Governo e oposição venezuelana criam mecanismo para diálogo | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 12.07.2019
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América Latina

Governo e oposição venezuelana criam mecanismo para diálogo

Os dois lados estabelecem mesa de trabalho permanente, com mediação da Noruega. Oposicionistas querem que processo culmine em novas eleições, apoiadores de Maduro rejeitam.

Líder oposicionista Juan Guaidó e presidente venezuelano Nicolás Maduro

Líder oposicionista Juan Guaidó (esq.) e presidente venezuelano Nicolás Maduro

O governo e a oposição da Venezuela concordaram em estabelecer uma mesa de trabalho permanente para buscar soluções para a crise política no país, informou nesta quinta-feira (11/07) o Ministério do Exterior da Noruega, país que atua como mediador entre as duas partes.

Os representantes do presidente Nicolás Maduro e do líder oposicionista e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó encerraram três dias de negociações em Barbados. Os intermediadores noruegueses tentam desde maio negociar uma solução para crise.

"Desenvolveu-se uma intensa jornada de trabalho, com seis pontos de acordo com o governo da Noruega e a oposição", disse Maduro, em pronunciamento transmitido em cadeia nacional, sem revelar quais seriam os temas em questão.

O Ministério norueguês do Exterior informou em nota a criação de uma "mesa que trabalhará de maneira contínua e diligente, com a finalidade de chegar a uma solução acordada". "Está previsto que as partes realizem consultas para poder avançar nas negociações", prossegue, sem, no entanto, informar as datas dos futuros encontros.

A ministra norueguesa, Ine Marie Eriksen Soereide, reconheceu e agradeceu os esforços e espírito de cooperação de ambas as partes. Os noruegueses pediram "máxima precaução nos comentários e declarações a respeito do processo".

Segundo o negociador do governo venezuelano, Héctor Rodríguez, será um "caminho complexo", podendo levar a um "acordo de convivência democrática" e de governabilidade, onde uma parte reconheça a outra. O representante de Guaidó, Stalin Gonzáles, declarou através do Twitter que os venezuelanos precisam de "respostas e resultados", e que sua delegação "realizará consultas para avançar e pôr fim ao sofrimento".

Guaidó defende que os diálogos levem à saída de Maduro e o estabelecimento de um governo de transição, para que sejam convocadas novas eleições. O oposicionista, reconhecido por dezenas de países como presidente interino da Venezuela, considera fraudulenta a reeleição do chavista em 2018. O governo venezuelano, contudo, nega que a discussão sobre novas eleições esteja em pauta.

Apesar da grave recessão, sanções internacionais e dos protestos em massa realizados no país, Maduro conseguiu se manter no poder com o apoio das Forças Armadas. Durante seu governo, iniciado em 2013, o país, que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, caiu na pior crise econômica de sua história. Segundo a ONU, em torno de 4 milhões de cidadãos emigraram para outros países desde 2015.

RC/afp/efe

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