Israel anuncia construção de 2.500 casas na Cisjordânia | Notícias internacionais e análises | DW | 24.01.2017
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Mundo

Israel anuncia construção de 2.500 casas na Cisjordânia

Dias após Trump assumir a presidência nos EUA, governo israelense anuncia novos planos para expandir assentamentos. Porta-voz de Abbas critica decisão como obstáculo à paz e reforço ao extremismo.

Westjordanland Siedlung Beit El (picture-alliance/landov/S. Hatem)

Assentamento de Beit El, onde 100 das novas casas serão construídas

Israel anunciou nesta terça-feira (24/01) planos de construir 2.500 casas na Cisjordânia. Esta é a segunda declaração do governo israelense nesse sentido desde que Donald Trump assumiu a presidência nos EUA, há quatro dias, sinalizando que seria menos crítico em relação aos assentamentos judaicos do que seu predecessor.

Um comunicado do Ministério da Defesa aponta que a medida tem como objetivo suprir a demanda de novas moradias para "manter a vida cotidiana regular". A maior parte das casas será construída em blocos de assentamentos israelenses, aponta o texto.

"Cheguei a um acordo com o ministro da Defesa para a construção de 2.500 casas em Judeia e Samaria (Cisjordânia). Estamos construindo e vamos continuar a construir", escreveu no Twitter o primeiro-ministro israelense, Benjanmin Netanyahu.

Cerca de 350 mil israelenses vivem na Cisjordânia, e outros 200 mil em Jerusalém Oriental, cujo controle foi assumido por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, condenou os planos de Israel. "A decisão vai dificultar qualquer tentativa de restaurar a segurança e a estabilidade. Ela vai reforçar o extremismo e o terrorismo e colocar obstáculos no caminho de qualquer esforço de iniciar um processo de paz", afirmou.

A maioria dos países considera assentamentos ilegais e um obstáculo à paz israelo-palestina, por reduzirem e fragmentarem o território do qual os palestinos necessitam para ter um Estado viável. Israel discorda, citando ligações bíblicas, históricas e políticas com a região, assim como interesses de segurança.

Os projetos anunciados nesta terça-feira ainda precisam passar por outros âmbitos burocráticos, o que significa que o início das obras deve demorar.

Segundo Lior Amihai, líder da ONG Settlement Watch, que observa a evolução dos assentamentos, as 2.500 unidades representam a maior expansão de colônias judaicas desde que, em abril de 2014, as negociações de paz entre israelenses e palestinos fracassaram.

Apoio de Trump

Segundo o Ministério da Defesa israelense, 100 das novas casas serão construídas em Beit El, assentamento que, segundo a mídia israelense, foi financiado pela família do genro de Trump, Jared Kushner.

Durante a campanha eleitoral, Trump sinalizou que se desvincularia da oposição do ex-presidente Barack Obama aos assentamentos. No último domingo, dois dias após a posse do republicano,Israel anunciou a construção de 566 casas no território ocupado de Jerusalém Ocidental. Os projetos estavam prontos para ser aprovados há duas semanas, mas a votação foi atrasada a pedido de Netanyahu, a fim de não irritar o governo Obama.

Na corrida à Casa Branca, Trump também prometeu transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para a contestada Jerusalém.

A direita mais nacionalista israelense viu a eleição de Trump como uma luz verde para relançar a colonização do território palestino, e crescem as vozes para que sejam aprovados de forma imediata todo tipo de projetos e anexações.

LPF/efe/rtr/ap

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