Greta Thunberg ganha prêmio de direitos humanos da Anistia | Notícias internacionais e análises | DW | 07.06.2019
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Mundo

Greta Thunberg ganha prêmio de direitos humanos da Anistia

Adolescente sueca e seu movimento "Fridays for Future" dividem Prêmio Embaixador da Consciência, concedido pela organização internacional. "É preciso lutar pelo que achamos certo", defende a ativista climática.

A adolescente sueca Greta Thunberg discursa em Roma acompanhada por centenas de jovens

A adolescente sueca Greta Thunberg discursou em Roma, em meados de abril, pela proteção do meio ambiente

A adolescente sueca Greta Thunberg foi honrada nesta sexta-feira (07/06) com o prêmio de direitos humanos da Anistia Internacional por sua "liderança e coragem únicas em defender os direitos humanos". O movimento ambientalista "Fridays for Future", criado por ela, também levou o prêmio.

Greta, de 16 anos, influenciou milhares de estudantes a fazerem greve pelo clima às sextas-feiras. Por seu esforço para chamar a atenção das autoridades para as mudanças climáticas, o grupo recebeu o Prêmio Embaixador da Consciência, que em ocasiões passadas foi concedido ao jogador de futebol americano Colin Kaepernick e à cantora Alicia Keys, assim como aos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai e Nelson Mandela.

Em comunicado, Greta afirmou ser "uma grande honra" receber o prêmio em nome do movimento "Fridays for Future" (ou Greve pelo Futuro, como vem sendo chamado no Brasil). "Este não é meu prêmio, este é o prêmio de todos", frisou.

"É preciso lutar pelo que achamos ser certo. Acho que todos aqueles que fazem parte desse movimento estão fazendo isso", disse a adolescente. "A injustiça que todos nós precisamos combater é a de que as pessoas no hemisfério sul serão as mais afetadas pela mudança climática, embora elas sejam as menos responsáveis por causá-la."

Por sua vez, Kumi Naidoo, secretário-geral da Anistia Internacional, disse estar "inspirado pela determinação com que jovens ativistas em todo o mundo estão nos desafiando para confrontar as realidades da crise climática".

"Eles nos lembram que somos mais poderosos do que pensamos e que todos nós temos um papel a desempenhar na proteção dos direitos humanos contra a catástrofe climática", destacou ele em comunicado.

Greta deu início a seu movimento de jovens manifestantes ambientalistas no ano passado, com protestos semanais do lado de fora do Parlamento da Suécia. Desde então, a causa se espalhou pela Europa e pelos Estados Unidos, chegando a países como Brasil, Uganda e Austrália.

Em 24 de maio, um protesto global do movimento "Fridays for Future" foi organizado em 131 países.

Em sua missão em defesa do clima, a adolescente sueca tem se dirigido diretamente aos líderes internacionais, acusando-os de falhar com as futuras gerações ao não fazer o suficiente em prol do meio ambiente.

No ano passado, a ONU divulgou um relatório global em que afirma que a emissão de gases do efeito estufa precisa ser drasticamente reduzida nos próximos anos a fim de estabilizar o clima.

Segundo o relatório, as emissões globais de carbono atingiram o recorde de mais de 37 bilhões de toneladas métricas, o equivalente a 407 partes por milhão (ppm) – o valor representa um aumento de 45% em relação ao período pré-industrial.

A Anistia criou o Prêmio Embaixador da Consciência em 2002 para homenagear pessoas e grupos que promovem a causa dos direitos humanos. Ainda não foi marcada uma data para a cerimônia de premiação.

PV/dpa/rtr

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