Irã ataca cidades perto de complexo nuclear de Israel
Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 22 de março de 2026
O que você precisa saber
- Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã, e suas forças armadas se planejam para mais seis semanas de guerra
- Irã lança ataques contra cidades israelenses perto de complexo nuclear e contra base americana no Oceano Indico.
- ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
- No Líbano, ataques de Israel mataram mais de 1.000 pessoas em três semanas, diz governo. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas.
- Em Israel, 15 pessoas foram mortas por mísseis iranianos, e outras quatro morreram na Cisjordânia. Pelo menos 13 militares americanos foram mortos.
- Trump pede a aliados que enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz
- Irã ameaça atacar empresas americanas na região se EUA avançarem contra infraestrutura energética do país.
- Exército israelense confirma invasão terrestre do Líbano.
- Preços do gás e petróleo disparam.
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:
Trump lança ultimato e diz que Irã tem 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite de sábado (23/03) que os EUA "destruirão" as usinas de energia do Irã se o país não abrir o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.
O ultimato foi feito por Trump em uma publicação na rede no Truth Social.
"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS!", escreveu Trump
jps (ots)
Irã ataca cidades perto de complexo nuclear de Israel
O Irã atacou neste sábado (21/03) duas localidades próximas ao principal centro de pesquisa nuclear de Israel, deixando edifícios destruídos e dezenas de feridos. O ataque ocorreu poucas horas depois de a principal instalação de enriquecimento nuclear do Irã ter sido atingida.
Foi a primeira vez que o centro de pesquisa nuclear de Israel entrou na mira do Irã. As forças armadas de Israel afirmaram não ter conseguido interceptar os mísseis que atingiram as cidades de Dimona e Arad, no sul do país, as maiores próximas ao centro, localizado no deserto do Negev, uma região pouco povoada de Israel.
"Esta é uma noite muito difícil", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acrescentando que equipes de emergência adicionais estavam sendo enviadas ao local.
Imagens mostraram uma grande cratera ao lado do que pareciam ser prédios de apartamentos com as paredes externas arrancadas. O míssil parece ter atingido uma área aberta. Equipes de resgate afirmaram que o impacto direto em Arad causou danos generalizados em pelo menos 10 prédios de apartamentos, três dos quais ficaram gravemente danificados e com risco de desabamento. Pelo menos 64 pessoas foram levadas a hospitais. Em Dimona, 30 pessoas ficaram feridas.
Dimona fica a cerca de 20 quilômetros a oeste do centro de pesquisa nuclear e Arad a cerca de 35 quilômetros (21 milhas) ao norte.
Oficialmente, a usina de Dimona é um centro de pesquisa nuclear e de fornecimento de energia. Mas especialistas apontam que o local foi usado na fabricação de armas atômicas nas últimas décadas.
Israel é a única nação do Oriente Médio com armas nucleares, embora seus líderes se recusem a confirmar ou negar sua existência. A agência nuclear da ONU informou ma rede X que não havia recebido relatos de danos ao centro israelense ou de níveis anormais de radiação.
O Irã reivindicou o lançamento dos mísseis e disse que foi em "resposta" ao ataque "inimigo" contra seu complexo de Natanz.
"Se o regime israelense é incapaz de interceptar mísseis na área fortemente protegida de Dimona, isso é, operacionalmente, um sinal de que estamos entrando em uma nova fase da batalha", disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, antes que a notícia do ataque a Arad se espalhasse.
Israel negou, no início do sábado, qualquer responsabilidade pelo ataque à instalação nuclear iraniana de Natanz, a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã. Os iranianos afirmam que não houve vazamento.
A Agência Internacional de Energia Atômica informou que a maior parte dos cerca de 440 kg de urânio enriquecido do Irã está em outro local, sob os escombros de sua instalação em Isfahan.
jps (AP, AFP)
Países do G7 se dizem prontos a ajudar na segurança de Ormuz
Os ministros das Relações Exteriores do G7, grupo formado pelas economias mais ricas do mundo, disseram neste sábado (21/03) que estão prontos para tomar as medidas necessárias para restabelecer o fornecimento global de energia e reafirmaram a importância de salvaguardar as rotas marítimas, incluindo no Estreito de Ormuz.
"Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus aliados", disseram os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, assim como o chefe da diplomacia da UE, em um comunicado.
"Condenamos nos termos mais fortes os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura energética", afirmaram.
O Irã tem bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde flui um quinto do petróleo mundial, em retaliação à guerra travada contra o país por Estados Unidos e Israel. O fechamento da via marítima tem causado um aumento global do preço do petróleo.
md (Reuters, ots)
Irã precisa de garantias contra agressão, diz presidente do país
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ser necessário haver uma "cessação imediata" do que descreveu como agressão dos EUA e de Israel para pôr fim à guerra e ao conflito regional mais amplo, segundo publicou neste sábado a embaixada do Irã na Índia na plataforma X.
Pezeshkian conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
O presidente iraniano disse a Modi que o único caminho para dar fim à atual guerra e prevenir uma catástrofe regional mais ampla é, além do fim das agressões, a concessão de garantias de que tais agressões não ocorrerão no futuro.
Ele também pediu que o grupo Brics de nações emergentes — do qual a Índia é membro fundador, assim como o Brasil, e ao qual o Irã se juntou em 2024 — desempenhe um papel independente no conflito.
Segundo a publicação, Pezeshkian propôs ainda um arcabouço de segurança regional composto por países da Ásia Ocidental para garantir a paz sem interferência externa.
Irã lança mísseis contra base militar de EUA e Reino Unido
O Irã lançou mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no oceano Índico que abriga uma base militar estratégica do Reino Unido e dos Estados Unidos.
O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis do Irã" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os mísseis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã.
Os EUA descrevem a base de Diego Garcia como "plataforma praticamente indispensável" para operações de segurança no Oriente Médio, no sul da Ásia e no leste da África. Lar de cerca de 2,5 mil integrantes — em sua maioria americanos —, ela já apoiou operações militares americanas desde o Vietnã até o Iraque e o Afeganistão.
No ano passado, os EUA enviaram vários bombardeiros B‑2 Spirit, com capacidade nuclear, para Diego Garcia, em meio a uma intensa campanha de ataques aéreos contra os rebeldes houthis do Iêmen.
O Reino Unido inicialmente recusou permitir o uso da base para ataques americano‑israelenses contra o Irã. Mas, após a República Islâmica retaliar contra países vizinhos, o governo britânico afirmou que bombardeiros americanos poderiam usar Diego Garcia e outra base britânica para atacar os locais de lançamento de mísseis iranianos.
Na sexta‑feira (20/03), o governo britânico disse que isso inclui locais usados para atacar navios no Estreito de Ormuz. O Reino Unido insiste que bases britânicas só podem ser usadas para "operações defensivas específicas e limitadas".
Mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse no X que o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, "está colocando vidas britânicas em risco ao permitir que bases do Reino Unido sejam usadas para agressões contra o Irã".
O Irã atualmente mantém um limite autoimposto ao seu programa de mísseis balísticos, restringindo seu alcance a 2 mil quilômetros. No entanto, autoridades americanas há muito alegam que o programa espacial iraniano poderia permitir o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.
ht (AP)
EUA e Israel divergem na previsão para ataques contra o Irã
Com algumas horas de diferença, Israel e Estados Unidos ofereceram previsões distintas para a guerra contra o Irã.
Neste sábado (21/03), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que os ataques contra o Irã "aumentarão significativamente" na próxima semana. Pouco antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmara que considerava reduzir as operações militares no Oriente Médio.
Segundo o republicano, os EUA estão próximos de alcançar seus objetivos, mas outros países deveriam assumir a liderança na proteção do Estreito de Ormuz, cujo fechamento parcial ameaça um choque global de energia.
Enquanto isso, os Estados Unidos enviam mais navios de guerra e fuzileiros navais para a região, e o Irã ameaça atacar locais turísticos ao redor do mundo.
As mensagens contraditórias dos EUA vieram após uma nova alta nos preços do petróleo derrubar o mercado acionário americano. Em seguida, o governo Trump anunciou que suspenderia sanções sobre petróleo iraniano já carregado em navios, a fim de conter o disparo dos preços dos combustíveis.
De forma geral, Trump e seu governo têm enviado sinais ambíguos sobre os objetivos dos EUA ao longo da guerra, que agora entra na quarta semana, deixando tradicionais aliados americanos sem clareza sobre como reagir.
ht (AP, Reuters)
Ataque aéreo atinge maior instalação nuclear do Irã
A instalação nuclear de Natanz, no Irã, foi atingida neste sábado (21/03) por um ataque aéreo de Estados Unidos e Israel, reportou a agência oficial iraniana Mizan. Não teria havido vazamento de radiação, indicaram o mesmo veículo e a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).
Trata-se do principal local de enriquecimento de urânio do Irã, que já havia sido atingido na primeira semana da guerra no Oriente Médio. Imagens de satélite indicaram, à época, que várias edificações haviam sido afetadas, e a IAEA confirmou ter havido danos aos prédios de entrada. Segundo a agência nuclear das Nações Unidas, “nenhuma consequência radiológica” era esperada do ataque anterior.
O chefe da IAEA, Rafael Grossi, renovou neste sábado o "pedido de moderação por parte das forças armadas para evitar qualquer risco de acidente nuclear."
Natanz fica a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã, a capital iraniana. As instalações nucleares também já haviam sido alvo de ataques aéreos por Israel na guerra de 12 dias em junho de 2025 e também pelos Estados Unidos.
Após esses ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as instalações nucleares iranianas haviam sido "completamente e totalmente obliteradas".
Também neste sábado, o exército israelense afirmou ter iniciado uma onda de ataques contra membros da milícia libanesa Hezbollah, alinhada ao Irã, nos subúrbios de Beirute. Horas depois, houve incêndios, fortes explosões e fumaças na capital do Líbano.
O Irã, por sua vez, lançou foguetes contra o território israelense durante a noite e a manhã. Israel reportou ter interceptado ataques, enquanto serviços de emergência foram encaminhados para locais impactados na área de Tel Aviv. Havia imagens de danos materiais, sem relatos de feridos.
Segundo a Casa Branca, um dos principais objetivos da guerra deflagrada há três semanas é impedir que o Irã adquira armas nucleares. O país nega nega desenvolver um programa nuclear.
ht (AP, dpa)
Suíça bloqueia exportação de armas aos EUA devido à guerra no Irã
O governo suíço confirmou nesta sexta-feira que "não pode autorizar" as exportações de material de guerra para os Estados Unidos devido à participação deste país na guerra no Irã. A medida foi aplicada com base no princípio de neutralidade, que impede esse tipo de comércio com países em conflito.
A tradicional neutralidade suíça também impede a exportação de material de guerra para Israel e Irã, embora o país já não autorizasse exportações para esses dois há muitos anos, conforme indicado em comunicado do governo (no caso do Irã, há até mesmo um embargo em vigor).
A Suíça já havia indicado na semana passada que, desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, não havia autorizado nenhum pedido de exportação de armamento para os Estados Unidos, seu segundo maior comprador de material de guerra em 2025, embora essa posição tenha sido avaliada e esclarecida nesta sexta-feira na reunião do Conselho Federal (Executivo).
Na reunião, foi informado que as autorizações já em vigor para os Estados Unidos continuam válidas, uma vez que os bens não se destinam a fins militares; no entanto, elas serão periodicamente analisadas por um grupo de especialistas de vários ministérios, incluindo os de Economia, Relações Exteriores e Defesa, para determinar se cumprem o princípio da neutralidade.
Esse mesmo grupo, destacou o governo, também examinará periodicamente as exportações de bens de dupla utilização (militar e civil) e de determinados bens para o Irã, enquanto as destinadas a Israel manterão as restrições já em vigor.
No ano passado, as empresas suíças de armamento exportaram material de guerra no valor de 948,2 milhões de francos suíços (1.052,6 milhões de euros), cerca de 43% a mais do que no ano anterior.
Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador, atrás apenas da Alemanha, importando no valor de 94,2 milhões de francos suíços (105 milhões de euros), destinados principalmente a vários tipos de munição e componentes de aviões de combate.
jps (EFE)
EUA enviam mais 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio
As forças militares dos EUA estão reforçando sua presença no Oriente Médio, com mais três navios de guerra adicionais e cerca de 2.500 fuzileiros navais enviados para a região, em meio a especulações de que as operações poderiam se expandir para incluir ataques terrestres ao Irã.
Segundo membros do governo americano ouvidos pela agência Reuters, ainda não foi tomada nenhuma decisão de enviar tropas para o próprio Irã, mas os militares extras devem reforçar a capacidade para possíveis operações futuras na região.
Entre os navios enviados está o USS Boxer, um navio de assalto anfíbio.
A medida ocorre no momento em que autoridades de defesa dos EUA solicitam ao Congresso um adicional de US$ 200 bilhões para cobrir os esforços de guerra.
As Forças Armadas dos EUA já contam com cerca de 50.000 militares na região.
jps (DW, Reuters)
Líder supremo do Irã diz que inimigo está "derrotado"
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (20/03) que os inimigos da República Islâmica estão "derrotados" na guerra contra os Estados Unidos e Israel, em uma mensagem escrita para o Ano-Novo persa, o Nowruz.
"No momento, devido à unidade particular que foi criada entre vocês, nossos compatriotas, apesar de todas as diferenças de origem religiosa, intelectual, cultural e política, o inimigo foi derrotado", disse Khamenei, que ainda não apareceu em público desde que foi nomeado sucessor de seu pai, Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo no início da guerra.
Khamenei afirmou que o lema do ano será "economia de resistência sob a sombra da unidade nacional e da segurança nacional”, em uma referência aparente às dificuldades econômicas do país em meio à guerra em curso.
gq (AFP, DW)
Kiev envia unidades militares ao Oriente Médio para interceptar drones
A Ucrânia enviou unidades militares para vários países do Oriente Médio para ajudar a interceptar drones, afirmou o alto funcionário de defesa ucraniano Rustem Umerov.
Umerov disse em uma publicação no X que visitou os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait, no Golfo Pérsico, além da Jordânia e que teria destacado unidades para esses países.
"Especialistas militares ucranianos estão atuando em cada um desses países sob a coordenação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional", afirmou.
"Unidades de interceptação foram destacadas para proteger infraestrutura civil e crítica. Também está em andamento o trabalho para expandir as áreas de cobertura."
Umerov é o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, órgão que inclui o presidente Volodimir Zelenski, ministros e outras autoridades ucranianas de alto escalão.
As forças armadas ucranianas têm experiência em derrubar os drones kamikaze iranianos Shahed, também usados pela Rússia em sua invasão.
Teerã tem atacado alvos em países do Golfo Pérsico em resposta à campanha de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã.
gq (DW)
Trump chama aliados da Otan de "covardes" por não ajudarem contra o Irã
O presidente Donald Trump criticou os países-membros da Otan pelo que considerou uma falta de apoio à guerra dos Estados Unidos contra o Irã, chamando-os de "covardes".
"Eles não quiseram se juntar à luta para impedir que o Irã se tornasse uma potência nuclear", disse Trump em uma publicação na plataforma Truth Social, referindo-se a membros da aliança militar.
"Agora que a luta foi VENCIDA militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são forçados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma simples manobra militar que é a única razão para os altos preços do petróleo", disse ele.
"É tão fácil para eles fazerem isso, com tão pouco risco", afirmou.
Ele ainda disse que a aliança seria um "TIGRE DE PAPEL" sem os Estados Unidos.
Após o início da guerra, Trump solicitou ajuda aos aliados da Otan e também à China para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, importante passagem para o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico, que foi bloqueada pelo Irã após o início da ofensiva lançada pelos EUA e Israel.
Vários governos europeus descartaram cumprir o pedido dos EUA enquanto as hostilidades estiverem em andamento.
jps (DW)
Abu Dhabi prende mais de 100 por publicações nas redes sociais
Mais de 100 pessoas foram detidas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, por filmarem e divulgarem "informações falsas" sobre a guerra que envolve os Estados Unidos e Israel contra o Irã, anunciou a polícia local.
As autoridades de segurança do emirado detiveram "109 indivíduos de diversas nacionalidades que filmaram locais e incidentes (...) durante os acontecimentos atuais", segundo um comunicado da polícia publicado na plataforma X.
"Tais atos podem incitar ao ódio e espalhar boatos entre a população", afirmou a polícia na mesma nota.
Medidas semelhantes foram tomadas noutros países do Golfo Pérsico, uma vez que o Irã tem realizado ataques de retaliação contra interesses dos Estados Unidos na região, mas também visando infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás, aeroportos e áreas residenciais.
No Catar, as autoridades detiveram mais de 300 pessoas por disseminarem "informações falsas" durante o conflito. O Bahrein e o Kuwait também adotaram medidas semelhantes.
jps (Lusa)
Ataques no Irã matam porta-voz da Guarda Revolucionária
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou nesta sexta-feira (20/03) que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito.
Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o chefe de inteligência da milícia Basij, Esmail Ahmadi, foi morto em um ataque realizado na terça‑feira. A informação não foi confirmada até o momento pelo Irã.
A força paramilitar, responsável pela repressão popular no país e vinculada à Guarda Revolucionária, já havia perdido seu comandante, Gholamreza Soleimani, no mesmo ataque em Teerã.
O comunicado afirma que Ahmadi desempenhava um “papel central” na aplicação de mecanismos repressivos dentro do Irã.
gq (DW, OTS)
Netanyahu sugere construção de oleodutos até costa de Israel para contornar Ormuz
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, sugeriu nesta quinta-feira (19/03), a criação de rotas alternativas pelo Oriente Médio para contornar o gargalo do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra – o que pressiona preços de petróleo, fertilizantes e gás natural em todo o mundo.
"O que precisa ser feito é criar rotas alternativas. Em vez de passar pelos gargalos do Estreito de Ormuz e do Estreito de Bab el-Mandeb para garantir o fluxo de petróleo, basta ter oleodutos e gasodutos indo para o oeste através da Península Arábica, chegando até Israel, até os nossos portos no Mediterrâneo – aí você elimina esses gargalos de vez", afirmou Netanyahu, em coletiva de imprensa.
O líder de Israel, que trava o conflito contra o Irã ao lado dos Estados Unidos, também acrescentou que esses novos caminhos são "totalmente possíveis em breve".
Além disso, ele classificou como fracassadas as tentativas de fechar o estratégico Estreito de Ormuz. "O culto da morte no Irã está tentando chantagear o mundo fechando uma rota marítima internacional fundamental, o Estreito de Ormuz. Isso não vai funcionar", ratificou.
Se tais dutos forem efetivamente construídos no futuro, uma mudança de rota pode levar Israel a coletar pedágio do combustível e também exercer mais influência sobre países exportadores da região.
Desde o início do conflito, o transporte de commodities que utilizam largamente o gargalo entre o Golfo Pérsico e o de Omã para abastecimento mundial foi prejudicado. O barril de petróleo Brent, por exemplo, já ultrapassou o preço de cem dólares, patamar que não era atingido desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.
Netanyahu também disse que acredita que o conflito com o país dos aiatolás deverá chegar ao fim em breve. "Vejo essa guerra terminando muito mais rápido do que as pessoas pensam", declarou o israelense.
"Ao fim de 20 dias, posso anunciar que o Irã já não tem capacidade para enriquecer urânio e que já não tem capacidade para produzir mísseis balísticos", afirmou Netanyahu.
Netanyahu também classificou como "fake news" a alegação de que "Israel tenha, de alguma forma, arrastado os Estados Unidos para um conflito com o Irã" e elogiou a coordenação que considera sem precedentes entre os líderes dos dois países.
"Alguém acredita mesmo que se possa ditar ordens ao Presidente (norte-americano, Donald] Trump?", questionou.
fcl (afp, ots, Lusa)