FMI: Zona do euro é um dos maiores riscos para economia global | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 25.01.2011
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Economia

FMI: Zona do euro é um dos maiores riscos para economia global

Fundo elevou sua previsão de crescimento global em 0,2 ponto percentual para 4,4% em 2011, guiado principalmente pelo bom desempenho dos países emergentes. Mas alerta que tensões na zona do euro devem prosseguir.

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A economia mundial deverá crescer 4,4% em 2011, ou seja, 0,2 ponto percentual acima da última previsão, divulgada em outubro do ano passado, e aproximadamente 4,5% em 2012, de acordo com a versão atualizada do relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira (25/01) em Johannesburgo.

Segundo o FMI, a recuperação da economia mundial deve-se especialmente ao forte crescimento nos países emergentes e nos em desenvolvimento, especialmente na China e na Índia, onde o fundo prevê um aumento de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) tanto neste ano quanto em 2012. No entanto, o FMI alerta para o risco de superaquecimento da economia e para o notável aumento da pressão inflacionária nesses dois países.

Já o PIB das nações mais industrializadas deverá aumentar apenas 2,5% em 2011 e 2012, devido ao crescimento moderado, acompanhado de elevado desemprego em regiões como a zona do euro.

Zona do euro é risco global

Entre os riscos que podem abalar a economia mundial em 2011, encabeçam a lista do FMI as tensões registradas nos países periféricos da zona do euro, entre os quais analistas têm incluído Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha ou Itália, e que, segundo o fundo, devem continuar neste ano. A elas, soma-se a eventual falta de progresso na consolidação fiscal das economias avançadas e a fraqueza do mercado imobiliário nos Estados Unidos.

"O risco de perturbações financeiras se espalharem da periferia para o centro da zona do euro resulta da fraqueza das instituições financeiras em muitas das economias avançadas da região e de sua falta de transparência. Por isso, as instituições financeiras e os Estados estão estreitamente ligados (...). Apesar de a periferia representar apenas uma pequena parte do Produto Interno Bruto e da produção na zona euro", estas ligações com os países do centro podem frear o crescimento da região e atrasar a recuperação econômica mundial, conclui o FMI.

Para os países da zona do euro, o FMI manteve a projeção de 1,5% de crescimento em 2011 e de 1,7% em 2012. "As pressões financeiras deverão se manter elevadas na periferia da zona do euro, onde o mercado ainda está preocupado com o risco soberano e o risco das instituições bancárias, a viabilidade política das medidas de austeridade atuais e previstas e a falta de uma solução global", conclui.

Fundo de resgate deveria ser aumentado

Em uma atualização de seu Relatório de Estabilidade Financeira Global, o FMI recomenda ainda a ampliação da Facilidade Europeia de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), que deveria dispor de um "mandato mais flexível" para assegurar o acesso a financiamentos. Também o Banco Central Europeu precisaria continuar provendo liquidez aos bancos necessitados.

Por outro lado, os bancos europeus requerem provas de tensão rigorosas, a fim de assegurar que são capazes de resistir a condições extremas. Bancos não viáveis deveriam ser fechados, defende o fundo.

RR/dpa/rtr/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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