Israel anuncia que vai banir a Al Jazeera | Notícias internacionais e análises | DW | 06.08.2017
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Oriente Médio

Israel anuncia que vai banir a Al Jazeera

Governo israelense afirma que vai fechar redações, retirar credenciais de jornalistas e bloquear sinal por cabo e satélite. Emissora do Catar é acusada de incitação à violência e apoio ao terrorismo.

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Redação da Al Jazeera em Jerusalém

O governo de Israel anunciou neste domingo (06/08) a intenção de fechar as redações no país da emissora Al Jazeera, que é acusada de incitar à violência e apoiar o terrorismo. Uma data para o fechamento não foi divulgada.

Há vários anos que as autoridades israelenses acusam a Al Jazeera de parcialidade na cobertura do conflito israelo-palestino. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia dito, no fim de julho, que pretendia expulsar a emissora financiada pelo Catar.

Entenda: Por que o pequeno Catar incomoda tanto?

O Ministério das Comunicações de Israel anunciou que vai cancelar as credenciais dos jornalistas da emissora e interromper as transmissões por cabo e satélite. O Ministério da Segurança Interna anunciou que vai formalizar um procedimento para fechar as redações da cadeia televisiva.

As autoridades israelenses também vão tentar limitar a capacidade de transmissão da emissora através de sinal aberto, "que permite à maioria dos telespectadores da comunidade árabe israelense terem acesso" à Al Jazeera, acrescentou o Ministério das Comunicações, sem fornecer mais detalhes.

Israel se une, assim, à Arábia Saudita e à Jordânia, que recentemente fecharam as redações locais da emissora do Catar. Canais da Al Jazeera foram bloqueados na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos, no Egito e no Bahrein.

O ministro israelense das Comunicações, Ayoob Kara, afirmou que "quase todos os países na nossa região constataram que a Al Jazeera apoia o terrorismo e a radicalização religiosa". Ele afirmou que a emissora do Catar é um instrumento do "Estado Islâmico", do Hamas, do Hisbolá e do Irã.

A Al Jazeera não comentou oficialmente a decisão de Israel nem respondeu à acusações, mas um diretor ouvido pela agência de notícias AFP disse que a emissora lamenta a decisão por parte de um estado "que é chamado de o único democrático do Oriente Médio". Ele disse que a cobertura da emissora sobre o conflito israelo-palestino é profissional e objetiva.

Os árabes israelenses, descendentes dos palestinos que permaneceram nas suas terras após a formação do Estado de Israel, em 1948, representam 17,5% da população de Israel, de larga maioria judaica. Eles têm nacionalidade israelense, mas se consideram discriminados.

O anúncio sobre o fechamento da Al Jazeera surge após duas semanas de tensões em torno do Monte do Templo, em Jerusalém Oriental, onde o governo de Israel instalou um novo dispositivo de segurança que suscitou uma reação de revolta da população palestina. Israel acabou por recuar e desmontou os últimos elementos desse dispositivo.

AS/lusa/ap/afp

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