FMI prevê encolhimento ainda maior do PIB brasileiro | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 24.06.2020
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Economia

FMI prevê encolhimento ainda maior do PIB brasileiro

Fundo aponta que economia do país deverá registrar um tombo de 9,1% em 2020, de longe o pior resultado da história brasileira. Cenário pessimista também domina projeções no grupo de países mais afetados pela covid-19.

Pedestres nas ruas do Rio de Janeiro

Projeção do PIB no Brasil piorou conforme a pandemia avançou

O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá recuar 9,1% em 2020, em meio aos impactos negativos da pandemia de coronavírus.

A previsão consta no novo relatório Panorama Econômico Mundial, publicado nesta quarta-feira (24/06), que atualizou projeções de abril que já apontavam um cenário extremamente negativo para as economias brasileira e mundial.

A previsão negativa de abril (recuo de 5,3%) já apontava para a maior retração desde 1962, quando teve início a série histórica disponibilizada pelo Banco Central. Tanto os dados de abril quanto os disponibilizados nesta quarta-feira apontam para uma queda maior até do que a de 1990, a pior da série, quando o PIB brasileiro teve queda de 4,35%. O segundo maior recuo foi em 1981, com 4,25%.

Em janeiro, antes de a crise do coronavírus atingir proporções globais, o FMI havia previsto que o PIB brasileiro poderia crescer 2,2% em 2020.

Para 2021, os dados continuam mais otimistas. Na projeção desta quarta-feira, o FMI estima um crescimento de 3,6% no PIB brasileiro.

A nova previsão do FMI também é mais negativa que as projeções mais recentes de analistas brasileiros. Em maio, o governo Bolsonaro estimou que o PIB de 2020 terá uma queda de 4,7%, em meio aos efeitos da pandemia de covid-19. Na segunda-feira, o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central com base nas estimativas do mercado, apontou para uma retração de 6,51%.

Já o Banco Mundial estimou na primeira semana de junho que o PIB brasileiro deverá ter uma queda de 8%.

Cenário pessimista para o mundo

Em abril, o FMI havia apontado que a economia global sofrerá uma retração de 3% em 2020 em razão da pandemia. Os dados agora são ainda piores: queda de 4,9%.

A crise deve ser grave nos países desenvolvidos, que devem registrar, em média, uma retração de 8% – a previsão de abril apontava para uma queda de 6,1%.

A Alemanha, por exemplo, deve sofrer uma retração de 7,8% no seu PIB. Os Estados Unidos, de 8%. A Itália, um dos países mais afetados pela covid-19 na Europa, deve sofrer uma queda de 12,8% – em abril, o recuo previsto chegava a 9,1%. No entanto, o relatório aponta previsão de crescimento de 5,4% na Alemanha em 2021. Na Itália, de 6,3%.

Outros países europeus que aparecem no topo de mortes por covid-19 no continente também devem sofrer recuos de dois dígitos: Reino Unido (-10,2%), Espanha (-12,8%) e França (-12,5%).

Já os países emergentes, grupo do qual o Brasil faz parte, vão, em média, sofrer uma retração de 3% – em abril, a queda prevista era de 1%. Nesse grupo, apenas o México deve registrar resultado pior do que o Brasil, aponta o FMI, com retração de 10,5%.

A retração prevista para o Brasil é apenas levemente melhor do que a média da América Latina e do Caribe. As duas áreas devem, em média, sofrer um encolhimento de 9,4% na economia.

JPS/ots

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