Irã anuncia que ainda avalia proposta de paz dos EUA
Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 6 de maio de 2026
O que você precisa saber
- Irã anuncia que ainda avalia proposta de paz dos EUA
- França envia porta-aviões ao Estreito de Ormuz para preparar escolta
- Trump suspende operação militar para escoltar navios em Ormuz
- Irã nega ter atacado os Emirados Árabes Unidos nesta semana
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Israel bombardeia subúrbios de Beirute pela primeira vez desde início da trégua
Israel bombardeou, nesta quarta-feira (06/05), os subúrbios ao sul de Beirute, conhecidos como Dahye, no primeiro ataque contra a periferia da capital desde que entrou em vigor um cessar-fogo entre os dois países, há cerca de três semanas.
Caças israelenses atacaram no final da tarde o bairro de Ghobeiri, mais especificamente uma área próxima a Haret Hreik, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN), sem especificar qual seria o alvo da ação ou se foram registradas vítimas.
Apesar da cessação de hostilidades acordada por Líbano e Israel em meados do mês passado, as forças israelenses continuaram atacando diariamente o sul do Líbano e demoliram um grande número de casas nas áreas que ocupam nessa região, com alguns bombardeios também no Vale do Bekaa, no leste.
No entanto, desde a entrada em vigor da trégua, na meia-noite de 16 para 17 de abril, ainda não haviam atingido os subúrbios de Beirute, que foram fortemente castigados durante o conflito.
O cessar-fogo pretende servir como catalisador para negociações mais profundas, mas por enquanto o processo enfrenta obstáculos importantes, como a recusa de Israel em retirar suas tropas do sul do Líbano ou a rejeição do grupo xiita Hezbollah às conversas.
Nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, defendeu que ainda é cedo para planejar um encontro de alto nível com Israel e reiterou que a realização de novas rodadas de diálogo exigirá uma "consolidação" prévia da atual cessação de hostilidades.
A medida está estipulada, por enquanto, para durar até meados de maio.
Parlamentar iraniano nega que EUA e Irã estejam perto de acordo
Um membro de alto escalão do Parlamento do Irã rechaçou nesta quarta-feira (06/05) uma reportagem do portal americano Axios sobre um acordo iminente com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito e assegurou que o suposto memorando divulgado é "uma lista de desejos americanos, mais do que uma realidade".
"Os americanos não obterão em uma guerra perdida o que não conseguiram em negociações cara a cara", afirmou na rede social X o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei.
Rezaei alertou ainda que a república islâmica "está com o dedo no gatilho e preparada", ameaçando com retaliações caso as conversas fracassem.
Horas antes, o Axios informou, citando funcionários americanos e outras duas fontes anônimas com conhecimento do assunto, que Teerã e Washington estão perto de alcançar um acordo que encerre o conflito e abra caminho para um espaço de negociações sobre a questão nuclear iraniana.
O portal indicou que, conforme o acordo, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear, enquanto os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados. Além disso, ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo estratégico Estreito de Ormuz.
De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, a república islâmica continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para selar um acordo de paz e, "assim que concluir sua revisão, transmitirá seus pontos de vista à parte paquistanesa", mediadora nas negociações entre Teerã e Washington.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em suas redes sociais que, "se o Irã concordar em cumprir o que foi pactuado, o que é, talvez, uma grande suposição, a já lendária operação Fúria Épica chegará ao fim e o bloqueio, extremamente eficaz, permitirá que o Estreito de Ormuz esteja aberto para todos, incluindo o Irã".
Trump informou na véspera a suspensão da operação Projeto Liberdade, lançada pelos EUA na segunda-feira para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz em decorrência do bloqueio.
O presidente americano disse que a decisão se deve ao "progresso considerável rumo a um acordo" com Teerã, embora não tenha fornecido mais detalhes a respeito.
md (EFE, ots)
China chama guerra de EUA e Israel contra o Irã de ilegítima
O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou nesta quarta-feira (06/05), em Pequim, ao ministro do Exterior iraniano, Abbas Araqchi, que a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã é ilegítima, durante a primeira visita do ministro persa à China desde o início do conflito, em fevereiro.
O diplomata chinês acrescentou que uma declaração de cessar-fogo é "necessária e inevitável", informou a agência de notícias iraniana Tasnim.
Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irã e pedido um cessar-fogo no Oriente Médio e a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam aproximadamente 45% de suas importações de petróleo e gás.
as (Efe)
Guerra no Irã pode ter motivado homem acusado de tentar matar Trump
O Departamento de Segurança Interna dos EUA identificou a guerra dos EUA e Israel com o Irã como um possível motivo para o homem acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump e membros importantes de sua administração num evento para jornalistas no mês passado, de acordo com um relatório enviado a autoridades policiais estaduais e locais em todo o país e a outras agências federais.
O relatório preliminar, datado de 27 de abril, concluiu que o suspeito, Cole Allen, tinha "múltiplas queixas sociais e políticas". A conclusão foi de que o conflito com o Irã "pode ter contribuído para sua decisão de realizar o ataque", citando postagens de Allen em redes sociais que criticavam as ações dos EUA na guerra.
as (Reuters)
França envia porta-aviões ao Estreito de Ormuz para preparar operação de escolta
A França anunciou nesta quarta-feira (06/05) o envio do seu porta-aviões Charles de Gaulle ao Estreito de Ormuz para preparar uma operação defensiva de escolta de navios mercantes na região, que poderá ser lançada nos próximos dias caso um acordo entre Estados Unidos e Irã para a abertura da via marítima seja alcançado.
O envio da embarcação principal da Marinha francesa, que já se encontrava em águas do Mediterrâneo prestando serviços de segurança para os aliados na região, responde à iniciativa multinacional lançada por Paris junto a Londres para "contribuir para o restabelecimento da navegação no Estreito de Ormuz".
A missão, em coordenação com os países da região, visa realizar trabalhos de escolta e segurança na via marítima assim que um acordo para sua abertura for firmado. Mais de 40 nações já aderiram à iniciativa.
as (Efe)
Irã anuncia que ainda avalia proposta de paz dos EUA
O Irã afirmou nesta quarta-feira (06/05) que continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para selar um acordo de paz.
"A proposta dos Estados Unidos está sendo avaliada pelo Irã e, assim que sua revisão for concluída, o Irã transmitirá seus pontos de vista ao lado paquistanês", declarou o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Ismail Baghaei, à agência de notícias Isna.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, se o Irã aceitar as condições, dará por encerradas as operações militares e o bloqueio naval contra a República Islâmica, mas ameaçou realizar ataques de maior intensidade caso Teerã não aceite o acordo.
Essas declarações foram feitas depois de o portal americano Axios, citando funcionários americanos e outras duas fontes anônimas, ter relatado que Teerã e Washington estão próximos de alcançar um acordo que ponha fim ao conflito e abra caminho para um espaço de negociações sobre a questão nuclear iraniana.
De acordo com o portal, os Estados Unidos esperam "respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas".
Segundo o acordo divulgado pelo Axios, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear; os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo estreito de Ormuz.
Trump anunciou nesta terça-feira a suspensão da operação que os EUA haviam lançado um dia antes para garantir militarmente o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que a decisão se deve ao “progresso considerável em direção a um acordo” com Teerã, sem dar mais detalhes.
as (Efe)
Trump suspende operação militar para escoltar navios em Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (05/05) a suspensão, a pedido do Paquistão, da operação militar que consiste em garantir militarmente o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. A suspensão visa tentar alcançar um acordo definitivo com o Irã.
Trump escreveu em sua rede social Truth Social que a suspensão da ação militar, iniciada no último domingo, se deve ao "progresso considerável rumo a um acordo" com o governo iraniano, sem dar mais detalhes a respeito.
O presidente americano informou que o bloqueio naval ao Irã permanecerá vigente e que a suspensão dessa operação específica tem como objetivo determinar se o acordo "pode ser concretizado e assinado".
As forças americanas do Comando Central (Centcom) haviam conseguido assegurar a passagem de poucos navios através do estreito. Além disso, ocorreram repetidos ataques na região envolvendo pequenas embarcações e drones, alguns dos quais os Emirados Árabes Unidos atribuíram ao Irã.
Segundo fontes militares, citadas pela imprensa local, os navios americanos viram-se obrigados a executar manobras defensivas para garantir a navegação durante a operação para escoltar navios mercantes.
Fim da operação
Horas antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a ofensiva contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro "terminou" e que uma nova fase foi aberta com uma operação "defensiva" destinada a facilitar a navegação pelo estreito de Ormuz.
"A operação 'Fúria Épica' terminou. Tal como o presidente informou ao Congresso, concluímos essa etapa", declarou Rubio em entrevista coletiva na Casa Branca.
cn (EFE, AFP)
Irã nega ter atacado os Emirados Árabes nesta semana
O Irã negou nesta terça‑feira (05/05) ter atacado os Emirados Árabes Unidos (EAU) nos últimos dias, horas depois de o país do Golfo relatar uma segunda rodada de ataques iranianos com mísseis e drones.
Os disparos foram os primeiros contra os Emirados desde que o cessar‑fogo entre Irã e Estados Unidos entrou em vigor no mês passado. Um dos projéteis teria atingido um importante terminal de transporte de petróleo na segunda‑feira, provocando um incêndio.
Apesar de negar responsabilidade, o comando militar iraniano Khatam al‑Anbiya afirmou em comunicado que os Emirados sofreriam uma "resposta esmagadora" caso realizassem alguma ação militar contra o Irã.
Os EAU são um dos principais aliados dos Estados Unidos e um país árabe com laços com Israel. Sua infraestrutura petrolífera e a proximidade geográfica com o Irã fizeram do país um dos principais alvos de ataques iranianos desde o início da guerra.
gq (DW)
Cessar fogo com Irã "não terminou", diz Hegseth
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (05/05) que o cessar-fogo com Teerã não havia terminado, apesar das escaramuças entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo Pérsico em meio à disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz.
Hegseth disse que os EUA haviam garantido com sucesso uma rota através do estreito e que centenas de navios comerciais estavam se preparando para atravessar, enquanto Washington busca romper o bloqueio que o Irã exerce em uma das principais vias do transporte marítimo mundial desde o início do conflito, em fevereiro.
"Sabemos que os iranianos estão constrangidos com esse fato. Eles disseram que controlam o estreito. Não controlam", disse Hegseth em coletiva de imprensa no Pentágono.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou o Omã nesta segunda-feira e realizou três ataques contra os Emirados Árabes Unidos (EAU), antes de acrescentar que, pelo menos até o momento, a situação estava "mais tranquila".
Caine disse que desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou nove vezes contra embarcações comerciais e apreendeu dois navios de transporte de contêineres, e acrescentou que os iranianos atacaram as forças americanas mais de dez vezes.
Os ataques, no entanto, ficaram "abaixo do limite necessário para reiniciar grandes operações de combate neste momento", afirmou o general.
"Projeto Liberdade"
Questionado se o cessar-fogo com o Irã ainda estava em vigor, Hegseth disse que a trégua não acabou. "Dissemos que nos defenderíamos e nos defenderíamos agressivamente, e absolutamente o fizemos. O Irã sabe disso e, em última análise, o presidente [Donald Trump] pode decidir se algo escalar para uma violação do cessar-fogo", disse.
As Forças Armadas dos EUA afirmam ter afundado seis embarcações iranianas e interceptado mísseis de cruzeiro e drones iranianos, após Trump enviar a Marinha para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz em uma operação iniciada um dia antes, denominada Projeto Liberdade.
Diversos navios mercantes no Golfo relataram explosões ou incêndios nesta segunda-feira, no primeiro dia da operação.
rc (Reuters, AFP)
Pentágono: Irã atacou EUA mais de dez vezes durante cessar-fogo
O Irã realizou mais de dez ataques contra forças dos Estados Unidos desde o início do cessar-fogo, há quase um mês, afirmou nesta terça-feira o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
A frágil trégua entrou em vigor em 8 de abril. Neste período, as forças iranianas teriam usado mísseis de cruzeiro, drones e lanchas rápidas contra tropas americanas que atuam para restaurar a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz.
O Irã também disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres, segundo Caine.
A mais alta autoridade militar dos EUA, ele descreveu os incidentes como ações que permanecem "abaixo do limiar de retomada de grandes operações de combate neste momento". Helicópteros de ataque dos EUA repeliram com sucesso as investidas, acrescentou.
"Até agora, o dia de hoje está mais tranquilo", disse.
Na segunda-feira, o Irã lançou também um ataque contra Omã e três contra os Emirados Árabes Unidos.
O Irã, por sua vez, acusa os EUA de violarem o cessar-fogo com os esforços para liberar o Estreito de Ormuz.
A rota marítima, que liga o Golfo ao mar aberto, é uma artéria crucial para o comércio global de petróleo, e seu fechamento de fato em meio à guerra tem provocado perturbações nos mercados de energia em todo o mundo.
Os ataques iranianos na região deixaram cerca de 22,5 mil pessoas retidas a bordo de mais de 1,5 mil embarcações comerciais no Golfo, segundo Caine.
As forças dos EUA estabeleceram uma zona de segurança ampliada na parte sul do estreito, próxima a Omã, segundo o Pentágono. Unidades terrestres, navais e aéreas americanas estariam protegendo a área para dissuadir novos ataques iranianos contra o transporte marítimo comercial.
Até o momento, são conhecidas apenas duas embarcações civis, ambas navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos, que atravessaram o estreito, através do corredor que os EUA dizem ter criado.
ht (DPA, AP)
Irã afirma que 5 civis morreram em ataque dos EUA contra duas embarcações
Os militares do Irã acusaram nesta terça-feira (05/05)os Estados Unidos de serem responsáveis pela morte de cinco civis num ataque contra dois cargueiros na costa de Omã, após Washington afirmar ter destruído lanchas rápidas iranianas.
Uma fonte militar iraniana, citada pela agência de notícias estatal Tasnim, relatou que, "após a falsa afirmação do Exército americano" sobre a destruição de lanchas rápidas iranianas, foram realizadas investigações com fontes locais e concluiu-se que nenhum navio de combate da Guarda Revolucionária Islâmica teria sido atingido.
A mesma fonte assegurou que dois pequenos cargueiros com civis a bordo, que navegavam de Khasab, na costa de Omã, em direção ao litoral iraniano, foram atacados pelos EUA, resultando em cinco mortos, que o meio de comunicação afirma serem civis e não militares.
Na segunda-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ter facilitado o trânsito de dois navios mercantes pelo Estreito de Ormuz, no âmbito da operação anunciada para escoltar navios por esta via, e ter destruído seis lanchas rápidas iranianas que, segundo asseguraram, tentaram impedir sua passagem.
as (Efe)
Líderes europeus condenam ataques aos Emirados Árabes Unidos
O chanceler alemão, Friedrich Merz, instou o Irã a retornar às negociações de paz após os Emirados Árabes Unidos (EAU) acusarem Teerã de lançar ataques com mísseis e drones contra um de seus portos.
O Ministério da Defesa dos EAU afirmou que suas defesas aéreas interceptaram um total de 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones nos primeiros ataques iranianos contra o país desde o início do cessar-fogo, há quase quatro semanas.
"Teerã deve retornar à mesa de negociações e parar de manter a região e o mundo como reféns: o bloqueio do Estreito de Ormuz deve terminar", escreveu Merz em mensagem divulgada nesta segunda-feira (04/05) nas redes sociais. "Condenamos veementemente esses ataques. Nossa solidariedade está com o povo dos Emirados Árabes Unidos e com nossos parceiros na região."
Merz também reiterou sua posição de que "Teerã não deve adquirir uma arma nuclear" e alertou que "não deve haver mais ameaças ou ataques contra nossos parceiros".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também pediu a redução das tensões no Oriente Médio. "O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis contra os Emirados Árabes Unidos", disse o premiê. "A escalada deve cessar. O Irã precisa se engajar de forma significativa em negociações para garantir que o cessar-fogo no Oriente Médio seja duradouro e que uma solução diplomática de longo prazo seja alcançada."
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os ataques iranianos contra infraestruturas civis nos Emirados Árabes Unidos são "injustificados e inaceitáveis"
rc (DW)
Ataques do Irã e dos EUA ameaçam cessar-fogo no Oriente Médio
A frágil trégua no Oriente Médio estava sob ameaça nesta terça-feira (05/04), após os Estados Unidos e o Irã lançarem novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
As Forças Armadas americanas anunciaram nesta segunda-feira a destruição de seis embarcações iranianas, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito em uma campanha que ele chamou de Projeto Liberdade.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em publicação nas redes sociais nesta terça-feira que a segurança do tráfego marítimo estava ameaçada, acusando os EUA e seus aliados de violarem o cessar-fogo iniciado há quase quatro semanas.
Vários navios mercantes na região do Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios nesta segunda-feira. O Estreito de Ormuz, uma via essencial para o abastecimento global de petróleo, fertilizantes e outras commodities, está praticamente fechado desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram nesta segunda-feira que ataques iranianos com drones e mísseis causaram um incêndio no porto petrolífero de Fujairah. O país afirmou que os ataques iranianos representam uma grave escalada no conflito e que se reserva o direito de reagira às agressões.
Fujairah está localizada fora do estreito, sendo uma das poucas rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio que não exigem a passagem pelo Estreito de Ormuz.
As autoridades iranianas divulgaram um mapa do que afirmaram ser uma área marítima expandida sob seu controle, que se estende muito além do estreito, incluindo longos trechos do litoral dos Emirados Árabes Unidos.
Teerã não confirma ataques
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, disse que os eventos desta segunda-feira mostram que não há solução militar para a crise. Ele afirmou que as negociações de paz estavam progredindo com a mediação do Paquistão e alertou os EUA e os Emirados Árabes Unidos para o risco de se envolverem em um "atoleiro".
Teerã, no entanto, não confirmou nem negou os ataques aos Emirados Árabes Unidos. A emissora de televisão estatal iraniana citou um oficial militar dizendo que o Irã "não tinha planos" de atacar o país ou qualquer um de seus campos de petróleo.
"O incidente resultou do aventureirismo militar dos EUA para criar uma passagem ilegal", disse o oficial, que não foi identificado pela emissora.
O Irã também afirmou nesta segunda-feira ter disparado contra um navio de guerra dos EUA que se aproximava do estreito, forçando a embarcação a recuar. Autoridades iranianas descreveram posteriormente o disparo como tiros de advertência.
rc (Reuters, DW)
Países registram ataques no Golfo em meio ao cessar-fogo
As tensões no Golfo voltaram a escalar pela primeira vez em quase quatro semanas de cessar-fogo na guerra entre os EUA e o Irã. Nesta segunda-feira (04/05), os Emirados Árabes Unidos relataram que suas defesas aéreas interceptaram ao menos 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones iranianos. Moradores de várias regiões foram orientados a procurar abrigo.
Segundo a agência de notícias alemã dpa, o Irã confirmou um ataque a instalações de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, em reação ao que descreve como uma "passagem ilegal" de navios de guerra dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter lançado uma operação para garantir o tráfego marítimo na região, com contratorpedeiros navais entrando no Golfo e dois navios comerciais de bandeira americana deixando a área.
Também na segunda-feira, os Estados Unidos disseram ter afundado seis pequenos barcos iranianos, o que Teerã nega. Trump afirma que a ação ocorreu após suposta ofensiva contra dois navios neutros no conflito, incluindo um cargueiro sul-coreano.
A Guarda Revolucionária do Irã ainda afirmou ter disparado vários mísseis como advertência contra navios de guerra americanos operando ao largo da costa sul, enquanto a mídia iraniana informou que dois mísseis teriam atingido uma embarcação dos EUA — alegação negada por Washington.
Os Emirados Árabes Unidos também relataram um ataque separado com drone iraniano a um petroleiro operado pela estatal de energia ADNOC, sem registro de vítimas.
Já a Coreia do Sul analisa relatos de que uma embarcação ligada a uma empresa de navegação sul-coreana havia sido atacada na região.
Em Omã um prédio residencial em Bukha foi atingido e trabalhadores estrangeiros ficaram feridos. Não ficou imediatamente claro quem foi o responsável.
As negociações entre Irã e Estados Unidos para transformar a trégua, iniciada em 8 de abril, em um acordo permanente estão paralisadas, diante de divergências sobre as ambições nucleares do Irã e o controle do Estreito de Ormuz.
gq (DPA)
Trump diz que Irã pode ser "varrido da face da Terra"
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (04/05) que o Irã e suas forças serão "varridos da face da Terra" se navios americanos forem atacados no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos executam o que Trump chama de "Projeto Liberdade" para forçar a reabertura da passagem marítima. Ao longo do dia, mísseis iranianos voltaram a ser disparados em direção aos Emirados Árabes Unidos na primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo. Dois navios cargueiros relataram explosões na região.
Trump fez a declaração à Fox News, após ser perguntado sobre os ataques de Teerã. Anteriormente, o presidente foi criticado por declarações semelhantes, quando disse, por exemplo, que uma civilização inteira morreria em seus ataques.
gq (OTS)