Incêndio em hospital no Rio deixa 11 mortos | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 13.09.2019
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Brasil

Incêndio em hospital no Rio deixa 11 mortos

Pacientes foram retirados às pressas e transferidos para hospitais na região, alguns com queimaduras graves. Fogo teria começado em um gerador no prédio mais antigo do complexo, localizado no bairro do Maracanã.

Incêndio atinge o Hospital Badim, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro

Incêndio atinge o Hospital Badim, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro

Um incêndio de grandes proporções no Hospital Badim, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, deixou pelo menos 11 mortos na noite desta quinta-feira (13/09). Segundo autoridades, o total de vítimas ainda pode aumentar.

Os bombeiros informaram que encontraram dez corpos enquanto faziam uma varredura no prédio. A Defesa Civil confirmou que, com isso, o número de mortos subiu a 11, incluindo a primeira vítima, cujo corpo foi retirado do hospital no início da noite. Eles ainda não foram identificados.

Pacientes são atendidos na parte externa do prédio do hospital

Pacientes são atendidos na parte externa do prédio do hospital

O fogo começou por volta das 18h30 no prédio mais antigo do complexo hospitalar, inaugurado em 2000, espalhando fumaça para todos os andares do edifício. A direção do hospital disse que o fogo teria começado com um curto-circuito no gerador de energia. Segundo testemunhas, os pacientes e funcionários começaram a deixar o hospital logo após o início do incêndio.

Os pacientes foram retirados às pressas e receberam atendimento nas calçadas ao redor do prédio. A equipe médica, bombeiros e moradores das proximidades ajudaram a acomodar os pacientes em colchões e em uma creche vizinha ao hospital.

Algumas pessoas, oito delas com queimaduras graves nas vias respiratórias, foram transferidas para outros hospitais na região. Havia 103 pacientes internados no Hospital Badim no momento do incêndio.

Muitos pacientes foram transferidos para hospitais da região

Muitos pacientes foram transferidos para hospitais da região

"O hospital tem 200 leitos, estava quase cheio. Todos os pacientes foram retirados. A fumaça que ainda está saindo possivelmente é do gerador que é a óleo diesel", afirmou o proprietário do hospital, José Badim, citado pelo jornal carioca O Globo.

Ele ainda agradeceu a ajuda dos vizinhos e dos hospitais da região. "A vizinhança compreendeu, os demais hospitais também. Toda essa ajuda é muito importante. Existe uma movimentação muito grande para o problema ser resolvido", observou.

Mais de 100 médicos foram mobilizados para dar assistência aos pacientes que estavam sendo socorridos, informou a direção do hospital em comunicado. Segundo o texto, a direção se manifestará novamente após os bombeiros terminarem os trabalhos e liberarem o prédio.

RC/ots

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