Fatah e Hamas pedem eleições em 2018 | Notícias internacionais e análises | DW | 22.11.2017
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Mundo

Fatah e Hamas pedem eleições em 2018

Após pacto de reconciliação, grupos palestinos rivais e outras 11 facções chegam a acordo para realização de pleito presidencial e legislativo na região, que não vai às urnas há mais de dez anos. Abbas deve definir data.

Ägypten Kairo Vetrags-Unterzeichnung von Fatah und Hamas (Getty Images/AFP/K. Desouki)

Representantes do Fatah e do Hamas assinaram um acordo de reconciliação em outubro no Egito

Os movimentos palestinos Fatah e Hamas, ao lado de outras 11 facções políticas, chegaram a um acordo nesta quarta-feira (22/11) para a realização de eleições gerais na região até o fim de 2018.

Em declaração conjunta emitida após um encontro no Cairo, capital do Egito, os grupos comunicaram a necessidade de eleições presidenciais e legislativas e pediram para que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defina uma data para a votação.

Abbas, do Fatah, foi eleito presidente em 2005, enquanto as últimas eleições parlamentares ocorreram na região em 2006 – o Hamas venceu o pleito, mas o resultado não foi reconhecido pelo Fatah.

O grupo foi privado de sua vitória devido à pressão internacional e acabou por expulsar a ANP e as forças de segurança da Faixa de Gaza. Considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, o Hamas tomou o controle sobre Gaza em 2007, num episódio que quase resultou numa guerra civil.

A divisão e a rivalidade entre as diferentes facções palestinas vêm sendo apontadas como um dos principais obstáculos para conversações de paz significativas com Israel.

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O futuro incerto dos jovens palestinos

No mês passado, após uma década de hostilidades, um acordo de reconciliação mediado pelo Egito foi finalmente assinado por representantes do Fatah e do Hamas, devolvendo ao governo da ANP, com base na Cisjordânia, o controle administrativo sobre a Faixa de Gaza.

Os grupos retornaram ao Cairo nesta semana para acompanhar o andamento do acordo. Na declaração conjunta, afirmaram que o pacto foi o "início realístico do fim" de tal divisão entre as facções.

O texto ainda ressaltou a "importância de se remover todos os obstáculos no caminho dos esforços do governo, para que ele possa assumir imediatamente suas responsabilidades em relação ao povo".

O acordo de reconciliação foi assinado em 12 de outubro, no Cairo. Na ocasião, o representante do Fatah, Azzam al-Ahmed, e o líder do Hamas, Saleh al-Arouri, afirmaram que o primeiro passo seria reforçar o governo da ANP, que deverá retomar o controle total sobre a Faixa de Gaza até 1º de dezembro.

Em setembro, o Hamas concordou em ceder o poder sobre Gaza à ANP, ainda que o destino de suas forças militares no território tenha sido um obstáculo para as negociações. O movimento islamista se envolveu em três guerras contra Israel desde 2008.

Um dos pontos fundamentais das negociações foram as sanções impostas pelo presidente da ANP à região, que incluíam a redução do fornecimento de energia elétrica ao território, o que deixava os moradores com apenas algumas horas diárias de eletricidade.

Acredita-se que a reconciliação entre os grupos poderá dar novo impulso às tentativas de Abbas de reavivar as conversações sobre a criação de um Estado palestino no território ocupado por Israel.

EK/afp/dpa/efe/rtr/dw

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