara pela primeira vez em muito tempo parece esquisito. Mas é um esquisito muito bom"

Pela primeira vez em um ano, os israelenses puderam sair às ruas sem máscara neste domingo (18/04) – um passo importante em direção a relativa normalidade em tempos de pandemia, enquanto a vacinação em massa contra a covid-19 avança com rapidez no país.

Cerca de 81% dos cidadãos e residentes com mais de 16 anos já receberam as duas doses do imunizante em Israel – o país autorizou o uso da vacina da Pfizer-Biontech para essa faixa etária. Isso significa que mais da metade de toda a população israelense foi imunizada.

Com o avanço da campanha de vacinação, os números de contágio e hospitalizações caíram drasticamente, permitindo a flexibilização de algumas medidas antipandemia. Na última quinta-feira, o Ministério da Saúde israelense anunciou que o uso de máscaras não seria mais obrigatório em espaços públicos ao ar livre a partir deste domingo, um ano depois de a medida ter sido imposta no país de 9,3 milhões de habitantes.

A pasta reiterou, contudo, que a exigência de proteção facial ainda se aplica a espaços públicos fechados, e pediu aos cidadãos que tenham sempre máscaras à mão.

"Respirando livremente", dizia a manchete na capa do jornal Israel Hayom deste domingo.

"Estar sem máscara pela primeira vez em muito tempo parece esquisito. Mas é um esquisito muito bom", afirmou Amitai Hallgarten, de 19 anos, à agência de notícias Reuters, enquanto pegava sol em um parque. "Se eu preciso usar máscara em lugares fechados para acabar com isso [a pandemia], vou fazer tudo que eu puder."

A vacinação com as duas doses de quase 5 milhões de pessoas fez com que o número de casos de covid-19 em Israel caísse de cerca de 10.000 novas infecções por dia em meados de janeiro para cerca de 200 casos diários atualmente. Isso permitiu a reabertura de escolas, bares e restaurantes, bem como a permissão de outras reuniões em locais fechados.

Outras medidas

Também neste domingo, Israel permitiu a retomada completa de seu sistema educacional, sem restrições ao número de alunos nas salas de aula. Os professores foram instruídos a continuar ventilando as salas e manter o distanciamento físico entre os alunos durante as aulas e nos intervalos. Atividades extracurriculares, como teatro, permanecem proibidas.

Falando em uma escola de ensino médio em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que este é um dia de "festa" para as escolas, mas fez um apelo por precaução.

"Ainda não acabamos com o coronavírus. Ele ainda pode voltar", disse o chefe de governo, destacando que o país ainda precisa realizar "milhões de vacinações".

O país segue impondo outras restrições contra a covid-19, como a entrada de estrangeiros, que ainda permanece limitada. Israelenses não vacinados que retornam do exterior também precisam fazer quarentena, devido a temores de que novas variantes do vírus prejudiquem a vacinação.

O Ministério da Saúde israelense informou ter identificado no país sete casos de uma nova variante originária da Índia, cujo poder de contágio ainda está sendo avaliado.

Situação é outra para os palestinos

A situação em Israel contrasta fortemente com o que se observa na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza, onde as taxas de infecção permanecem altas e as imunizações são baixas.

Gaza, que é governada pelo movimento islâmico Hamas, disse neste domingo que registrou um recorde de 23 mortes ligadas ao coronavírus nas últimas 24 horas, somando agora 761 óbitos desde o início da pandemia.

Grupos de direitos humanos pediram a Israel que fornecesse vacinas aos 5,2 milhões de palestinos que vivem em Gaza e na Cisjordânia ocupada, mas o governo israelense argumenta que isso é responsabilidade da Autoridade Nacional Palestina.

O país, por outro lado, diz ter vacinado mais de 105 mil trabalhadores palestinos que possuem permissão para trabalhar em Israel e nos assentamentos.

ek (AFP, Reuters, Efe)

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